11 Dicas para começar a investir com pouco dinheiro!

Tempo de leitura: 11 minutos

A ideia de que é preciso ter grandes quantias para iniciar os investimentos não corresponde à realidade. Você sabia disso? Afinal, atualmente, há muitas alternativas acessíveis no mercado financeiro – e é possível começar a investir com pouco dinheiro.

Com uma boa estratégia, você tem a chance de obter rentabilidade e acumular o retorno na forma de patrimônio. Então há a oportunidade de fazer seu dinheiro trabalhar para você e realizar sonhos por meio dele.

Mas como dar os primeiros passos? Ao longo deste post você acompanhará 11 dicas essenciais para começar seus investimentos mesmo com quantias reduzidas.

Confira!

1. Inicie com controle e organização financeira

Para tornar possível a tarefa de investir, o primeiro passo envolve deixar as suas contas em ordem. Afinal, é assim que conseguirá ter os recursos necessários para destinar às aplicações de seu interesse e fazer o seu patrimônio crescer.

Logo no princípio, faça um diagnóstico da sua situação. Entenda o quanto você realmente ganha e o quanto gasta. Comece a anotar todas as entradas e saídas, por menores que pareçam. E não se esqueça de classificá-las. Desse modo, vai saber como é a sua vida financeira.

Além disso, poderá ver quais são as principais oportunidades de economia. O objetivo é ter organização financeira e montar um orçamento como elemento principal do seu planejamento financeiro.

Assim, é possível definir, antecipadamente, como acontecerão os gastos e para onde o seu dinheiro deve ir. Em consequência, você diminui os desperdícios e também evita que os gastos com supérfluos fiquem acima do desejável.

2. Tenha a reserva de emergência como primeiro investimento

Para começar a investir com pouco dinheiro, é preciso primeiramente ter uma reserva de emergência. O montante será o seu primeiro investimento e permitirá que você tenha um nível maior de segurança no cotidiano.

Basicamente, a reserva consiste em um valor que fica disponível para situações imprevistas e que podem afetar o seu orçamento. Ela é importante justamente para aquelas situações que não estão contempladas em seu orçamento, mas que exigem atenção.

No geral, pode-se criar uma reserva de emergência que seja capaz de cobrir de 6 a 12 meses do seu custo mensal. Tudo depende da sua estabilidade de renda e das condições gerais do cotidiano. A partir disso, é possível focar os esforços de economia em outros investimentos.

3. Livre-se das dívidas (e não faça outras)

Até aqui, você já tem uma ideia de como se planejar e começar a se preparar para aprender a fazer o dinheiro render. No entanto, é preciso ir além e transformar o seu comportamento financeiro. Afinal, a mudança de mentalidade é importante para ter sucesso na tarefa.

Nesse sentido, o ideal é se preparar para se livrar das dívidas. Os débitos em aberto e, pior ainda, os atrasados consomem recursos e impedem que você aproveite boas oportunidades. Então, é necessário quitar os valores.

Considere negociar o que estiver atrasado e tente se antecipar aos pagamentos que faltam. Depois que se livrar das despesas, não faça outras dívidas. Esse cuidado dá mais previsibilidade ao orçamento e permite que se prepare melhor para investir.

Já que você pretende começar com pouco, evitar as dívidas é especialmente importante. Além de estimular a consciência financeira, isso proporciona que os recursos sejam direcionados para fazer o seu patrimônio crescer — e não o oposto disso.

4. Entenda o tripé dos investimentos

Para ter mais chances de investir melhor desde o começo, uma dica relevante é conhecer as três características principais dos investimentos. Elas são: segurança, rentabilidade e liquidez.

A proposta do tripé é que só é possível maximizar, no máximo, dois dos elementos. Não sendo viável, portanto, encontrar uma oportunidade que é ao mesmo tempo altamente rentável, segura e líquida. Ou seja, os critérios não estarão juntos na mesma proporção.

