2018, o ano da turbulência política

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O ano novo está a alguns dias de distância. Apesar de temporalmente tão próximo, ele nos causa enorme sensação de distância ou até estranheza, pois o futuro da economia do país repousa sobre ele. Sinto lhes dizer, em véspera de ano novo, que 2018 será turbulento para seus investimentos.

Primeiro, 2018 será um ano em que a renda fixa vai render pouco. Independente da métrica para o juro real (aquele descontado da inflação e que realmente importa para seus investimentos), este será um dos mais baixos dos últimos anos. Ao mesmo tempo, o investidor que quiser tomar mais risco na renda variável ficará sujeito ao imponderável risco eleitoral.

Um risco difícil de ser anulado com diversificação, como ensina a teoria das finanças.

Mesmo que boas notícias, como uma possível aprovação da reforma da previdência, tenham impactos positivos duradouros, logo a nuvem eleitoral se colocará sobre o mar e a turbulenta tempestade irá ofuscar quaisquer que sejam as boas notícias não eleitorais.

O resultado das eleições determinará o futuro do país, e isso não é exagero. Pois as grandes decisões de política econômica impactarão o país de forma profunda, não apenas durante o mandato de seja lá quem for eleito, mas também (e principalmente) durante as próximas décadas.

Apesar de empiricamente comprovado que pesquisas de intenção de voto feitas fora do período eleitoral têm baixíssimo poder preditivo sobre quem será o vencedor de fato, podemos observar que existe uma polarização entre o que a mídia passou a denominar como direita e esquerda no Brasil.

Pelo menos em termos econômicos, as diferenças são significativas. E a denominada direita aparentemente tem abraçado as políticas econômicas que empiricamente trouxeram resultados positivos. Nesse sentido, caso ela saia vitoriosa, a turbulência de quase um ano todo poderá se dissipar rapidamente.

Porém, até outubro (ou, na existência de um segundo turno, novembro) iremos balançar da esquerda para a direita, a cada pesquisa, a cada debate a cada entrevista de presidenciáveis. E na turbulência eleitoral, os mercados irão balançar com o dobro de intensidade.

O investidor deve estar preparado, como um bom marinheiro, para enfrentar os balanços do ano. Existem formas de se proteger e passar o ano menos preocupado, como por exemplo ter um profissional experiente e capacitado auxiliando. Porém, infelizmente, mesmo os investimentos mais seguros sentirão alguma volatilidade política.

Portanto, 2018 será seguramente um ano de mar revolto. Entretanto, como já dizia o ditado, mar calmo nunca fez bom marinheiro. Ou ainda, já exagerando nos clichês, depois da tempestade sempre vem a calmaria.

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