Mercados Hoje: acelera Rubinho

Tempo de leitura: 7 minutos

No exterior: Economia dos EUA mantém sinal positivo.

O Livro Bege divulgado ontem, assim como a inflação ao consumidor mostram que o ritmo da economia norte americana está saudável. O Livro Bege mostrou que o mercado de trabalho está aquecido, já com dificuldade de encontrar mão de obra especializada em alguns distritos. O núcleo da inflação ao consumidor acelerou em dezembro e superou as expectativas do mercado. Registre-se: a inflação ao consumidor ficou acima de 2%, voltando a superar o patamar de 2% pela primeira vez desde junho de 2014.

Assim, o dólar teve um movimento de forte valorização no mundo ontem. Fatores como cautela na véspera da posse de Trump, Brexit e, principalmente, os sinais de uma economia americana aquecida, com o mercado de trabalho apertado impulsionaram a moeda. Hoje, o dólar se fortalece contra moedas de países desenvolvidos, mas contra emergentes o desempenho é misto.

Mas e o juros das treasuries com o dólar forte? Por enquanto, estão estáveis, mas ontem também tiveram forte alta. Ontem à noite, Yellen afirmou que a economia dos EUA assegura altas graduais de juros, em função de alguns indicadores não terem voltado aos níveis pré-crise. A presidente do Fed fala novamente hoje, às 11h, ao Stanford Institute for Economic Policy Research.

Na Ásia, as bolsas fecharam mistas. O Nikkei se beneficiou da desvalorização do Iene, impulsionado pelas exportadoras. Por enquanto, a queda é generalizada na Europa, que não refletiu grande parte do movimento de alta das taxas de juros nos EUA ontem.

Na agenda “macro”, o destaque é a decisão da taxa de juros por parte do Banco Central Europeu (10h45). A instituição não deve alterar a politica monetária. Mercado ficará atento na avaliação dos diretores sobre a recuperação da inflação que tem se observado nas principais economias europeias. Além do discurso da Yellen, ainda temos os pedidos de auxilio desemprego (11h30) e dados imobiliários de novas construções (11h30).

No Brasil: BC aumenta rolagem de swap cambial. IPCA-15 é destaque.

O Banco Central anunciou aumento da rolagem de contratos de swap cambial com vencimento em fevereiro. O BC informou que ofertará 15 mil contratos de swap cambial e esta operação poderá somar US$ 750 milhões.

Nos dois primeiros dias a oferta foi de 12 mil contratos, por dia, e foram rolados integralmente. Caso mantenha esse novo ritmo, o BC conseguirá fazer a rolagem integral desses contratos até a próxima quarta-feira (25).

O BC está provendo liquidez para o mercado, mas pode estar se preparando para um movimento mais forte de valorização do dólar, com possíveis reações ao discurso da posse de Trump na sexta-feira (20). Ontem, ficou evidente a força do dólar ao redor do mundo.

Na agenda, destaque para o IPCA-15 de janeiro. O mercado espera um avanço de 0,38% no mês, contra 0,19% no mês anterior. Assim, o indicador de inflação desaceleraria de 6,58% para 6,01%. E a SELIC? Em entrevista em Davos, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, afirmou que o novo ritmo do BC é de 0,75 p.p. ele também revelou que este ritmo pode mudar e que irá depender da evolução dos preços, da expectativa de inflação, além dos fatores de risco externos e internos. Aumenta a importância de acompanhar o desenvolvimento dos indicadores inflação.

Crise dos Estados: De acordo com a imprensa, o Rio receberá crédito de R$ 8,5 bilhões, além de alívio da dívida em acordo com União. Com a ajuda, o governo do Rio Grande do Sul quer tratamento equânime para dívida. O tema ainda deve se prolongar…

Com ativos de risco respondendo de forma mais negativa, esperamos uma continuidade da realização de ganhos na Bolsa. Os contratos DI, negociados na BM&F, devem responder ao IPCA-15 de janeiro, que será conhecido logo na abertura. O dólar deve abrir em baixa com o anúncio do BC, mas não descartamos uma virada com o movimento de fortalecimento do dólar contra seus principais pares.

Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: -0,32%, aos 64.149 pontos;
Real/Dólar: +0,36% cotado a R$3,2232;
DI Jan/19: +3 pontos base, de 10,50% para 10,53%.

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.

Empresas:

Cia Hering: Prévia Operacional 4T16
Impacto: Negativo.

Light: Revisão tarifária
Impacto: Marginalmente Positivo.

Petrobrás: Governo vai leiloar campos da Petrobrás e acordo com sindicato está mais próximo
Impacto: Marginalmente Positivo.

Suzano: Convida notáveis para Comitê
Impacto: Marginalmente Positivo.

Unidas: Companhia pretende captar até R$ 1,05 bilhões
Impacto: Cunho informativo.

Jornais:

* Folha de S. Paulo: (Manchete)
* Presidente do Banco Central nega aumento de intervenção no câmbio: Folha
* Comissão da reforma prisional de Temer vai atuar na implementação do Plano Nacional de Segurança: Folha
* Após liberar FGTS, governo estuda restringir saques: Folha
* Governo estuda elevar valor de imóvel do Minha Casa, Minha Vida: Folha
* O Estado de S.Paulo: Corte de 0,75 ponto é “novo ritmo” dos juros, afirma BC (Manchete)
* Temer quer evitar racha no PMDB por disputa da vice-presidência na Câmara: Estado
* Lava Jato retoma negociações de delações, com mais de 20 candidatos na fila: Estado
* Em 4ª derrota de Alckmin, Justiça mantém suspenso aumento da tarifa: Estado
* Governo vai leiloar campos da Petrobras: Estado
* Valor Econômico: (Manchete)
* Avanço de Maia pode acabar com o Centrão: Valor
* Socorro ao Rio terá crédito de R$ 8 bi e alívio na dívida: Valor
* Governo gaúcho quer tratamento “equânime”: Valor
* Grupo prepara o texto da nova lei de falências: Valor
* Governo prepara mudança em regras de alienação fiduciária: Valor
* Novas ofertas de ações vão custear investimentos: Valor
* Suzano Papel convida notáveis para comitê: Valor
* Heineken está perto de acertar compra da Brasil Kirin: Valor

Bos leitura a todos!

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