A segurança está relacionada aos riscos. Eles existem em todo tipo de investimento, mas são menores em algumas modalidades. Normalmente, ele está associado à volatilidade, ou seja, à característica do investimento mudar de preço ou de remuneração rapidamente.

Por sua vez, a rentabilidade é o retorno que uma aplicação é capaz de oferecer. Trata-se da taxa de juros paga a um investidor ou da diferença entre o valor de venda e de compra do ativo, por exemplo.

Já a liquidez corresponde à facilidade com a qual você transforma um investimento em dinheiro. Imagine a compra de um imóvel. Ela tem baixa liquidez, pois há dificuldade para vendê-lo. Já alternativas como títulos públicos e Ações podem ter liquidez alta.

Pensando no tripé, sabemos que um investimento mais rentável e seguro, normalmente, é pouco líquido. Já uma possibilidade com alta liquidez e bom retorno costuma ter mais riscos. Por fim, um investimento seguro e líquido tende a render menos.

5. Conheça o seu perfil de investidor

Para saber avaliar o tripé dos investimentos com mais cuidado, você precisa entender também sua personalidade ao investir. Cada investidor tem características específicas, que se reúnem no seu perfil de investidor.

Ainda que o objetivo seja começar a investir com pouco dinheiro, o perfil é indispensável na tomada de decisão. Basicamente, são três os tipos principais:

  • conservador: prioriza a segurança e a liquidez, mesmo que precise sacrificar parte do rendimento. Tem baixa tolerância ao risco e às flutuações de mercado;
  • moderado: está disposto a abrir mão de um pouco de segurança em troca de rentabilidade. Costuma ter um apetite médio para o risco e pode aproveitar algumas oportunidades voláteis;
  • arrojado: é o investidor com maior exposição a riscos controlados, em troca de maximizar a possibilidade de rendimento. Tem alta tolerância ao risco e consegue suportar flutuações intensas.

Para analisar as suas características e conhecer o perfil é interessante fazer o chamado teste de suitability. Com base nas suas respostas para algumas questões, é possível saber em qual dessas modalidades você se encaixa. O teste é feito quando o investidor abre uma conta em corretora.

6. Trace objetivos de curto, médio e longo prazo

Conhecer o seu perfil de investidor é importante, mas não é suficiente. Pode ser como estar em um carro com um mapa, mas sem saber qual é o destino. Por isso, você também precisa traçar objetivos se quiser saber como investir pouco dinheiro nesse momento inicial.

O mais indicado é estabelecer suas metas separadamente para curto, médio e longo prazo. Há como estabelecer objetivos em termos do patrimônio que pretende obter ou dos resultados de rentabilidade que espera alcançar, por exemplo.

Também há a chance de criar os planos com base na realização de certos sonhos. É o caso de planejar uma viagem no curto prazo, a compra da casa no médio prazo e a aposentadoria no longo prazo, por exemplo.

Todos os objetivos devem ser realistas e fazer parte do seu acompanhamento, para que possam ser efetivamente alcançados.

7. Defina o quanto investir por mês

Depois de aplicar as dicas anteriores, você já conhece seu orçamento, sabe qual é o seu perfil e entende os seus objetivos. Então é hora de definir como pretende começar a investir e o quanto os aportes representarão do seu orçamento.

Como a intenção é iniciar com pouco, você pode tirar uma pequena porcentagem da renda mensal e destinar para os investimentos desejados. Com o passar do tempo, tem a chance de direcionar uma quantidade maior de recursos.

É o caso de se comprometer, por 6 meses, por exemplo, a investir 100 reais. Em médio prazo, você pode estabelecer um investimento de 300 reais mensais.

Em longo prazo, pode definir que pretende investir 1000 reais por mês, na medida em que conseguir aumentar a renda ou diminuir os gastos. O importante é encontrar valores que façam sentido para a sua realidade e que possam ser colocados em prática. Assim, você mantém a motivação e a disciplina.

