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Mercados Hoje: Mesmo quadro, novos desenvolvimentos

Introdução:

Internacional
• Resultados corporativos seguem ditando direção dos mercados;
• Hong Kong segue como ponto de tensão nas negociações entre China e EUA;
• Boris Johnson propõe eleições gerais antecipadas ao Parlamento britânico, que pede em troca a garantia de que uma saída sem acordo deixe de ser uma possibilidade;
• IFO registra leve melhora do quadro da economia alemã.

Brasil
• Mercado reage a divulgação de resultados corporativos do 3T19;
• Banco Mundial enxerga piora na facilidade de fazer negócios no Brasil;
• Participação governista na Eletrobrás será vendida em novembro;
• Governo pretende enviar a sua primeira contribuição para a reforma tributária no dia 9/11;
• Usiminas e Ambev divulgam seus resultados.


CENÁRIO EXTERNO: MESMO QUADRO, NOVOS DESENVOLVIMENTOS

Mercados… Bolsas asiáticas encerraram a semana sem direções claras. O Nikkei (Tóquio) e o SSE (Shanghai) registraram ganhos moderados, enquanto o Hang Seng (Hong Kong) recuou 0,5% na sessão. Na zona do euro, índices de mercado europeu abrem negociações em terreno negativo, com o índice pan-europeu, STOXX 600, caindo 0,4%. Do outro lado do atlântico, futuros de NY operam estáveis e o dólar (DXY) resume movimento de leve desvalorização contra seus principais pares. Na frente das commodities, ativos tem desempenhos predominantemente positivos até o momento. O petróleo (Brent crude) se mantem próximo a estabilidade, negociado acerca dos US$ 61,70/barril.

Resultados mistos… Em meio a manutenção de incertezas geopolíticas importantes, investidores seguem balizando seus movimentos na divulgação de resultados corporativos nos Estados Unidos. Ontem, no after-hours, as ações da Amazon despencaram (-6,8%) após a companhia registrar a primeira queda no lucro em mais de 2 anos. Na ponta oposta, o preço dos papeis da Intel saltaram 4,0%, mesmo após lucro ter vindo abaixo das estimativas do mercado. De modo geral, os resultados do 3T19 têm vindo mistos, sem surpreender muito positivamente, mas também longe de gerar preocupação sobre uma possível recessão no país.

China-EUA… Como de costume, mercados acompanharam os novos desenvolvimentos envolvendo China e Estados Unidos. Ontem, o vice-presidente americano, Mike Pence, criticou as ações violentas que estão sendo tomadas pelo governo chinês contra os manifestantes em Hong Kong e foi prontamente respondido por uma porta-voz do ministério do exterior chinês, que o acusou de estar buscando comprometer a estabilidade interna da China, além de dizer que os EUA já “abandonou sua credibilidade e moralidade” e que “os americanos deveriam olhar no espelho e buscar a resolução dos seus próprios problemas internos para deixar a sua própria casa em ordem”.

Morde e assopra… Apesar da troca de farpas, Pence teve o cuidado de balancear as suas críticas com um pedido de maior engajamento entre as duas partes – segundo fontes da Bloomberg, há grande expectativa de que a China volte a comprar pelo menos US$ 20 bilhões em produtos agrícolas americanos caso um acordo de trégua provisória seja assinado. O que se pode tirar destes eventos é que Hong Kong deve seguir sendo um ponto de tensão, cuja manutenção tem o potencial de atrasar as negociações comerciais, mas que, apesar disso, há diversas indicações de que as duas maiores economias do mundo estão caminhando na direção de resolver suas diferenças (ou pelo menos de amenizar tensões), fato que deve seguir contribuindo para o bom desempenho dos mercados no curto prazo.

Brexit… A novela do Brexit pode ter um novo capítulo decisivo no dia 12/12, dia em que o Primeiro Ministro, Boris Johnson, propôs ao Parlamento britânico uma ida antecipada as urnas, como condição para a aprovação do divórcio com a UE. A oposição, por sua vez, não adotou uma postura contraria ao pedido de novas eleições, mas reforçou que só apoiará a proposta caso ela não represente risco de uma eventual saída sem acordo. O novo desenvolvimento deu folego extra a libra esterlina ao afastar a possibilidade de uma saída desordenada, mas a volatilidade deve se manter na falta de definição sobre o tema.

Na agenda… A divulgação do índice de clima de negócios do IFO – um dos principais indicadores de confiança na economia na zona do euro – registrou uma pequena melhora em outubro em relação a leitura de setembro, mesmo que ainda se situando em níveis bastante reduzidos. O dado traz alívio, mas está longe de reverter o quadro preocupante da economia na região. Ainda hoje, as 11h, investidores avaliam a leitura final de outubro do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan nos Estados Unidos.


