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Mercados hoje | Techs lideram avanço nos mercados

Introdução:

Internacional

• Mercados globais caminham para encerrar a semana em tom positivo;
• Bom desempenho das gigantes tecnológicas Amazon, Alphabet, Apple e Facebook nesta temporada de resultados capitaneiam ganhos em NY;
• Ouro volta a se valorizar e se mantém acima do patamar de 1.970/onça;
• Congresso americano ameaça fechar o mês sem acordo em torno de novo pacote de estímulos;
• 1ª estimativa do PIB do 2º trimestre na zona do euro confirma estrago e faz jus ao recém-aprovado fundo de recuperação econômica europeu;
• Dados de gastos pessoais protagonizam agenda nos EUA.

Brasil

• Ministério da economia reduz projeção de queda do pib para 4,7%;
• Déficit para 2020 deve superar R$ 812 bi, levando a dívida bruta do governo a 94,7% do PIB;
• Apesar de “enorme pressão”, Rodrigo Maia promete preservar teto de gastos;
• Governo tem manutenção da carga tributária global como diretriz básica da reforma tributária;
• Viagens rodoviárias em SP despencam 97% em junho ante o mesmo mês em 2019;
• BCB deve confirmar recorde histórico do resultado consolidado em junho.


CENÁRIO EXTERNO: TECHS LIDERAM AVANÇO NOS MERCADOS

Mercados… Bolsas asiáticas encerram a semana sem direção única. Na zona do euro, os principais índices de mercado voltaram a amanhecer em alta, recuperando parte das perdas angariadas na última sessão. O Stoxx 600, índice que abrange uma gama de ativos ao redor do continente europeu, avança 0,6% até o momento. Em NY, índices futuros seguem a mesma tendência verificada nos pregões europeus, com altas da ordem de 0,3%, enquanto o dólar (DXY) segue em trajetória de desvalorização contra seus principais pares. Na fronte das commodities, ativos acompanham melhora dos mercados. O preço do petróleo (Brent Crude) sobe 0,7%, negociado em torno de US$ 43,30/barril.

Techs lideram avanço à novas bandas de preço… Mercados globais voltaram a amanhecer em tom positivo nesta 6ªfeira, após dados de atividade chineses superarem previsões na noite de ontem. Bolsas europeias engatam em um movimento de recuperação após realizações de ontem e índices americanos caminham em direção ao rompimento das bandas de preço recentes, se beneficiando dos resultados corporativos fortes das gigantes tecnológicas Amazon, Facebook, Alphabet (Google) e Apple. No pano de fundo, os dados do PIB europeu confirmam o estrago causado pelas medidas de distanciamento social no 2º trimestre de 2020 e o Congresso americano fica próximo de encerrar o mês sem um acordo em torno de um novo pacote de estímulo econômico. O reflexo destes últimos dois pontos pode ser visto na cotação do ouro, que volta a se valorizar e sustenta patamar superior a US$ 1.970/onça.

Sobre o ouro… A nossa visão sobre o preço da commodity segue construtiva, apesar dos fortes avanços dos últimos anos, por três principais motivos. Primeiramente, a postura agressiva de injeção de liquidez dos principais bancos centrais do mundo (Fed, BCE, BoJ, BoE) inundaram o mercado de recursos, dinheiro que tem sustentado bolsas, mas que também tem escoado para investimentos em metais preciosos, que são reservas de valor. Neste ambiente, a manutenção de um cenário de alta incerteza, que é o que temos hoje com relação ao ritmo de recuperação da econômica global, favorece o movimento de investimento nesta categoria, nos chamados ativos de segurança. Por fim, o fato dos juros nas economias centrais estar em 0,00% a.a. ou muito próximo disso também joga a favor do metal precioso, uma vez que isto reduz o custo de oportunidade de tal investimento – ouro não paga juros nem dividendos, portanto, o investidor só tem a lucrar com o ganho de capital (valorização do ativo). Assim, como não acreditamos em mudanças drásticas neste cenário no curto-médio prazo, reforçamos a visão positiva com relação ao metal.

PIB europeu…  A primeira estimativa do PIB na zona do euro confirmou expectativas de mercado com relação ao estrago que foi causado pela chegada da pandemia e a consequente implementação das medidas de isolamento social. A economia da região registrou uma contração de 12,1% no período, com alguns dos principais membros do bloco acompanhando esta queda de dois dígitos. Dentre estes países chave estão Espanha (-18,5%) – maior contração da leitura –, França (-13,8%), Itália (-12,4%) e Alemanha (-10,1%). Ao todo, o resultado fez jus ao recém-aprovado fundo de recuperação econômica europeu de EUR$ 750 bilhões, que serão distribuídos entre os países mais afetados pela crise, junto do orçamento de mais EUR$ 1 trilhão aprovado na região para os próximos 7 anos. Ainda assim, o caminho para a recuperação aos níveis pré-crise tende a ser longo (não vemos uma recuperação completa até depois de 2021), e a recente piora do quadro sanitário em alguns países membros adiciona ainda mais incerteza sobre o assunto.

