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Conheça as principais ações do setor elétrico disponíveis na bolsa brasileira

Tempo de leitura: 12 minutos

As ações do setor elétrico são muito procuradas pelos investidores. Afinal, o recurso é essencial para o país, sendo fundamental para o desenvolvimento de todos os segmentos da sociedade — o que pode torná-las mais atrativas.

Além disso, no Brasil, são utilizadas diversas fontes de energia elétrica. A principal é a hidrelétrica, mas também existem as usinas eólicas e as termelétricas. A última opção corresponde aos combustíveis fósseis, gás natural, carvão mineral, biomassa e nuclear.

Por isso, existem diversas companhias relacionadas ao segmento disponíveis aos investidores. Se você tem interesse em investir nessas alternativas, continue a leitura e conheça as principais ações do setor elétrico listadas na bolsa brasileira (B3).

Vamos lá?

Qual é o panorama do setor elétrico no Brasil?

Antes de comprar ações de qualquer empresa, é importante entender como funciona o modelo de negócio dessas companhias. Também é necessário considerar o panorama do setor em que elas estão inseridas para uma visão mais ampla sobre o aporte.

Inicialmente, vale destacar que o setor elétrico é um segmento da economia essencial para o desenvolvimento socioeconômico do país. Ele apresenta diversas particularidades e dinamismo, além de estar em constante transformação e evolução.

Com o avanço da geração de energia a partir de fontes renováveis e a maior relevância do mercado varejista no setor, surge a necessidade de adaptações nos arranjos comerciais. Esse processo impõe novos desafios aos agentes do segmento.

Ademais, por ser um setor considerado bastante estável, é tido como um dos mais defensivos da bolsa de valores. Ele também conta com diversas empresas consolidadas e demanda garantida. Contudo, é importante reforçar que a avaliação deve ser individual de cada investidor.

No Brasil, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) é responsável pela fiscalização do setor e das empresas atuantes. Logo, o segmento é organizado de modo a garantir a universalização do acesso, a redução de tarifas e a segurança do fornecimento de energia elétrica.

Assim, uma das funções da ANEEL é viabilizar condições mais favoráveis para o desenvolvimento e fornecimento de energia elétrica no país. Para facilitar o controle, o setor energético brasileiro é dividido em três segmentos específicos: geração, transmissão e distribuição de energia.

Saiba mais sobre cada um deles:

Geração

As empresas geradoras produzem energia elétrica, principalmente por meio das hidrelétricas. No entanto, existem outras fontes de energia que podem ser utilizadas nesse processo, como a eólica, térmica ou solar. Essa geração também pode ser centralizada ou distribuída.

No primeiro caso, a energia é produzida em um local, por usinas de grande porte. Posteriormente, ela é transmitida e distribuída para os consumidores finais por meio das redes de transmissão e de distribuição. No segundo caso, a energia é produzida no próprio centro de consumo ou próximo dele.

Transmissão

O objetivo desse processo é levar a energia elétrica gerada nas usinas até a conexão com as redes das distribuidoras. Isso é feito por meio de linhas de transmissão de alta voltagem que se espalham por todo o território nacional.

O sistema de alta voltagem também visa garantir a estabilidade na rede, evitando perdas de energia na transmissão.

Distribuição

Por fim, as empresas de distribuição recebem a energia em alta tensão e fazem o rebaixamento ao nível comercial para o consumidor final. A rede elétrica primária atende as indústrias e as médias e grandes empresas.

Já a rede secundária, de baixa tensão, atende os consumidores residenciais. A compra de energia elétrica que acontece com as distribuidoras segue os preços definidos pelo governo. Também é possível ocorrer a compra de forma livre, junto a comercializadoras ou geradoras.

No entanto, os consumidores residenciais, chamados cativos, devem comprar a eletricidade diretamente e obrigatoriamente da distribuidora local.

Como é a competição no mercado de energia elétrica no Brasil?

Ao pesquisar sobre o setor de energia, é importante saber que aconteceram diversas mudanças no setor elétrico nacional nas últimas décadas. Com a criação do mercado livre de energia, por exemplo, a competitividade e eficiência do segmento aumentou.

Por outro lado, esse mercado ainda é pouco significativo em relação à capacidade de viabilizar novos projetos. Isso acontece porque o país é muito dependente de leilões de energia para o ambiente regulado.

