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Guide Mercados Hoje: Receio com ômicron mantém mercados sob pressão

Tempo de leitura: 12 minutos

No Mercados Hoje falamos sobre a abertura do mercado e listamos os principais acontecimentos do noticiário e da agenda econômica no dia.

Confira o relatório de 30 de Novembro de 2021!

Mercados Globais:

Após esboçar uma recuperação nesta segunda-feira, ativos de risco estão voltando a abrir sob pressão, com queda das bolsas e comodities, forte queda dos yields e a desvalorização do dólar (DXY) contra os seus principais pares.

Como destaque, o principal driver para os mercados segue sendo o receio com os impactos da nova variante sul-africana da covid-19, a Ômicron. Segundo o CEO da Moderna, a probabilidade de que as vacinas atuais percam eficácia no combate à nova mutação do vírus é alta, só resta saber o tamanho do estrago através dos testes. Sob esta avaliação, ele dá como quase certa a necessidade do desenvolvimento de novas vacinas no ano que vem.

Paralelamente, o salto no número de casos no epicentro da Ômicron, a África do Sul, segue chamando atenção e reforçando a preocupação de investidores, que passam a avaliar um cenário mais sombrio para a economia global entrando em 2022. Desta forma, a falta de mais informações sobre o vírus deve sustentar um ambiente de maior volatilidade nas próximas semanas.

Na agenda, investidores deverão acompanhar testemunho do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e da Secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, frente ao Senado (12h). Ontem, a divulgação antecipada de parte do discurso em escrito já mostrou que a situação com a Ômicron será abordada, com Powell avaliando que a nova cepa representa riscos para o seu duplo mandato de pleno emprego e estabilidade de preços para ambas as direções.


Nikkei 225: CSI 300: Stoxx 600: S&P Futuro: DXY: Juro T10: N/A (feriado) Petróleo:
-1,63%;
27.821
-0,40%;
4.832
-1,37%;
460,86
-1,11%;
4.604

-0,67%;
95,69

1,43% a.a.
-9,8 BPS;
-2,53%;
US$ 71,34/barril


AGENDA INTERNACIONAL
07h00 – Z. do euro – Flash CPI (nov): +4,9% a/a (est.: +4,4% a/a) – Eurostat
11h00 – EUA – Preços residenciais (set) – S&P
12h00 – EUA – Discurso Jerome Powell – Fed
12h00 – EUA – Confiança do consumidor (nov) – Conference Board
22h45 – China – PMI industrial (nov) – Caixin

HEADLINES

VALOR Congresso Nacional aprova projeto que viabiliza emendas de relator. O Congresso aprovou ontem o projeto de resolução que viabiliza o pagamento de emendas de relator, que foi suspenso pelo Supremo Tribunal Federal. O projeto estabelece um teto anual de quase R$ 17 bilhões em 2022. para as emendas de relator (RP-9) ao Orçamento, que proporcionaram a indicação de bilhões de reais sem identificação de seus autores em 2020 e 2021. A proposta passou no Senado por apenas dois votos. Votaram a favor 34 senadores e se manifestaram contra 32. Entre os deputados o placar foi elástico. O projeto recebeu 268 votos favoráveis e 31 contrários. O projeto visa reverter a decisão do Supremo que desde o dia 6 suspendeu a execução desses recursos. Em sua decisão liminar, depois referendada pela maioria da Corte, a ministra Rosa Weber disse que a falta de detalhes sobre valores e parlamentares beneficiados contrariava o princípio de transparência e determinou a divulgação dessas informações. 

VALOR Pacheco indica que reformas tributária e do Imposto de Renda devem ficar para 2022. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), indicou hoje que tanto a reforma tributária quanto a reforma do Imposto de Renda (IR) podem ficar apenas para o ano que vem. Além disso, ele admitiu que há “resistência” dentro do Congresso em relação à reforma administrativa. O motivo é a proximidade das eleições de 2022. O senador mineiro falou sobre esses assuntos durante participação em evento promovido pela Federação da Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap) e outras entidades. O primeiro assunto abordado por ele foi a reforma tributária, que, segundo Pacheco, enfrenta um “problema de timing”. “Me parece que a reforma tributária mais correta é a da PEC 110, que torna clara questão do recebimento de impostos. Há um problema de timing e eu quero muito que o presidente da CCJ possa entender a importância da PEC para o Brasil. Seja agora ou seja no ano que vem, a PEC 110 é o caminho para a reforma tributária no Brasil”, explicou. 

