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5 Investimentos de médio prazo para compor o portfólio

21 de fevereiro de 2022
Escrito por Guide Investimentos
Tempo de leitura: 12 min
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Tempo de leitura: 12 min

Traçar objetivos é uma etapa fundamental para fazer movimentações mais estratégicas no mercado financeiro. No entanto, além de entender o que você pretende alcançar, é preciso estipular uma data de realização. Assim, será possível escolher investimentos de curto, médio e longo prazo.

Embora muitos investidores concentrem seu foco em planos de curto ou longo prazo, existem cenários em que eles podem não ser ideais. Para certos objetivos, as alternativas de médio prazo podem ser as mais adequadas.

Desse modo, neste artigo você entenderá mais sobre o assunto e encontrará 5 oportunidades de investimento a médio prazo para o seu portfólio. Confira!

O que é prazo de investimento? 

Quando se fala em prazo de investimento, é natural fazer uma conexão com os títulos de renda fixa. Isso porque eles apresentam, de fato, uma data para o seu vencimento. Entretanto, o conceito de prazo pode ir além disso.

É possível entendê-lo como o período que você estipulou em seu planejamento financeiro para alcançar seu objetivo. Dessa maneira, o prazo se aplica para todos os seus investimentos — independentemente de eles terem ou não uma data definida para resgate.

Considere o caso das ações. Elas não têm prazo de resgate definido. Cada investidor é quem escolhe quando pretende vender seus papéis. Ainda assim, é importante que você tenha um prazo em mente. Por exemplo, investindo nelas o dinheiro voltado a planos de médio ou longo prazo.

Isso é válido mesmo que você não venda os papéis quando essa data chegar. O prazo dos seus objetivos pode ser tanto o momento da concretização deles quanto o período para avaliar os resultados dos investimentos e entender se é necessário atualizar sua estratégia.

Portanto, os prazos de investimento, juntamente dos objetivos financeiros, servem como guias para a execução do seu planejamento. Será a partir deles que você conseguirá analisar as oportunidades que o mercado oferece e encontrar aquelas que apresentam o melhor potencial.

O que são investimentos de médio prazo?

Agora que você entendeu o que é o prazo de investimento, pode seguir para a compreensão sobre as estratégias de médio prazo. Mas, para isso, também é interessante saber o que são os investimentos com foco no curto e longo prazo.

Os investimentos de curto prazo são ligados a metas de até um ano. Em geral, os investidores consideram a renda fixa para isso. Entretanto, também é possível operar com foco no curto prazo na renda variável com estratégias especulativas — como o day trade.

Já os investimentos de longo prazo consistem naqueles pensados junto a objetivos de mais de cinco anos. Logo, investidores com essa estratégia normalmente fazem movimentações com foco no acúmulo patrimonial para o futuro.

Localizado entre os dois tipos anteriores, os investimentos de médio prazo são aqueles que você planeja para o período entre dois e cinco anos. Por isso, a estratégia normalmente funciona para metas como viagens, compra de um imóvel, casamento, entre outros.

Geralmente, investidores com objetivos de médio prazo conseguem abdicar de certa liquidez — já que não precisarão sacar o dinheiro rapidamente. Além disso, é viável investir em alternativas com maiores riscos, caso exista alinhamento com seu perfil do investidor.

Vale destacar que, para ter planos de médio e longo prazo, é indispensável contar com uma reserva de emergência. Ela é um dinheiro voltado ao curto prazo e deve ser suficiente para cobrir, no mínimo, seis meses do seu custo de vida. Assim, esse montante pode oferecer tranquilidade diante de imprevistos.

5 Investimentos de médio prazo para compor a carteira

Como vimos, os investimentos de médio prazo são aqueles voltados para um período de dois a cinco anos. Mas você sabe quais são as alternativas que se encaixam nessa estratégia?

Conheça 5 das principais possibilidades!

1.      Títulos públicos do Tesouro Direto

Os títulos públicos consistem em produtos emitidos pelo Governo Federal, negociados por meio da plataforma do Tesouro Direto. Eles são uma forma de o Governo financiar suas atividades, oferecendo juros aos investidores em troca da aplicação.

Esses títulos são divididos de acordo com seu tipo de rentabilidade, que pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. O Tesouro Prefixado é aquele que estabelece os juros já no momento do aporte — e eles permanecem imutáveis até o vencimento.

O Tesouro Selic é a alternativa pós-fixada. Sua nomenclatura vem do fato de que a rentabilidade dele está atrelada à taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. Assim, o investidor só conhecerá seus ganhos no vencimento ou no resgate antecipado.

O título híbrido do Tesouro Direto é o Tesouro IPCA. Sua rentabilidade envolve a junção de uma taxa prefixada com uma variável, que acompanha o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo — indicador oficial da inflação no Brasil.

Apesar das diferenças na rentabilidade e nos prazos, os títulos públicos têm características comuns. Por exemplo, todos eles apresentam liquidez diária. Contudo, nos títulos prefixados e híbridos os ganhos só são garantidos no vencimento — e vendê-los antes desse prazo pode trazer perdas.

Para o médio prazo, os títulos híbridos e prefixados tendem a ser os mais procurados pelos investidores. Afinal, é possível mantê-los na carteira por mais tempo e buscar taxas mais atrativas graças ao fator tempo.

Além disso, os três tipos de títulos públicos também são tributáveis. A incidência do Imposto de Renda (IR) sobre os lucros segue as alíquotas da tabela regressiva e acompanha os seguintes prazos:

Aplicação de até/ entre (dias) Alíquota %
180 22,5%
181 e 360 20%
361 e 720 17,5%
Maiores que 720 dias 15%

2.      CDB

Os certificados de depósitos bancários (CDBs) são outros investimentos de renda fixa que podem funcionar para o médio prazo. Porém, diferentemente dos títulos do Tesouro Direto, eles são emitidos por bancos e instituições financeiras.

Em relação à lógica de funcionamento, ela é a mesma dos títulos públicos. Ou seja, o banco emite esses produtos com objetivo de captar recursos para sua operação, como o fornecimento de linhas de crédito (empréstimos e financiamentos).

A rentabilidade dos CDBs também pode ser prefixada, pós-fixada ou híbrida. Normalmente a taxa de juros pós-fixada acompanha o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) ao invés da taxa Selic — mas as duas taxas são próximas.

Outra característica em comum com os títulos públicos é que os CDBs também contam com a incidência do IR sobre os lucros. As alíquotas seguem a mesma tabela dos produtos do Tesouro Direto.

Vale destacar que cada instituição que emite CDBs pode estipular suas próprias regras. Dessa forma, a rentabilidade, o prazo e a liquidez dependem das escolhas do banco emissor. Por isso, é preciso analisar esses aspectos para encontrar o título que mais se alinha com seu plano de médio prazo.

Quanto à segurança, os CDBs contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A cobertura, em caso de falência da instituição, é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Existe, ainda, um teto global de R$ 1 milhão, renovável a cada quatro anos.

3.      LCI e LCA

As letras de crédito imobiliário (LCIs) e do agronegócio (LCAs) também são títulos de renda fixa emitidos por bancos e instituições financeiras. Ademais, embora sejam produtos com propósitos diferentes, o funcionamento é bastante similar.

Assim como os CDBs, elas são instrumentos de captação de recursos. Contudo, existe a obrigação de destinar o capital para um setor específico da economia — imobiliário e do agronegócio, respectivamente.

O grande destaque das LCIs e LCAs está na isenção de Imposto de Renda sobre os lucros para pessoas físicas. Como elas estão relacionadas a mercados considerados chave na economia, a isenção de tributo busca funcionar como um atrativo para novos investidores.

Entretanto, a não incidência do IR não é uma garantia de que as LCIs e LCAs terão uma rentabilidade mais alta que CDBs ou títulos públicos. Para isso, é preciso analisar o rendimento líquido de cada produto para encontrar aquele com maior potencial de ganhos.

Vale saber que os rendimentos das letras de crédito imobiliário e do agronegócio também podem ser prefixados, pós-fixados e híbridos.  Além disso, elas contam com a cobertura do FGC nas mesmas condições dos CDBs.

4.      Fundos de investimento

Os fundos de investimento consistem em modalidades coletivas de aporte. Isso significa que eles são formados a partir da união de um grupo de investidores com um mesmo objetivo — que não precisam, necessariamente, se conhecer.

Uma das principais características dos fundos é a atuação de uma gestão profissional. Ela é formada por uma pessoa ou grupo de profissionais, que será responsável pelas movimentações do portfólio do veículo, de acordo com a estratégia definida.

Ademais, os fundos se dividem em categorias. Entre as principais estão os fundos de ações (FIAs), fundos imobiliários (FIIs), fundos de renda fixa, fundos multimercado e outros. Para investidores com foco no médio prazo, pode ser interessante encontrar aqueles com menor volatilidade.

Nesse contexto, algumas alternativas são os fundos multimercado e os fundos de renda fixa, além de FIIs e FIAs com estratégia menos arrojada. Os primeiros são aqueles que, como o próprio nome sugere, podem montar o portfólio com oportunidades em todas as classes de investimento.

Os fundos de renda fixa, por sua vez, priorizam a classe que dá seu nome. Dessa forma, sua carteira pode ser composta por títulos públicos, CDBs, LCIs, LCAs, entre outros. Mas vale saber que os fundos podem apresentar uma maior volatilidade na comparação com investimento direto nesses produtos.

Uma das vantagens dos fundos de investimentos está em não precisar, necessariamente, analisar os títulos e ativos para encontrar as melhores oportunidades. Essa será a função do gestor do veículo. No entanto, eles não contam com a proteção do FGC e podem ser mais arriscados.

5.      Ações

O investimento em empresas de capital aberto na bolsa de valores também pode funcionar para o médio prazo. Contudo, é preciso considerar que as ações apresentam maior volatilidade em períodos curtos e médios. Assim, você deve ponderar os riscos das suas escolhas.

Para buscar maior equilíbrio, é possível, por exemplo, analisar empresas maiores e mais sólidas no mercado — em detrimento das small caps, que costumam ser companhias mais voláteis. Ainda assim, não há garantia de retornos positivos na renda variável.

Como podemos ver, as ações envolvem mais riscos do que as demais alternativas que você conheceu. Por isso, é preciso fazer esse investimento apenas se estiver alinhado ao seu perfil de investidor. Ademais, você deve estar disposto a aceitar a possibilidade de perdas no médio prazo.

O que levar em consideração no momento de escolha?

Você acompanhou 5 das principais alternativas de investimentos para o médio prazo e viu que cada uma delas possui as próprias características de funcionamento. Então é necessário saber o que considerar para escolher aquelas que mais se alinham às suas necessidades.

Saiba mais!

Perfil de investidor

O primeiro ponto que você deve levar em consideração é o seu perfil de investidor. Esse aspecto será o responsável por definir sua tolerância aos riscos ao lhe classificar como conservador, moderado ou arrojado.

Os investidores conservadores são aqueles com baixa tolerância aos riscos. Portanto, eles preferem alternativas que garantam segurança e previsibilidade — mesmo abdicando de melhores rendimentos. Nesse caso, a renda fixa pode ser mais confortável.

Por sua vez, os investidores moderados apresentam uma maior inclinação a assumir riscos. Dessa maneira, eles podem expor uma parte do seu capital à renda variável enquanto mantém outra parcela na segurança da renda fixa.

Por fim, os arrojados são aqueles com foco no ganho de capital e, com isso, têm maior tolerância aos riscos. No entanto, eles buscam assumir posições calculadas e manejar os riscos. Geralmente, preferem a renda variável e usam a renda fixa como uma forma de balancear a volatilidade.

Objetivos financeiros

O segundo aspecto fundamental na escolha dos melhores investimentos de médio prazo são os seus objetivos financeiros. Como você viu, eles guiam a definição de prazos e ajudam a planejar como deverá ser a elaboração e execução da sua estratégia.

Desse modo, você precisa definir quais suas metas e quando pretende alcançá-las. Afinal, um objetivo que você pretende realizar daqui a dois anos pode demandar uma abordagem diferente de uma meta cujo prazo é de quatro anos, por exemplo.

É muito importante ter clareza no momento de estabelecer as metas e os prazos. Caso essa definição seja incerta, as chances de realizar movimentações equivocadas e que atrapalhem seus planos aumentam.

Por que é importante diversificar o portfólio?

Para ter sucesso no mercado financeiro, um dos passos mais importantes é a diversificação do portfólio. Essa estratégia implica que você não deve concentrar todo o seu capital em apenas uma única alternativa.

Ou seja, não é preciso escolher apenas um investimento entre as cinco possibilidades que viu aqui. Você pode encontrar oportunidades em mais de uma alternativa. Dessa forma, torna-se mais fácil maximizar as chances de resultados positivos e manejar os riscos.

Além disso, vale destacar que sua carteira não precisa estar totalmente centrada no médio prazo. Por isso, é importante definir quais investimentos terão como foco os próximos cinco anos e quais serão destinados para o curto e longo prazo.

Como vimos, os investimentos de médio prazo são essenciais para alcançar aqueles objetivos que você pretende realizar entre dois e cinco anos. E agora você já conheceu 5 das principais alternativas para essa estratégia!

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