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Mercados Hoje: de olho em Washington

Introdução:

Internacional
• Mercados acionários globais iniciam dia com leve viés negativo;
• Está prevista assinatura da 1ª fase do acordo comercial entre China e EUA ao longo desta 4ªF;
• Preocupação com os próximos passos da disputa sino-americana pesa sobre desempenho dos mercados pela manhã;
• PIB alemão cresce 0,6% em 2019, menor taxa em quase 6 anos;
• PPI e Livro Bege do Fed são destaques da agenda nos Estados Unidos;
• Goldman Sachs, Bank of America e BlackRock divulgam seus resultados.

Brasil

• Bolsa local deve acompanhar dinâmica de acomodação verificada no exterior, salve alguma surpresa nos dados de atividade econômica;
• Novo salário mínimo de R$ 1045 entra em vigor em fevereiro;
• Governo pretende arrecadar R$ 150 bilhões com privatizações em 2020;
• Governo acredita que quase metade dos funcionários dos correios serão demitidos caso a empresa seja privatizada;
• Vendas no varejo de novembro são o principal destaque da agenda doméstica.


CENÁRIO EXTERNO: DE OLHO EM WASHINGTON DC


Mercados… Bolsas asiáticas encerraram mistas, com leve viés de baixa. Na Europa, mercados operam de lado, com o STOXX600, índice pan-europeu, no zero a zero até o momento. Em NY, futuros apresentam ligeiras quedas, sem grandes oscilações, mesmo movimento verificado para o dólar (DXY) no mercado internacional. Commodities acompanham a dinâmica dos mercados, com ativos operando sem tendência definida. O preço petróleo do tipo Brent cai 0,2%, ainda negociado próximo dos US$ 64,50/barril.

De olho em Washington DC… No dia previsto para China e EUA assinarem a 1ª fase do acordo comercial firmado em dezembro, bolsas operam com leve viés negativo no exterior, sem grandes oscilações. O movimento ensaiado pelos mercados até o momento parece ocorrer em função de uma acomodação frente ao arrefecimento de alguns dos principais pontos de pressão à economia mundial – fato que levou bolsas a registrarem ganhos sucessivamente desde dezembro -, além de certa preocupação sobre os próximos passos da disputa entre as duas maiores economias do mundo.

Até as eleições… A notícia de que os EUA pretendem manter o restante das tarifas atualmente em vigor por grande parte de 2020 acendeu um alerta na percepção de investidores na tarde de ontem. Segundo a Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, não tem em seus planos a revisão das tarifas impostas sobre importações chinesas até o fim das eleições americanas, o que garante sua manutenção por pelo menos mais 10 meses. Além de reduzir as chances da “fase 2” do acordo ser firmada no ano, o fato preocupa por não garantir que as tensões entre China e EUA não sejam amenizadas por muito tempo após a assinatura da fase 1. Adicionalmente, os EUA deverão intensificar as sanções impostas à Huawei, pois, segundo a mídia internacional, o governo americano está buscado maneiras de cessar vendas de companhias americanas à gigante de tecnologia chinesa através de sedes localizadas fora do país. Vamos acompanhar…

Agenda… Após o PIB da Alemanha crescer 0,6% em 2019 – menor leitura em quase 6 anos – e evidenciar a situação delicada vivida pela maior economia da Europa, a atenção de investidores se volta aos EUA, onde saem o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) às 16h, e o Livro Bege do Fed – documento em que os diretores do BC americano ilustram suas visões sobre o estado atual da economia americana -, às 16h. No âmbito corporativo, os balanços de Goldman Sachs, Bank of America e BlackRock dão sequência à divulgação de resultados nos Estados Unidos.


BRASIL: VENDAS NO VAREJO SÃO ESPERANÇA PARA O MÊS DE NOVEMBRO

Salário mínimo… O presidente Jair Bolsonaro determinou que o salário mínimo seja aumentado de R$ 1039 para R$ 1.045. O valor que entrou em vigor no início deste ano representava um acréscimo menor do que o registrado pelo Índice Nacional de Preços do Consumidor (INPC), ou seja, o aumento para o piso salarial em 2020 era inferior a taxa de inflação. O governo deve estabelecer o novo aumento através de uma medida provisória. O valor entra em efeito a partir do dia 01/02. Para a União, o acréscimo de R$ 6 resultara em um aumento de gastos de R$ 2,3 bilhões.

R$ 150 bilhões em Privatizações… Segundo o secretário especial de Desestatização e Desinvestimento, Salim Matar, o governo pretende arrecadar R$ 150 bilhões dos projetos de desestatização e desinvestimentos em 2020. Em fevereiro, o governo deve enviar um projeto de lei que ajuda aumentar o ritmo das vendas.

Obstáculos na venda dos correios… O governo tem interesse em privatizar os Correios, mas existem vários empecilhos a serem considerados antes que a empresa de entrega de cartas e pacotes seja vendida. O principal entre eles é a iminente demissão em massa que resultara da privatização. A expectativa é que 40% dos 100 mil funcionários sejam desligados da empresa. Outro fator que dificulta a venda dos Correios são os rombos no fundo de pensão (R$11 bilhões) e plano de saúde (R$3 bilhões) dos funcionários. O governo espera ter um plano de privatização até o final do ano que vem.

Agenda… Após leituras abaixo do esperado dos setores industrial e de serviços, a atenção do mercado se volta para as vendas do varejo no mês de novembro. O consenso de mercado aponta para um avanço relevante do dado em termos anuais (3,5% no conceito restrito e 5,1% no conceito ampliado), principalmente levando em consideração os impactos dos saques do FGTS e do Black Friday.

E os mercados hoje? Lá fora, mercados continuam apresentando movimentos de acomodação, com investidores já esboçando alguma preocupação sobre os próximos capítulos da disputa comercial entre China e Estados Unidos. No Brasil, o destaque será a divulgação das vendas do varejo de novembro pelo IBGE e, salve alguma surpresa, a bolsa local deverá voltar a acompanhar a dinâmica verificada no exterior. Tendo isso em vista, esperamos mais um dia de viés neutro/negativo para o Ibovespa.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: +0,16%, aos 117.514 pontos;
Real/Dólar: -0,27%, cotado a R$ 4,13;
DI Jan/21: -5 pontos base, 4.44%;
S&P 500: -0,30% aos 3.283 pontos.

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

Folha de São Paulo
– Auditoria vê conexão entre PSL e seguradora do DPVAT
– Doria costura agendas em voos pagos pelo governo
– Em gesto a Bolsonaro, EUA agora apoiam Brasil na OCDE
– Presidente anuncia novo salário mínimo de R$ 1.045

O Estado de São Paulo
– Governo vai contratar até 7 mil militares para diminuir fila do INSS
– EUA dão prioridade ao Brasil na fila da OCDE
– Toffoli deve adiar criação do juiz de garantias
– Com vacinação baixa, Justiça obriga pais a imunizar filhos

Valor Econômico
– Contas poderão ser pagas também em banco digital
– Azul compra TwoFlex e cria entrave à Gol
– Governo tira o Minha Casa das prefeituras

O Globo
– Para repor inflação, salário mínimo vai a R$ 1.045
– EUA agora apoiam o ingresso da Brasil na OCDE
– Contaminação de água atinge 46 bairros do Rio
– Sete mil militares da reserva serão convocados para zerar fila do INSS

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