Oportunidade em ETF|Trend ETF LBMA Ouro (GOLD11)

Tempo de leitura: 9 minutos

ETF – Infos gerais

O que é um ETF de Renda Variável?

ETF (Exchange Traded Funds ou Fundo de Índice): É um fundo negociado em Bolsa, que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance de um índice de referência.

Negociação: As cotas do ETF são negociadas na B3 de forma semelhante às ações. Ao adquirir tais cotas, o investidor, indiretamente, passa a deter todas as ações da carteira teórica do índice, sem ter que comprá-las separadamente no mercado.

Vantagens: O ETF pode proporcionar mais rapidez e eficiência no momento de diversificar seus investimentos. Ou seja: o investidor ganha com a diversificação, e baixo custo de aquisição de uma cesta de ações com uma única ordem de compra.

ETFs de Renda Variável Listados

Fonte:  B3. Elaboração: Guide Investimentos.

ETF – Características

Principais dados da indústria

1993: O primeiro ETF foi criado em 1993.

2007-08 (crise): Investidores passam a alocar de forma mais expressiva seus recursos em ETFs, buscando produtos com maior transparência de gestão.

5,300,000,000,000: Atualmente, os ETFs representam uma indústria de US$ 5,3 trilhões.

Evolução do Negócio (Brasil)

Fonte: B3.

Características técnicas

Código de negociação: XXXX11 (04 letras maiúsculas que representam o nome do fundo e número que representa, dentre outros ativos, cotas de fundo).

Prazo de liquidação: D+2, a partir da data de negociação.

Mercado: A vista.

Lote padrão: 
Mercado primário: determinado pelo emissor
Mercado secundário: 1 cota

Evolução do nº de investidores (Brasil)

Fonte: B3.

GOLD11

Sobre o GOLD11

Tipo de índice: O GOLD11 consiste em um ETF que busca replicar a performance do ouro, em dólar, investindo no iShares Gold Trust ETF (IAU), fundo de índice gerido pela BlackRock e listado na Bolsa de Nova York. Por sua vez, o IAU visa replicar o desempenho da carteira teórica de ativos do índice LBMA Gold Price. Vale ressaltar que o ETF também reflete a variação do câmbio (dólar).

Racional Ouro – Cenário Macro

O metal precioso, reverenciado pelo seu valor histórico como lastro monetário e internacionalmente conhecido como uma reserva de valor clássica, foi um dos ativos queridos dos investidores durante a pandemia. Ao longo do ano passado, a elevada demanda pelo metal forçou uma alta vertiginosa em seu preço, causando uma valorização de 25,12%. O movimento por trás desta valorização é explicado por conta dos fatores que, de modo geral, explicam a trajetória do ouro. Em essência, o preço do ouro depende de dois fatores: o grau de aversão ao risco global e o comportamento da política monetária.

Como bem se sabe, além de ser extremamente escasso, o ouro detém um valor social, devido ao seu histórico como lastro, que caracteriza nenhum outro metal negociado nos mercados internacionais. Por causa disto, flutuações em sua demanda dependem, em grande parte, do quão propensos ao risco estão os investidores. Tende a se valorizar em tempos de incerteza elevada e a cair em tempos de maior clareza e previsibilidade. Não à toa, se valorizou de forma substancial não somente durante a atual crise, mas também no decorrer na guerra comercial travada por Trump contra a China.

Já no que tange ao efeito proporcionado pela política monetária, há de se lembrar que, em um mundo onde as taxas reais de juros, por conta da postura extremamente acomodatícia dos BCs, são negativas, torna-se atrativo manter em carteira um ativo que rende um juro real igual a zero. Todo este excesso de liquidez proporcionada pelos principais bancos centrais ao redor do mundo, além de fluir em direção aos mercados de ações, também cria terreno de sustento para ativos como ouro, principalmente em um ambiente de incerteza acima do usual.