FOLHA Dívida pública ficará acima de nível pré-Covid por ao menos 10 anos. O endividamento do governo vai se manter acima do nível pré-Covid por ao menos mais dez anos, de acordo com projeções do Tesouro Nacional. A previsão é que a dívida líquida do setor público (a DLSP), que representou 54,6% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019, encerre 2021 em 58,3% e continue em elevação até chegar a 68,2% em 2030. A elevação gradativa é motivada por fatores como a perspectiva de juros mais altos e de um maior tempo de déficit nas contas públicas, o que demandará um esforço fiscal maior caso se queira reduzir o endividamento ao longo dos anos. O Ministério da Economia trabalhava com projeções internas nos últimos meses que apontavam superávit no resultado do governo em 2023, mas a perspectiva de mais gastos (inclusive pela flexibilização no pagamento dos precatórios) vão adiar a volta dos resultados no azul. Agora, a previsão é de superávit apenas em 2024 —completando um ciclo de 12 anos de déficit.   

FOLHAAuxílio Brasil ampliado pela Câmara custa mais R$ 10 bi para governo. O programa social Auxílio Brasil, cuja proposta foi criada pelo governo e modificada pela Câmara dos Deputados, eleva para 20 milhões o número de famílias com direito aos recursos e deve pressionar ainda mais o Orçamento de 2022. A previsão faz parte de estimativas preliminares da Consultoria de Orçamento da Casa repassadas ao relator do projeto, deputado Marcelo Aro (PP-MG). A elevação coloca em xeque a intenção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de conceder um valor mínimo de R$ 400 a cada lar, já que o teto de gastos em 2022 já estava praticamente no limite mesmo considerando a expansão via PEC (proposta de emenda à Constituição) dos Precatórios. Os números requisitados pelo presidente combinados com o novo público elevariam a demanda de recursos para o Auxílio Brasil em 2022 em cerca de R$ 10 bilhões além do previsto —para R$ 96 bilhões no total. O aumento do público ocorreu porque a Câmara elevou a linha de pobreza, usada para definir quem tem direito aos recursos. 

ESTADÃO Refis vira moeda de troca para a aprovação da PEC dos Precatórios. Parado na Câmara depois de aprovado pelo Senado em agosto, o novo Refis se transformou em moeda de troca para a aprovação da PEC dos Precatórios. A reabertura do programa para parcelamento de dívidas tributárias pode perdoar até R$ 60 bilhões em débitos, segundo apurou o Estadão. O projeto não deverá ir a votação enquanto a PEC, que abre espaço no Orçamento para bancar o Auxílio Brasil e outros gastos, não for aprovada pelos senadores. O Refis é uma promessa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), segurou o projeto depois que o Senado travou a votação da reforma do Imposto de Renda. O combinado era que o Senado aprovaria o novo IR para que a Câmara desse aval ao Refis. Lideranças do governo cobram do senador apoio à PEC e pedem a empresários que pressionem pela votação do texto nesta semana, com o argumento de que não haveria recursos para bancar a prorrogação da desoneração da folha de 17 setores que mais empregam. Em resposta, Pacheco disse na segunda que a PEC deve ser votada pelo plenário da Casa na quinta-feira. 

