Mercados Hoje: Yes, we can

Tempo de leitura: 6 minutos

No exterior: todos à espera de Donald Trump. Sim, ele vai falar.

Os mercados estarão atentos à 1ª coletiva de Donald Trump (14h) desde a sua eleição, faltando menos de 10 dias para que assuma, formalmente, a Casa Branca. Ainda há muitas dúvidas quanto à futura gestão Trump.

Afinal, quão diferente será o “presidente Trump” do “candidato Trump”? De forma mais específica: para nós, no Brasil, quais serão os impactos de suas políticas? O quão protecionista ele será? Seguirá com suas políticas intervencionistas?

Curioso: ontem, em discurso de despedida, o ainda presidente Obama falou sobre “democracia”; os avanços alcançados em seus 2 mandatos; e a sua confiança na população americana. Diferenciou-se de Trump, e fechou o discurso com o tradicional “Yes, we can!” (“Sim, nós podemos!” em português) – sua marca desde 2012.

Para prestar atenção ainda hoje: falas de W. Dudley, do BC americano (16h20); e de Mark Carney, do BC do Reino Unido (12h15), estarão no radar. Na agenda “macro” internacional, sairá o relatório de estoques de petróleo nos EUA (13h30).

Como estão os mercados? Após sessão de ganhos no Japão, as bolsas da Europa operam sem direção clara. O índice Stoxx 600, que acompanha empresas em 18 países da região, já oscilou entre altas e baixas no pregão. O dólar opera misto frente às moedas dos emergentes e; entre as commodities, o petróleo sobe, enquanto o minério de ferro mostrou maior estabilidade na China.

No Brasil: é dia de IPCA, e de Copom. Sim, os juros vão cair.

Do lado da inflação (sairá às 9h), espera-se uma desaceleração em 12 meses, levando o IPCA de 2016 a terminar na casa de 6,3%, abaixo do “teto” da banda de inflação, que é de 6,5%. Até novembro, a inflação acumulada em 12 meses está em 6,99%.

Um “detalhe”: a partir deste ano, a tal banda de inflação passa a ser mais estreita (+/- 1,5 p.p., e não +/- 2,0 p.p.). Ou seja: a meta de inflação segue sendo 4,5%, mas o intervalo “tolerado” será de 3,0% a 6,0%.

A desinflação em curso, somada aos dados de atividade fracos, levará o BC a intensificar o corte de juros da Selic. A decisão da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será anunciada hoje, após o fechamento do mercado. Esperamos uma queda de 0,50 p.p., de 13,75% para 13,25%. No mercado, há quem aposte em corte maior, de 0,75.

Os mercados locais hoje apresentarão direção menos clara, em nossa opinião. Afinal, o clima também é de cautela lá fora, à espera de Trump – algo que tem potencial para aumentar o risco de mercado, e elevar a volatilidade. Aqui, não só o IPCA, mas também a decisão do BC sobre a Selic – que será divulgada junto a comunicado oficial –, mantérá os investidores atentos.

Embora o IPCA possa surpreender para baixo, acreditamos que a incerteza quanto à tramitação do fiscal no Congresso e o cenário externo mais desafiador evitarão que o BC adote hoje um corte de Selic mais agressivo. Uma frustração daqueles que esperam um corte maior deve provocar ajuste na curva de juros. E não podemos descartar alguma correção em bolsa de curto prazo.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,70%, aos 62.131 pontos;
Real/Dólar: -0,18% cotado a R$3,1941;
DI Jan/19: -8 pontos base, de 10,90% para 10,82%.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

Empresas:

Braskem: Companhia acerta venda da quantiQ
Impacto: Positivo.

Petrobras: Retoma obras do Comperj
Impacto: Positivo.

Telecom: Eventual fusão Oi-Tim não teria dificuldade de aprovação na Anatel
Impacto: Neutro.

Vale: Funcesp admite vender ações da mineradora
Impacto: Marginalmente negativo.

Usiminas: Sumitomo rejeita Redução de Capital da MUSA
Impacto: Negativo.

Jornais:

* Braskem acerta venda da quantiQ por R$ 550 mi para a GTM
* Eventual fusão Oi-Tim não teria dificuldade de aprovação na Anatel, diz presidente da agência: Reuters
* Funcesp pode vender ações da Vale se surgir oportunidade, se negócio for rentável: Valor
* GPA: Conselho aprova emissão de R$ 800 mi em notas promissórias
* Usiminas: Sumitomo rejeitou reduzir capital da Musa em R$ 1 bi
* OGpar fecha acordo com detentores de bonds da OSX-3
* Rumo quer “desalfandegar” Uruguaiana e Santana do Livramento, processo não terá efeito relevante na receita,
disse ela
* Contax: Livia Xavier de Mello será nova presidente do conselho
* Biosev diz que “avalia constantemente” alternativas de captação

Boa leitura a todos!

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