BRASIL: RESULTADOS EM DESTAQUE

Brasil cede espaço em ranking de ambiente de negócios… No relatório composto pelo Banco Mundial, que ranqueia a favorabilidade do ambiente de negócios de 190 países, o Brasil retrocedeu da posição 109 º (2018) para 124º (2019). O Brasil agora se encontra entre um país africano, Senegal (123º), e um vizinho, o Paraguai (126º). Em janeiro, o presidente Jair Bolsonaro declarou que tinha como meta encerrar o seu mandato (2022) com o Brasil colocado entre os 50 primeiros países da lista.

No curto prazo… O secretário especial de Modernização do Estado da Secretaria Geral da Presidência da República, José Ricardo da Veiga, tem uma meta mais realista para 2020: estar entre os 100 melhores. Enquanto o secretário de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, pretende entrar em contato com o Banco Mundial para sugerir a reavaliação de um dos critérios que compõem o ranking geral, obtenção de eletricidade. Neste e o Brasil despencou da 40º posição para 98º. Costa acredita que pode ter havido algum erro na elaboração do novo posicionamento e que a revisão pode aumentar o ranking geral do país em algumas colocações.

Venda da Eletrobrás… O governo pretende efetivar a pulverização de capital, que envolve a redução da participação até que a União perca controle da estatal, em outubro de 2020. Para isso, será necessário a aprovação de um projeto pelo Congresso que deve ser enviado ao Legislativo em algumas semanas. O governo acredita que essa venda precisa ocorrer até o final 2020, caso contrário, a empresa entrará em apuros financeiros.

Primeira etapa da tributária governista tem nova data… O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirmou, ontem (24), que o governo pretende enviar a primeira parte da sua contribuição para a reforma tributária no dia 9 ou 10 de outubro. Está etapa deve abordar a simplificação do COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e do seu análogo no setor público, o PIS (Programas de Integração Social do Servidor Público).

Finalmente… A proposta governista já está atrasada em pelo menos 2 messes. O atraso resultou da rejeição generalizada da parte da proposta que visava reintroduzir um tributo nos moldes da CPMF e resultou na demissão do seu idealizador, o ex-secretário da Receita Marcos Cintra. Agora, o governo pretende enviar três propostas separadas, cada uma tratando de um assunto distinto, para serem apensada aos projetos já existentes da Câmara e do Senado. A junção será feita através de uma comissão mista, colegiado composto tanto de senadores quanto de deputados.

Na agenda… Resultados do 3T19 da Usiminas e da Ambev são os principais destaques da agenda corporativa nesta 6ªF. No pano de fundo, o investidor local avalia a nota de política monetária e operações de crédito do BC de setembro (9h30).

E os mercados hoje? No exterior, mercados operam sem direções claras no início desta 6ªF, com investidores avaliando a divulgação de resultados nos EUA. Aqui, a bolsa local também deve reagir a divulgação de resultados corporativos. No pano de fundo, investidores devem seguir acompanhando também os próximos passos da agenda reformista do governo. Com isso, esperamos um dia de viés neutro/negativo para ativos de risco locais, que deverão oscilar frente a divulgação de resultados mistos e podem perder força com a continuidade do movimento de realização de lucros verificado ontem.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,52%, aos 106.986 pontos;
Real/Dólar: +0,12%, cotado a R$ 4,04;
Dólar Index: +0,01%, cotado a 97.645;
DI Jan/21: -3 pontos base, 4.47%;
S&P 500: +0,19% aos 3.010 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
• Governo já avalia impacto de eventual saída do Mercosul
• Calendário elástico de julgamento da 2ª instancia preocupa juristas
• Bolsonaro dá uniforme do Flamengo a líder chinês e diz que é melhor time da atualidade
• Favorito a comandar Uruguai é oposto ideológico de Bolsonaro

O Estado de São Paulo
• Empresas de qualificação profissional serão pagas apenas se garantirem emprego
• Bolsonaro classifica protestos no Chile como ‘atos terroristas’
• Óleo retirado de praias vira combustível para indústria em Pernambuco
• Para líderes do Senado, pauta econômica destrava só com liberação de verbas

Valor Econômico
• Projeto de ‘pacto federativo’ vai desvincular 280 fundos setoriais
• Bolsonaro convida estatais da China para leilão da cessão onerosa
• Advogados enfrentam mercado em queda e alta concorrência
• Heineken investe R$ 985 milhões mirando produção

O Globo
• Documento oficial mostra que plano para conter óleo deveria ter sido acionado 41 dias antes
• Governo prepara Lei de Responsabilidade Previdenciária para equilibrar pensões estaduais
• Marielle: Novos nomes entram no radar da investigação, diz delegado
• Com voto de Rosa Weber, Supremo indica que vai vetar prisão em 2ª instância

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