Tendo em vista os principais fatores que condicionam o preço do ouro, entendemos que algum grau de exposição ao ativo, mesmo que reduzido, se mantém atrativo. Por mais que o cenário de 2021 de fato seja mais positivo do que 2020, compreendemos que empecilhos em torno da campanha de vacinação mundial podem ocorrer, e a dinâmica agressiva da covid-19 pode voltar a surpreender e forçar a manutenção do distanciamento social mesmo em meio à vacinação. Diante destas incertezas, e reconhecendo que a política monetária continuará praticando taxas de juros reais negativos e liquidez em abundância, vemos o ouro como uma oportunidade interessante.

Racional Dólar – Câmbio e Risco País

Entrando em 2021, a taxa de câmbio R$/US$ já acumula alta de 5,35%, tendo como referência o fechamento de R$ 5,47 referente ao pregão do dia 29 de janeiro. Após um leve movimento de apreciação no final do ano passado devido à menor aversão ao risco que se instalou com o avanço das vacinas e o início de uma nova presidência na Casa Branca, o real, em linha com a alta do risco-país, retomou trajetória de alta com a renovação dos riscos fiscais.

Como de costume, a taxa de câmbio, um importante sinalizador de expectativas quanto ao risco, voltou a ser ditada, em boa parte, pelos movimentos de Brasília. Ainda que o Congresso não tenha efetivamente retomada os trabalhos por conta do recesso parlamentar, pressões políticas pela extensão do auxílio emergencial seguem presentes. O forte recrudescimento da pandemia desde meados do final do ano passado, na medida em que causou uma piora relevante de índices sanitários, motivou as incessantes pressões pela extensão do benefício emergencial. Cientes de que a extensão agrava o déficit primário e contribui para um alta da relação dívida/PIB, investidores reduziram sua exposição ao real.

Ambos os candidatos governistas para as presidências do Legislativo Federal, Rodrigo Pacheco no Senado e Arthur Lira na Câmara, têm defendido a extensão do auxílio acompanhada de alguma medida de ajuste fiscal, como a PEC emergencial. Esta combinação, se levada à frente, tenderia a reduzir o risco fiscal, permitindo uma apreciação, mesmo que ligeira, do real frente ao dólar. Representaria, também, um cenário positivo para a economia, pois equalizaria as necessidades da população com as restrições fiscais.

Racional Dólar – Esfera Monetária

Na esfera monetária, o Banco Central do Brasil adotou, em sua última ata, um tom mais hawkish, preparando o terreno para uma eventual alta da taxa de juros. Uma aceleração da inflação além do esperado; uma recuperação robusta e uma maior proximidade das projeções do BCB das metas de inflação motivaram a discussão em torno de um eventual aperto monetário.

A ata reverberou sobre os mercados, fortalecendo a expectativa de alta na taxa Selic e induzindo uma maior demanda por reais. É justamente esta expectativa que tem evitado, ao menos parcialmente, depreciações de maior magnitude.

Racional Dólar – Esfera Monetária

Com o fim das eleições para as presidências da Câmara e do Senado, espera-se que o Congresso retome os trabalhos prioritários. Isto é, acreditamos na aprovação de um orçamento dentro do teto combinado à extensão do auxílio emergencial com sinalizações concretas e claras quanto ao avanço da PEC emergencial. Este endereçamento parcial do risco fiscal, junto com a alta futura da taxa Selic, tenderá a apreciar levemente o real frente ao dólar, levando para os arredores de R$ 5,20 – R$ 5,30.

Conclusão

Ainda que o cenário para 2021 seja menos adverso, proporcionando, possivelmente, uma menor demanda por ouro, compreendemos que a manutenção de políticas estimulativas pelos Banco Centrais, assim como eventuais problemas com as campanhas de vacinação, tornam a exposição –  mesmo que reduzida e parcial – ao metal precioso algo atrativo e desejável.

Equipe de Investimentos

RENDA VARIÁVEL
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Luis Sales – CNPI
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