Na agenda… Após a avaliação do PIB na zona do euro, o investidor volta suas atenções aos EUA, onde saem os dados de gasto pessoal e o ISM industrial referentes a junho. A série de indicadores também conta com o deflator de gastos pessoais (PCE), medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (BC americano), e deve trazer mais pistas sobre o ritmo de recuperação econômica na maior economia do mundo (est.: +0,9% a/a). No calendário corporativo, a Chevron, a Fiat Chrylser e a Exxon Mobil estão entre as empresas que divulgam seus balanços antes da abertura de negociações nas bolsas de NY.


BRASIL: MINISTÉRIO DA ECONOMIA REDUZ PROJEÇÃO DE QUEDA DO PIB PARA 4,7%

Governo prevê queda no de 4,7% em 2020…  Segundo a mais recente apresentação do Ministério da Economia, a queda no PIB em 2020 dever se aproximar de 4,7%. Já o déficit primário deve superar R$ 812 bi, levando a dívida bruta do governo a 94,7% do PIB. A previsão da pasta econômica melhorou desde o início de julho, quando era esperado um déficit de R$ 828,6 bi e uma queda no PIB na magnitude 6,5%. Até o momento, os gastos com as ações de enfrentamento ao coronavírus já atingiram R$ 526 bi, mas estas ainda devem aumentar com a aprovação de novos projetos pelo Congresso até o final do ano.

Maia promete não pautar projeto que flexibiliza teto de gastos… Em evento realizado pelo jornal Folha de São Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), prometeu não pautar qualquer projeto que visa flexibilizar o teto de gastos, mecanismo de contenção de gastos que limita aumento nos gastos do governo de acordo com a inflação do ano anterior.

Enorme pressão… Maia confessou que existe uma “enorme pressão” para desfazer o teto e para aumentar o investimento público, mas garantiu que durante o seu mandato como presidente, que se encerra em 02/2021, esta demanda não será acatada. Em 2020, a expansão fiscal necessária para combater o coronavírus e sustentar a economia durante a quarentena foram possíveis por um orçamento paralelo, mas este só terá vigência até o final do ano.

Chance zero de aumento de carga tributária… O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues Junior, confirmou que existe “chance zero de aumento na carga tributária”. Segundo Waldery, esta é uma diretriz básica do governo. Apesar do compromisso do governo com o não aumente da carga tributária global, a reforma certamente aumentará a carga sobre alguns setores, produtos e serviços. Até então, o setor de serviços, que representa 60% do PIB brasileiro, aparenta ser o que mais será comprometido pela reforma, em especial com a criação do Contribuição sobre Bens e Serviço (CBS), produto da união dos tributos federais PIS e Cofins, que deve ter uma alíquota de +/- 12%.

Viagens rodoviárias em SP caem 97% em junho… Segundo divulgação da Agência dos Transportes do Estado de SP (Artesp), as viagens rodoviárias no mês de junho encolheram 97% em comparação com o mesmo mês em 2019. Em valores nominais, a queda foi de 3,3 mi para 100 mil viajantes. Na comparação semestral entre os mesmos dois anos, o número de passageiros caiu pela metade (52,5%).

Na agenda… Em dia de agenda de indicadores praticamente esvaziada, o BCB deve confirmar o recorde histórico do déficit fiscal consolidado, às 9h30 (est.: R$ 199,1 bilhões).

E os mercados hoje?… Mercados globais iniciaram o dia em alta, movimento liderado pelo forte avanço das gigantes de tecnologia nos EUA. Na zona do euro, a divulgação da 1ª estimativa do PIB no 2º trimestre apontou para uma contração da ordem de 12,1%, confirmando o cenário desafiador em que o bloco se encontra. No Brasil, resultado da Petrobras, que saiu ontem após o fechamento, movimenta os mercados nesta manhã, acompanhado pela briga da ptax no câmbio. Antes da abertura, o investidor também irá acompanhar o resultado trimestral da Gol. Em Brasília, as conversas em torno da tributária continuam dominando o noticiário, acompanhada da sinalização positiva de Rodrigo Maia, que afirmou não votar a flexibilização do teto de gastos até o fim do seu mandato. Assim, esperamos um dia de viés positivo para ativos de risco locais, que deverão seguir operando em linha com o verificado lá fora.


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 105.008 (-0,56%)
BR$/US$: 5,15 (-0,32%)
DI Jan/27: 6,11% (-18 bps)
S&P 500: 3.246 (-0,38%)

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

VALOR
– Dados do 2º tri no mundo indicam retomada penosa
– Bolsa já subiu 65,2% desde o piso de março
– Juro baixo mantém em alta as ofertas de ações
– Centro-esquerda vai para as urnas dividida

O GLOBO
– STF e Planalto agem para tirar MPF de acordos de leniência
– Economia dos EUA sofre o maior tombo da história
– Pela 1ª vez, Trump sugere adiar eleições
– Governo defende dossiê sobre 579 servidores

FOLHA DE S.PAULO
– Mais da metade das empresas sofre para pagar contas
– Câmara de SP aprova que pais decidam volta às aulas
– Coronavírus gera rombo recorde nas contas do governo
– Flexibilização do teto não entrará na pauta, diz Maia

O ESTADO DE S.PAULO
– Garimpo ameaça maior linha de transmissão de energia do país
– Governo tem déficit recorde e dívida pode ir a 98% do PIB
– Economia dos EUA sofre queda recorde de 32,9%
– Em baixa, Trump propõe adiar eleições

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