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Guide Mercados Hoje: Balanços seguem roubando a cena no exterior

Tempo de leitura: 12 minutos

No Mercados Hoje falamos sobre a abertura do mercado e listamos os principais acontecimentos do noticiário e da agenda econômica no dia.

Confira o relatório de 26 de outubro de 2021!

Mercados Globais:

Bolsas internacionais estão amanhecendo em terreno predominantemente positivo, com bolsas europeias e índices americanos no verde após uma sessão mista na Ásia. Assim como tem sido nas últimas sessões, na falta de grandes novidades no cenário para os mercados, investidores têm focado suas atenções em uma temporada forte de resultados corporativos na Europa e nos EUA, deixando no pano de fundo o receio com a inflação e as suas possíveis implicações para a política monetária nas economias desenvolvidas. Neste ambiente de menor aversão ao risco, também verificamos a estabilidade dos juros futuros americanos e uma leve queda do dólar (DXY) frente aos seus principais pares. Hoje, a agenda de balanços vem forte, com 3M e GE antes da abertura e AMD, Alphabet (Google), Microsoft, Twitter e Visa após o fechamento em NY.

Do outro lado do mundo, o governo chinês mantém a sua política de tolerância zero contra a covid-19, instaurando novos lockdowns focalizados ao redor do país de forma a prevenir um novo surto da variante Delta. Na esteira deste movimento, commodities têm uma manhã menos favorável.


Nikkei 225: CSI 300: Stoxx 600: S&P Futuro: DXY: Juro T10: Petróleo:
+1,77%
29.106
-0,33%;
4.963
+0,53%;
474,74
+0,43%;
4.586

-0,12%;
93,69

1,63% a.a.
-0,6 bps
+0,20%;
US$ 85,34/barril

AGENDA INTERNACIONAL
10h00 – EUA – Preços residenciais (ago) – S&P
11h00 – EUA – Vendas de novas moradias (set) – C. Bureau
11h00 – EUA – Confiança do consumidor (out) – Conference Board
11h00 – EUA – Sondagem industrial (out) – Fed (Richmond)
14h00 – EUA – Leilão de títulos (2 anos) – Tesouro
22h30 – China – Lucros totais da indústria (set) – NBS


HEADLINES

VALOR Governo avalia projeto para vender Petrobras. No mesmo dia em que foi anunciado um novo aumento da gasolina e do diesel já a partir de hoje e o mercado piorou suas estimativas para a economia em 2022, o governo Jair Bolsonaro ventilou a possibilidade de mandar um projeto de lei ao Congresso pedindo autorização para privatizar a Petrobras. Logo de manhã, em entrevista a uma rádio de Mato Grosso do Sul, foi o próprio Bolsonaro quem alimentou o noticiário, ao dizer que a privatização da Petrobras havia “entrado no radar”. “Isso entrou no nosso radar. Mas privatizar qualquer empresa não é, como alguns pensam, pegar a empresa, botar na prateleira e amanhã quem dá mais leva embora”, afirmou o presidente. Mais tarde, a CNN Brasil divulgou que o governo estudava um projeto de lei para vender ações da estatal em quantidade suficiente para ceder seu controle à iniciativa privada, mas limitando a participação de cada acionista ou bloco de acionistas ao limite máximo de 10%. A União também preservaria uma “golden share” (ação de classe especial que garante poder de veto em decisões estratégicas da empresa). 

VALOR Cenário fiscal leva a corte nas projeções do PIB. Estimativas para 2022 sugerem recessão técnica e parte dos economistas acredita em queda do indicador. Após uma semana em que a percepção de ruptura do regime fiscal se propagou, uma nova onda de revisões para o Produto Interno Bruto (PIB) joga as estimativas para a economia de 2022 para a estagnação, com crescimento próximo de zero. Algumas das novas projeções apontam até retração no ano ou embutem uma recessão técnica, caracterizada quando há dois trimestres consecutivos com queda de PIB. O panorama de alguns economistas para o ano que vem inclui um possível quadro de estagflação, um cenário que combina recessão e inflação. O Itaú Unibanco anunciou ontem revisão com projeção de retração de 0,5% para o PIB de 2022. A estimativa anterior do banco era de expansão de 0,5%. Também ontem o J.P. Morgan e a MB Associados zeraram a perspectiva de crescimento econômico para o ano que vem, ante estimativas anteriores de alta de 0,9% e 0,4%, respectivamente. Na semana passada, a ASA Investments fez um corte 1,1 ponto percentual na sua estimativa e reduziu de 1,5% para 0,4% a taxa esperada de alta do PIB para o ano que vem.  

FOLHA Resistência cresce, e PEC dos Precatórios pode travar no Senado. