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Cotações por TradingView

5 conceitos importantes que todo investidor iniciante precisa entender

25 de maio de 2022
Tempo de leitura: 5 min
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Os brasileiros estão começando a investir mais. Pesquisa recente divulgada pela B3 mostrou que a quantidade de investidores chegou a 4,3 milhões ao final de março com mais de 5,03 milhões de contas de pessoas físicas abertas em corretoras.

O número total de novos investidores (considerando aplicações em renda fixa e renda variável) atingiu 14,7,1 milhões, com 10,4 milhões só em renda fixa.

Como esses números mostram, não é preciso ser um expert em mercado financeiro para fazer o dinheiro render. No entanto, sabemos que as pessoas costumam fazer escolhas melhores, de acordo com sua disponibilidade de recursos e objetivos, quando conhecem conceitos básicos do mercado financeiro.

Para contribuir, que tal aprendermos um pouco mais sobre cinco conceitos que fazem muita diferença na hora de escolher o melhor investimento de acordo com seu momento de vida e perfil de investimento?

1 – Juros

Esse é um conceito fundamental pois trata da rentabilidade de grande parte das aplicações. Os juros são uma espécie de “aluguel” do dinheiro. É o quanto você recebe a mais por “emprestar” um valor para uma instituição financeira (ou investir) durante determinado prazo.

Suponha que você aplicou R$ 1.000,00 em um investimento que renda 5% ao ano, por 2 anos. O total de juros será de R$50,00 no primeiro ano, mais R$ 50,00 no segundo. Ao final desse período, você terá R$ 1.100,00. Esse tipo de juros é chamado de juros simples, pois é aplicado sobre o capital inicial.

Mas a maioria dos investimentos no Brasil utiliza os juros compostos. Nessa modalidade, a taxa da operação incide sempre sobre a soma do capital inicial e dos juros anteriores, fazendo com que os ganhos cresçam exponencialmente com o passar do tempo, o chamado “efeito bola de neve”.

Considere o mesmo investimento de R$ 1.000,00, por um período de 2 anos, porém, com uma taxa de juros compostos de 5% ao ano. O total de juros no primeiro ano será de R$ 50,00. No segundo ano, os juros do primeiro ano vão ser somados ao capital inicial (R$ R$1.000,00 +R$50,00 = R$1.050,00), resultando em juros de R$52,50 (5% de R$1.050,00).

2 – Taxa Selic

A Selic é considerada a principal taxa da economia brasileira, pois influencia, praticamente, todas as demais taxas de juros do país. Quem faz a sua gestão é o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

Uma das principais funções da Selic é o controle da inflação. Se a taxa aumenta, há uma desaceleração da economia, o que contribui para o recuo da inflação. Se ela diminui, o efeito é o contrário.

Para os investidores, é importante saber que a Selic tem influência na remuneração de diversas aplicações financeiras. Se ela é elevada pelo Copom, quem colocou dinheiro em algum investimento indexado à Selic, ganha mais; se diminui, o mesmo acontece com os rendimentos.

A Selic tem uma relação direta com outro conceito importante: CDI (Certificado de Depósito Interbancário), um tipo de empréstimo de curtíssimo prazo realizado de banco para banco.

A taxa média diária dessas operações tende a ser idêntica ou muito próxima à Selic e serve como indexador para diversos tipos de investimento. Se você investiu em um CDB que paga 100% do CDI, por exemplo, o ativo renderá mais em tempos de Selic alta.   

3 – Renda Fixa

Renda fixa é o tipo de aplicação em que o investidor sabe como sua remuneração será calculada no momento do aporte. Na prática, você empresta o seu dinheiro para uma instituição por tempo determinado, e em troca, ela devolve o valor com rentabilidade prefixada, pós-fixada ou híbrida.

Na rentabilidade prefixada, é possível saber no momento do aporte o quanto o seu dinheiro vai render (por exemplo, 10% ao ano).  Já a taxa pós-fixada é atrelada a um indicador financeiro (como 100% do CDI ao ano). As alternativas híbridas são aquelas que apresentam uma remuneração que mescla os dois modelos anteriores.

Os investimentos mais comuns em renda fixa são CDBs, LCIs, LCAs Poupança, Fundos de Renda Fixa e Tesouro Direto.

4 – Renda variável

A renda variável é um investimento que envolve mais risco pois pode também oferecer rendimentos bem mais vantajosos do que outros tipos de investimentos. O que a define é que o investidor não sabe de antemão quais serão os rendimentos da aplicação.

No caso de ações, por exemplo: se muitos investidores ganham confiança na capacidade de uma empresa gerar resultados e se valorizar, é provável que haja um movimento de compra dos papéis da companhia – o que torna o ativo disputado e leva o seu preço para cima. Se a confiança diminui, no entanto, mais detentores da ação vão tentar vendê-la, o que provoca desvalorização.

Essas altas e baixas acontecem todos os dias no mercado e é impossível prevê-las com exatidão. Por isso, a renda variável, em geral, e as ações, em particular, são um tipo de investimento recomendado como diversificação – ou seja, deve compor a carteira total ao lado de outras modalidades mais seguras.

Os tipos de investimentos em renda variável mais conhecidos são as ações, ETFs e Fundos de ações, imobiliários e multimercados.

5 – Liquidez

É o termo usado para se referir ao tempo em que o valor investido se transforma em dinheiro disponível na sua conta corrente sem perda de rendimento. Quanto menor o prazo para que isso aconteça, maior será a liquidez do investimento.

Os investimentos mais fáceis de resgatar são os que costumam oferecer rentabilidade e riscos menores, como a poupança, o Tesouro Direto e o CDB. Imóveis, por outro lado, são considerados investimentos de baixa liquidez, devido ao tempo que o investidor pode demorar para vendê-los e transformá-los em dinheiro.

A liquidez é um conceito importante para investidores, principalmente para aqueles que não querem ou não podem deixar o dinheiro aplicado durante muito tempo. O ideal é diversificar a carteira com diferentes níveis diferentes de liquidez e rentabilidade.

Agora que você já sabe um pouco mais desses conceitos fundamentais para a vida financeira de qualquer investidor, deixo o convite para conhecer a seção “Comece a Investir”, do Hub de Educação Financeira da B3 e começar a dar seus primeiros passos de educação.  Lá você encontra cursos gratuitos como o “Investimentos além da Poupança” e muito mais.

B3 é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada na cidade de São Paulo. Parceira da Guide, a empresa colabora com conteúdo mensal para o quadro B3 Responde, em que tira dúvidas e explica os principais investimentos do mercado relacionados à Bolsa.

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