Ou seja, existem barreiras que impedem a expansão do mercado livre e o Brasil não tem um mecanismo de ampliação da oferta de eletricidade que o viabilize. Contudo, com novas empresas entrando nesse setor, a tendência é que o ambiente competitivo seja afetado.

Afinal, o movimento iniciado com a liberalização dos mercados de energia e com a desverticalização do segmento deve se aprofundar. Com isso, players de mercado de pequeno porte já encontram espaço no setor elétrico.

Esse movimento ocorre, principalmente, por meio de investimentos em geração de fontes alternativas de energia, como eólicas e solar.

Quais são as principais empresas do setor elétrico brasileiro?

Depois de saber um pouco mais sobre o panorama do setor elétrico no Brasil, vale conhecer as principais empresas do segmento com ações listadas na bolsa de valores.

Assim, é possível dar o primeiro passo para analisar quais companhias podem ser interessantes para incluir na sua carteira de investimentos. Saiba mais sobre elas!

Cemig

As ações da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) são negociadas na bolsa sob os códigos CMIG3 e CMIG4. Essa é uma empresa estatal brasileira que produz e distribui energia elétrica.

O grupo foi criado em 1952 e, na década de 1990, começou a ter suas ações negociadas na bolsa de valores. Essa companhia também está presente em mais de 20 estados brasileiros e em outros países.

Eletrobras

A Eletrobras (ELET3) é uma holding brasileira que atua com foco na administração de empresas de geração, transmissão e distribuição de eletricidade. Por meio de suas subsidiárias, a companhia é a principal responsável por grande parte da geração de energia no país.

Já a fundação aconteceu em 1961 e opera em todo território brasileiro. Porém, desde 2008 também atua em outros países da América do Sul para fomentar a integração energética entre eles. Vale destacar que um dos focos do grupo é a geração de energia limpa.

Energisa

As ações da Energisa são negociadas na bolsa de valores sob os códigos ENGI3, ENGI4 e ENGI11. A empresa atua na distribuição, transmissão e comercialização de energia elétrica. Ainda, presta serviços e desenvolve estudos de geração de energia.

A companhia foi fundada em 1905 e responde por diversas concessões de distribuição de energia em todas as regiões do Brasil.

Eneva

A Eneva iniciou suas operações em 2007 e realizou sua oferta pública de ações no mesmo ano. A empresa atua com geração, exploração e comercialização de eletricidade. Para isso, utiliza diversas fontes, como carvão, gás natural e recursos renováveis.

Essa companhia também atua na área de exploração e produção de hidrocarbonetos. Suas ações são negociadas sob o ticker ENEV3. Além disso, a Eneva possui usinas termelétricas no Brasil e no Chile. Ainda, se dedica à extração de gás natural no Brasil e à mineração de carvão na Colômbia.

Engie Brasil

A principal atividade da Engie Brasil (EGIE3) é a geração de energia elétrica. Inclusive, o grupo é o maior gerador privado de energia no país e possui 11 usinas hidrelétricas sob sua responsabilidade. A companhia também se destaca por ser uma das maiores da América Latina.

Apesar de o modelo de negócio da Engie Brasil ser baseado na produção de energia elétrica, a empresa também atua na área de transmissão desde 2017. Vale saber que a companhia produz energia derivada de outras fontes, como eólica e solar.

Taesa

A Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica) tem ações negociadas sob os tickers TAEE3, TAEE4 e TAEE11. Assim, a atividade principal da empresa é a transmissão de energia elétrica. O grupo atua em todas as regiões do Brasil, com mais de 11 mil quilômetros de linhas de transmissão em operação.

A empresa abriu capital na bolsa em 2006 e detém diversas concessões cedidas pela ANEEL. Ademais, a Taesa possui projetos de responsabilidade socioambiental focados no desenvolvimento sustentável e perene de suas atividades.

Energias do Brasil

A Energias do Brasil é uma holding que atua na geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica. O grupo é um dos maiores do setor do país, possuindo apenas ações ordinárias negociadas na bolsa, sob o ticker ENBR3.

O foco da Energias do Brasil é adquirir partes de outras empresas do segmento elétrico. Com isso, a empresa consegue atuar em toda a cadeia de produção e venda de energia elétrica no país.

Qual é o possível impacto da variação do preço da energia nas empresas elétricas da bolsa?

