Flash Empresas | O papel das empresas quanto às questões climáticas

Durante o ano de 2020, as atenções do mundo voltaram-se quase que exclusivamente para a pandemia do coronavírus . Por conta disto, muitas outras questões,  de extrema relevância, acabaram ficando em segundo plano. Um exemplo disso é o adiamento da COP 26, conferência sobre o clima, que foi adiada para 2021. Além disso, muitas outras  questões relacionadas à sustentabilidade receberam menos atenção do que deveriam.

Estamos hoje diante de um cenário no qual o Pantanal, santuário da biodiversidade, está sofrendo os efeitos da a menor cheia dos últimos 47 anos. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), responsável por monitorar os incêndios do Pantanal desde 1998, o volume de chuvas em todo o bioma entre os meses de janeiro e maio está menor em 50%, menor que a média anual tipicamente registrada, o que torna o ambiente mais propício sensível a ocorrência de incêndios.

O mesmo Instituto mostra, que o número de focos de incêndio na Amazônia, apenas no mês de julho, atingiu 6,804, aumento de 28% com relação ao ano passado. Comparando o intervalo de janeiro a agosto de 2020, ao mesmo em 2019, de acordo com o IBAMA/PrevFogo, observamos 2849 focos de calor em 2020, vs. 834 em 2019 para todo o Bioma Pantanal, representando aumento de 241%. Ainda, o ambiente entra em um ciclo, porque o aumento do fogo, fumaça e calor impedem com que ocorra a evaporação da água e assim a formação de nuvens de chuva, degradando ainda mais a situação da seca.

Algumas empresas possuem uma parcela de culpa neste cenário, ocupando áreas protegidas de forma ilegal e impulsionando o desmatamento. Outras ainda se enquadram no grupo de forma inconsciente, por não monitorarem toda a sua cadeia de produção.

O mercado vem se mostrando cada vez mais preocupado com este cenário, utilizando para mitigar seus riscos, a migração para empresas que colaborem com as conhecidas questões ASG (ambientais, sociais e de governança) ou ESG (na sigla em inglês). O retorno sobre estes ativos pode não ocorrer de forma significativa no curto prazo, no entanto, no longo prazo, sabe-se que estas terão grandes chances de se manterem com performance resiliente, preocupando-se com questões climáticas, redução da produção de resíduos, inclusão da diversidade, presença de membros independentes em seus conselhos e preocupação com seus stakeholders.

Diante deste cenário, que vem levantando maiores preocupações com o tema, em conjunto com a mudança de tendências no mercado, impulsionada pelas novas gerações, a Guide lançou uma carteira recomendada ESG, que compõem os seguintes ativos:

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