+0,00% R$0,00
+0,00% R$0,00
Carregando...

Mercados Hoje: Vida pós-previdência

Introdução:

Internacional
• Bolsas internacionais iniciam semana com tendência altista;
• Reunião de política monetária do Fed é destaque na semana;
• UE aprova adiamento do Brexit até 31 de janeiro de 2020;
• O Parlamento britânico vota proposta de eleições antecipadas;
• Temporada de balanços segue direcionando mercados na Europa e nos Estados Unidos;
• BEA divulga primeira leitura do PIB do 3T19 dos EUA (4ªF).

Brasil
• Governo inicia novo capítulo pós-Previdência com a apresentação de uma serie de PECs está semana;
• O principal foco é desobrigar, desindexar e desvincular o orçamento público;
• Preocupação em torno da aprovação da PEC paralela leva governo a buscar alternativas para estimular a adesão de estados e municípios à nova Previdência;
• Copom anuncia decisão de política monetária na 4ªF;
• Mercado aposta em mais uma redução de 0,25 p.p. da taxa Selic;
• Klabin e CCR divulgam resultados.


CENÁRIO EXTERNO: TESTANDO NOVOS LIMITES

Mercados… Ativos de risco asiáticos iniciaram a semana em alta, com bolsas de Tóquio, Hong Kong e Shanghai acumulando ganhos nesta 2ªF. Na Europa, índices de mercado abriram sem tendência definida e o índice pan-europeu, STOXX 600, se mantém próximo à estabilidade. Em NY, índices futuros operam no verde, sinalizando uma abertura mais favorável em Wall St., enquanto o dólar (DXY) apresenta uma leve desvalorização até o momento. Na frente das commodities, ativos operam predominantemente em terreno positivo. Na contramão, o petróleo (Brent crude) devolve parte dos ganhos da semana passada (-0,3%), negociado aos US$ 61,80/barril.

Testando limites… Mercados acionários iniciam a semana com leve viés positivo, após fim de semana sem grandes novidades no cenário internacional. As principais bolsas devem seguir testando novas máximas, com melhor de desempenho condicionado a recente melhora no quadro das disputas geopolíticas mundiais e a atuação dos bancos centrais nas economias desenvolvidas. Nesta 4ªF, o mercado já precifica com 93% de certeza que o Fed decidirá por mais um corte de 25 pontos base (0,25 p.p.) na taxa básica de juros americana, o que configuraria o 3º movimento “de segurança” no ano. No pano de fundo, resultados corporativos na Europa e nos EUA também ajudarão a ditar o direcionamento dos mercados nos próximos dias.

Brexit… O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, confirmou através de suas redes sociais que União Europeia decidiu por aceitar o pedido de adiamento do Brexit até o dia 31 de janeiro de 2020. O movimento já era esperado em função das últimas derrotas de Boris Johnson no Parlamento, mas uma saída ainda pode acontecer de forma antecipada caso o premiê ainda consiga aprovar um acordo de saída antes da nova data estabelecida. Ainda esta semana, os MPs do Reino Unido votam hoje o pedido do primeiro ministro por eleições gerais em dezembro. Os partidos de oposição já sinalizaram que estão dispostos a apoiar uma ida as urnas no dia 9/12 de forma reduzir as chances de um Brexit sem acordo.

Na agenda… Os EUA tem agenda de indicadores cheia na semana em que o Fed profere a sua decisão de política monetária. Na 4ªF, antes do anúncio da decisão do FOMC, a primeira leitura do PIB do 3T19 poderá ajudar a definir o rumo do juro americano. No dia seguinte (5ªF), saem o ISM industrial de Chicago e o PCE de setembro. Por fim, para fechar a semana, o relatório de emprego de outubro (payroll) sai na 6ªF, junto com a leitura final de outubro do PMI/Markit industrial e o índice nacional ISM. Hoje, os destaques serão a divulgação do Índice de Atividade Nacional do Fed de Chicago, a balança comercial de setembro e o índice de produção industrial do Fed de Dallas.


BRASIL: VIDA PÓS-PREVIDÊNCIA

Vida pós-Previdência… A aprovação definitiva da PEC 06 pelo Legislativo representa uma virada de página para o governo, a equipe econômica e as lideranças do Congresso. O ministro da economia, Paulo Guedes, deve revelar uma série de medidas, já subscritas pelos chefes do Legislativo, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), que visam reinserir o país nos trilhos do crescimento econômico. Estas devem ser apresentadas em um evento ainda esta semana.

Vários focos… Guedes abandonou a estratégia unilateral utilizada para garantir a aprovação da nova Previdência e agora pretende atacar por todos os lados. O governo deve enviar 3 ou 4 PECs para o Congresso de uma só vez, dependendo da necessidade política enxergada por Maia e Alcolumbre.