Além de conhecer as principais ações do setor elétrico disponíveis na bolsa de valores, é importante entender como alguns cenários políticos e econômicos podem impactar o preço dos papéis.

Na prática, a tarifa de energia elétrica é composta por diversos fatores, como custo médio da energia das grandes usinas, impostos, taxa de uso do sistema de distribuição, entre outros. Com base nisso, a ANEEL faz a revisão periódica dos valores, que são diferentes para cada distribuidora do país.

Nesse sentido, o aumento do consumo e a redução da capacidade de produção são os principais elementos que contribuem para os reajustes. Como a maior parte da energia brasileira é produzida por usinas hidrelétricas, o Brasil depende diretamente dos regimes de chuva para manter os níveis dos reservatórios aceitáveis.

Sem volume de água suficiente para girar as turbinas e gerar eletricidade, pode ser necessário acionar outras fontes geradoras, como as termelétricas. Como são alternativas mais caras, as crises hídricas afetam o preço da eletricidade no país.

No entanto, o aumento do preço da energia elétrica influencia a economia brasileira de forma geral. Afinal, a eletricidade é o principal custo de quase todas as atividades, principalmente no comércio, nas indústrias e na prestação de serviços.

Desse modo, o impacto da escalada dos preços também atinge as ações das empresas ligadas ao setor elétrico. Contudo, essa influência depende do serviço prestado pela companhia.

Entenda melhor quais são os possíveis impactos dos reajustes nos preços das ações:

Setor de geração

Em geral, o reajuste tarifário é acompanhado por uma redução no consumo geral, com os consumidores buscando economizar nas contas mensais. Por esse motivo, as empresas do setor de geração de energia hidrelétrica podem ser prejudicadas com a queda no faturamento.

Por outro lado, o efeito nas empresas geradoras de energia solar, eólica e térmica costuma ser positivo. Isso porque, nesses casos, essas companhias são mais solicitadas.

Setores de transmissão e distribuição

A tendência é que empresas distribuidoras de energia que mantêm uma relação próxima com as geradoras sejam mais impactadas pelo aumento do preço. Já as companhias que dependem menos da geração sofrem impactos mais leves.

As empresas de transmissão não costumam ser influenciadas pela variação de preço da eletricidade. O motivo para isso é que suas receitas não estão vinculadas ao volume de energia que passa por suas redes.

Qual é a relação entre energia elétrica e ESG?

O Brasil conta com grande diversidade energética e capacidade para gerar energias renováveis. Por isso, o país tem potencial para desenvolver projetos de energia adequados aos critérios ESG — environmental, social and governance.

O conceito orienta projetos focados em compromissos ambientais, sociais e de governança. Com isso, tem se tornado uma importante preocupação de governos, investidores e agências reguladoras de todo o mundo.

No setor de energia, o ESG está relacionado a diversos desafios que o mercado já previa para o futuro. Entre eles, está a necessidade de aumentar a geração de eletricidade e descarbonizar a matriz para redução das emissões.

Esse assunto está relacionado com o aumento do uso de fontes renováveis e de hidrogênio. Também é considerada a implementação de geração distribuída e soluções de armazenamento de energia.

Assim, os avanços na forma de gerar, distribuir e consumir energia elétrica mostram a importância de inovar no momento de desenvolver novos projetos no setor. Ao mesmo tempo, a tecnologia presente no segmento deve alterar antigas formas de conduzir os processos.

É esse avanço tecnológico que permite ter maior eficiência energética. Entre os diferenciais, estão os veículos elétricos, as soluções de armazenamento e a evolução das fontes renováveis.

Dessa forma, o setor de energia elétrica deve buscar formas para contribuir com a redução das emissões de carbono. Ele ainda deve colaborar com a melhora da qualidade do ar e promover acesso universal à eletricidade.

Conclusão

Agora você conhece as principais ações do setor elétrico disponíveis na bolsa brasileira. Porém, antes de fazer aportes, não deixe de analisar os fundamentos da empresa — a fim de identificar se elas fazem sentido para o seu portfólio. Para isso, é possível contar com o suporte de relatórios produzidos por analistas certificados.

Também é importante alinhar as escolhas ao seu perfil e objetivos. Assim, será possível elevar as chances de sucesso ao montar sua carteira de investimentos.

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