ESTADÃOBrasil pode até ter passado vergonha na COP-26, mas o setor financeiro deve passar ao largo dela. O Brasil vive, aos olhos da comunidade internacional, um dos seus piores momentos. Como se não bastasse, vergonha adicional surgiu nos números recordes do desmatamento da Amazônia, escamoteados numa tentativa inútil de evitar mostrar um sabido descaso, senão incompetência. Mas, se o governo falha fragorosamente também nesse tema, há bons ventos vindos do setor privado lá e cá. A Conferência de Mudança Climática em Glasgow (COP-26) deixou avanços e perspectivas a serem comemoradas. Em particular, os resultados do Dia de Finanças, que colocou a indústria financeira sob os holofotes nas questões climáticas. Em postura positiva e proativa, a mensagem foi a de que há recursos e ambição. E há um papel de liderança que poderá ser desempenhado pelas instituições financeiras – tanto tradicionais quanto desafiadoras. Assim como em outras vezes em que iniciativas de impacto econômico e social foram lideradas por essa indústria, é a vez agora do tema ambiental. 

GLOBOMesmo com PEC dos Precatórios, União pode enfrentar R$ 4,8 tri em novas cobranças. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios foi apresentada pelo governo em agosto, depois de o ministro da Economia, Paulo Guedes, descobrir um “meteoro” que afetaria as contas públicas: o pagamento de R$ 89,1 bilhões devido a sentenças judiciais em 2022, alta de 62% sobre este ano. Mas o projeto, que pode ser votado hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, não resolve o fluxo futuro dos precatórios, que, segundo levantamento da Advocacia Geral da União (AGU), pode somar R$ 4,8 trilhões nos próximos anos, a depender do ritmo do Judiciário. Entre os 14 maiores credores da União, há estatais e prefeituras. Só a Petrobras tem um precatório de R$ 2,672 bilhões e outro de R$ 196,6 milhões, um total de R$ 2,868 bilhões a receber. O potencial de decisões judiciais a serem pagas foi obtido pelo monitoramento que a AGU faz dessas despesas. Para aprovar a PEC, senadores cobram uma comissão parlamentar para acompanhar ações judiciais contra a União — um trabalho similar ao realizado pela AGU, que desde 2016 monitora, trimestralmente, os casos na Justiça. 

GLOBOPacheco diz que votação da PEC dos Precatórios deve ocorrer na próxima quinta. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu, nesta segunda-feira, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios apresentada pelo governo. Segundo Pacheco, esta é a “solução possível” para viabilizar o programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, sem furar o teto de gastos públicos. Durante evento promovido por empresários paranaenses, ele também disse que a PEC deve ser votada em plenário na próxima quinta-feira. Após ser aprovada pela Câmara dos Deputados, a PEC tem previsão de ser apreciada amanhã, com algumas modificações, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Na semana passada, o relator da matéria, Fernando Bezerra (MDB-PE), apresentou o seu parecer ao colegiado, mas em seguida parlamentares insatisfeitos com o texto pediram ‘vista’, ou seja, mais tempo para análise, o que adiou a votação para esta semana. Pacheco destacou que tem “compromisso e senso de urgência com essa questão” da PEC dos Precatórios. Ele também rebateu críticas do Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculado ao Senado, contra a proposta em análise na Casa.   



AGENDA BRASIL
09h00 – PNAD-Contínua (set) – IBGE
09h30 – Resultado primário do setor público (out) – BCB
10h00 – IIE-Br: Indicador de incerteza da economia (out) – FGV Ibre
11h30 – Leilão tradicional (NTN-B) – Tesouro
15h30 – Caged (out) – SEPT

E OS MERCADOS HOJE?
Mercados globais voltam a amanhecer sob pressão, com investidores avaliando o noticiário em torno da nova variante sul-africana da covid-19 após índices acionários esboçarem uma recuperação nesta segunda-feira. No Brasil, além da cautela com o vírus, o mercado se prepara para a tentativa do governo de votar a PEC dos Precatórios na CCJ, além de uma agenda econômica que traz os dados de emprego da PNAD (9h) e do CAGED (15h30), o resultado primário do setor público (9h30) e um leilão de NTN-Bs do Tesouro. Desta forma, frente à forte pressão sofrida pelos ativos de risco nesta manhã, esperamos uma abertura de viés negativo para ativos locais, que também deverão seguir condicionados aos novos desenvolvimentos da pandemia.


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 102.954 (+0,71%)
BRL/USD: 5,61 (+0,25%)
DI Jan/27: 11,71% (-13 bps)
S&P 500: 4.655 (+1,32%)


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