Yellen vê mais espaço fiscal que antes nos EUA, com ambiente de juros baixos

Tempo de leitura: 2 minutos

A secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, voltou a defender a importância de o país adotar mais estímulos fiscais, diante dos impactos econômicos da pandemia da covid-19. “Temos de garantir que as pessoas não sofram danos permanentes pelo quadro atual”, afirmou ela, durante entrevista virtual em evento do jornal The New York Times.

Yellen argumentou que o momento é “crucial para o país”, com a crise econômica e a emergência com a covid-19. “Temos antes de tudo que controlar a pandemia, atingir imunidade de rebanho para normalizar a economia e as pessoas se sentirem seguras”, apontou, ressaltando que o sucesso na frente da saúde é “a métrica crucial que observamos agora”.

No contexto atual, a taxa de desemprego é mais elevada do que o número oficial, estando perto de 10%, diante da redução da taxa de participação da força de trabalho, por exemplo por mães que não têm com quem deixar seus filhos, entre outras questões.

Questionada sobre a dívida norte-americana, Yellen lembrou que de fato a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou, mas enfatizou o fato de que o ambiente é de juros baixos na maioria das nações desenvolvidas, inclusive nos EUA. “Acho que temos mais espaço fiscal do que antes, com o ambiente de juros baixos.”

Yellen disse considerar que os bancos “têm se saído muito bem” no quadro atual, apoiando a situação. Segundo ela, não cabe ao Tesouro fazer testes de estresse nos bancos, mas ao Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e a outros reguladores.

Ao ser perguntada sobre um eventual imposto sobre operações em mercados financeiros, ela comentou que isso poderia ser avaliado, mas citou questões como um eventual desestímulo a comprar ações. Sobre um eventual lançamento de um bônus de 100 anos da dívida americana, ela disse avaliar que o mercado para isso existiria, mas seria “muito pequeno”.

A secretária do Tesouro afirmou ainda que seu órgão monitora as criptomoedas, destacando que elas são “muito voláteis” e temendo “perdas potenciais para investidores”.

Ela disse que os EUA poderiam estabelecer contas digitais, a fim de garantir maior inclusão financeira, mas também notou que teria de ser preciso avaliar o impacto nos bancos, na estabilidade financeira e diante de riscos como de lavagem de dinheiro.

Relacionados

Programa BEm será reeditado muito brevemente, repete secretário

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, repetiu nesta sexta-feira, 23, que o Programa Emergencial de Manutenção [...]

Estadão - 23/04/2021

BC pede, em questionário pré-Copom, avaliação de impacto de medida emergencial

O Banco Central publicou nesta sexta-feira, em sua página na internet, o questionário pré-Copom, encaminhado a profissionais do mercado financeiro. As [...]

Estadão - 23/04/2021

Desenvolvimento Regional tem maior veto no Orçamento; Saúde perde R$ 2,2 bi

O Ministério do Desenvolvimento Regional foi o que mais sofreu com o veto de despesas no Orçamento de 2021. De um [...]

Estadão - 23/04/2021
Logo o guia financeiro

Entrar

Como deseja continuar?

Abra sua conta

Preencha os campos abaixo
ou use uma das opções