Principais conceitos… Está rodada de medidas visa principalmente “desobrigar, desindexar e desvincular o orçamento público”. Para alcançar este fim, o governo terá que alterar as regras da sua folha de pagamento para futuros concursados e dar mais poder aos políticos sobre os seus respectivos orçamentos, principalmente em relação a contenção de gastos. A desindexação com os gastos nas áreas de saúde e educação estão entre as inciativas que devem encontrar o maior nível de resistência.

PEC paralela… Apesar da aprovação da PEC 06, o assunto das aposentadorias ainda não foi complemente resolvido. Ainda resta a PEC paralela, uma manobra legislativa implementada para evitar que as alterações feitas pelo Senado forçassem a PEC de volta para a Câmara. Entre as alterações feitas pela casa revisora, está um mecanismo que possibilitada a aderência de estados e municípios na reforma federal.

Governo enxerga a aprovação como pouco provável… A equipe econômica não está confiante sobre a aprovação desta PEC pelos deputados, principalmente por que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) onerou entidades filantrópicas para repor algumas das perdas na economia que vieram juntas ao seu parecer.

Ameaças e benefícios… Em vista disso, a equipe econômica busca outros meios para convencer os estados e munícipios a replicarem a reforma federal, independente da aprovação da PEC paralela. Estes devem incluir benefícios para os que aderirem, como a possibilidade de vender os direitos sobre créditos tributários, e punições para os que recusarem. As punições não devem ser reveladas de imediato para não iniciar as negociações com entes inferiores com clima de ameaçador.

Na agenda… Além da divulgação da decisão de política monetária pelo Copom (4ªF), a agenda contará com a produção industrial de setembro (6ªF), a Pnad contínua/setembro (5ªF), relatório da dívida pública do mês passado (3ªF), prévias do IGP-M (4ªF) e IPC-S (6ªF) e balança/outubro (6ªF). Hoje, o Focus (8h25) traz as atualizações das projeções do mercado, que deve reforçar apostas no anúncio de um corte mais agressivo da Selic no meio da semana. No âmbito corporativo, a temporada de balanços traz os resultados de Klabin, antes da abertura, e CCR, depois do fechamento.

E os mercados hoje? Mercados iniciam o dia com viés altista, com investidores avaliando a temporada de balanços nos EUA e Europa, e antecipando mais um corte na taxa de juros americana na 4ªF. No Brasil, há grande expectativa em torno do anúncio do Copom, que deve levar a Selic à nova mínima histórica, aos 5%, ajudando a impulsionar um mercado que já se beneficia de maior otimismo após aprovação da reforma da Previdência. Por isso, esperamos um dia de viés positivo para ativos de risco locais.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,35%, aos 107.363 pontos;
Real/Dólar: -0,74%, cotado a R$ 4,01;
Dólar Index: +0,19%, cotado a 97.831;
DI Jan/21: -pontos base, 4.41%;
S&P 500: +0,41% aos 3.022 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
• Fernández vence e é eleito presidente da Argentina no 1º turno
• Desastre nas praias do NE é inédito no mundo, diz coordenadora do Ibama
• Bolsonaro diz que conversava com Queiroz sobre demissões e que caso de Cileide ‘é normal’
• Governo pretende reduzir carreiras do funcionalismo a menos de dez

O Estado de São Paulo
• Governo quer lei para ‘forçar’ a adesão de Estados e municípios à Previdência
• ‘Efeito Chile’ preocupa equipe econômica
• Forster aceitou indicação para assumir embaixada em Washington, diz Bolsonaro
• Falta de dinheiro limitará populismo no governo Fernández, diz analista

Valor Econômico
• Ação de empresas nacionais volta a atrair estrangeiros
• Alberto Safra deixa banco da família e abrirá novo negócio
• Após vitória de Fernández, Argentina restringe compra de dólares
• EU aceita extensão do Brexit para 31 de janeiro

O Globo
• Justiça determina a volta da cobrança do pedágio na Linha Amarela
• Morre o diretor Jorge Fernando, aos 64 anos
• Bolsonaro lamenta vitória do candidato da oposição na Argentina: ‘Escolheram mal’
• ‘Bolsonaro é o primeiro a governar para só um terço’, diz cientista político Marcos Nobre

Contatos

Renda Variável*


Luis Gustavo Pereira – CNPI
[email protected]

Equipe Econômica

Rafael Gad
[email protected]

Julia Carrera Bludeni
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

 

*A área de Renda Variável é a responsável por todas as recomendações de valores mobiliários contidas neste relatório.
“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores, para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo. Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações.Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Instrução CVM nº.598/2018, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.“
Bitnami