Equipe de Silva e Luna já fez contato com Petrobras e prepara transição

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A equipe do general Joaquim Silva e Luna já entrou em contato com a Petrobras para iniciar o processo de transição para a nova gestão da companhia, que deve ser iniciada entre o final de março e o início de abril. O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta terça-feira, 23, a realização de uma assembleia de acionistas da para aprovar o nome de Luna como conselheiro. O passo seguinte será elegê-lo presidente, no lugar de Roberto Castello Branco.

Enquanto não assumir o posto, dificilmente o general deverá emitir sua opinião sobre os temas mais polêmicos da estatal, informaram fontes próximas, como a forma que irá utilizar para tornar os preços dos combustíveis mais “transparentes e previsíveis”, como deseja o presidente da República, Jair Bolsonaro, e prioridade de Luna, e também sobre o processo de venda das oito refinarias da companhia.

Mas o entendimento do general é de que será buscado um equilíbrio nos preços, o que será feito com suporte técnico e sem atropelos. Os estudos, porém, já começam a ser feitos pela equipe, formada por um número pequeno de pessoas, segundo uma fonte, e que deve acompanhar o general na mudança para o Rio de Janeiro.

A percepção da equipe é de que a alta das ações da Petrobras nesta terça tornaram as perspectivas mais otimistas para a troca de comando da empresa, depois dos papéis da estatal perderem quase R$ 100 bilhões em valor de mercado após o anúncio do nome de Luna pelo presidente Jair Bolsonaro. Nesta terça-feira, parte das perdas foram revertidas e os papéis fecharam em alta de 12,17% a ação preferencial, e de 8,96% as ordinárias.

A interpretação é de que a alta das ações foi um sinal de aprovação ao nome de Luna, considerado um gestor eficiente após o trabalho feito na usina binacional Itaipu, um dos motivos que levou Bolsonaro a indicá-lo para a Petrobras.

Na sexta-feira, Bolsonaro está sendo esperado em Itaipu para participar do lançamento da revitalização das linhas de transmissão de Furnas, projeto de R$ 1 bilhão, que vai revitalizar o sistema da energia não consumida pelo Paraguai. No momento, segundo as fontes, o general está concentrado nesse projeto para deixar tudo acertado antes de sair da empresa, fechando um ciclo de dois anos.

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