8. Conheça as alternativas do mercado

Enfim, chegou a hora de colocar as dicas em prática e realmente escolher caminhos para direcionar os seus recursos. Mas, afinal, qual é o melhor investimento para quem tem pouco dinheiro?

A verdade é que a resposta para essa questão depende das suas características e dos seus interesses. Há alternativas com vários perfis de risco, potencial de retorno e nível de liquidez. Muitas também são acessíveis a valores iniciais menores, o que se encaixa em suas necessidades.

Pensando nisso, veja quais são os dois tipos principais e conheça algumas modalidades disponíveis!

Renda fixa

A renda fixa compreende os investimentos em que você sabe como ocorrerá a remuneração no momento de aquisição do título.

Na modalidade prefixada, a rentabilidade é dada por uma taxa definida previamente. Então é possível saber exatamente o quanto receberá no momento do resgate.

Já o tipo pós-fixado está atrelado a um indicador que varia ao longo do tempo. É o caso de investimentos que rendem de acordo com a taxa Selic, com o CDI e assim por diante. No tipo híbrido, parte da remuneração é prefixada e parte dela é pós-fixada.

Pensando em como começar a investir com pouco dinheiro, há algumas alternativas que se destacam. Veja:

Vale destacar, entretanto, que alguns desses investimentos exigem um aporte mínimo. O valor pode ser relativamente elevado, como é o caso de algumas LCI e LCA. Mas há possibilidade de você juntar dinheiro por alguns meses antes de aportar.

Renda variável

A renda variável traz investimentos em que não é possível saber como (ou mesmo se) ocorrerá a rentabilidade. Trata-se de alternativas com um risco maior, por causa da volatilidade ampliada no mercado.

No entanto, também é viável investir com pouco dinheiro nessa modalidade. São diversas as possibilidades, mas elas costumam ser mais adequadas para investidores moderados e arrojados. Entre elas, estão:

9. Diversifique mesmo com pouco dinheiro

Não é porque você pretende começar a investir com pouco dinheiro que todos os seus recursos devem estar em um só tipo de investimento. Na verdade, isso aumentaria o risco, já que qualquer problema ou variação pode afetar intensamente seu patrimônio.

O indicado, portanto, é recorrer à diversificação. É viável diversificar equilibrando alternativas de renda fixa e de variável. Mas quem se mantém em apenas uma das modalidades também deve escolher investimentos com características distintas.

10. Abra conta em uma corretora de valores

Se você quer ter acesso aos investimentos que foram citados, é necessário contar com a estrutura de uma instituição financeira. Por isso, antes de começar, será preciso abrir uma conta em uma corretora de valores.

Para ter uma boa experiência, verifique se a empresa tem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e veja quais são as alternativas de investimento disponíveis. Com isso, você pode fazer a escolha alinhada com o seu perfil e os seus interesses.

Também é interessante pensar nos serviços oferecidos e na qualidade do atendimento. Desse modo, é mais fácil investir com segurança institucional e satisfação. Depois, basta transferir os recursos para a sua conta na instituição e investir como desejar.

11. Realize aportes constantes

Todas as dicas para quem deseja investir pouco são potencializadas com um ingrediente principal: consistência. Ou seja, você tem a chance de conquistar resultados melhores se conseguir fazer aportes com regularidade.

Com o orçamento estruturado e as finanças sob controle, o ideal é definir uma porcentagem fixa e mensal para os aportes. Assim, você faz o seu patrimônio crescer e aproveita a lógica de funcionamento dos juros compostos.

Como eles podem render sobre o valor imediatamente anterior, um valor maior investido também dá origem a uma rentabilidade reforçada. Além disso, vale a pena reinvestir a rentabilidade obtida — por exemplo, no caso de dividendos pagos aos acionistas de empresas negociadas em bolsa.

Conforme você viu, ao longo do tempo pode ser viável aumentar a porcentagem do orçamento destinada aos investimentos. Logo, o potencial de performance se expande. A partir das nossas orientações, começar a investir com pouco dinheiro ficará mais simples, não é mesmo?

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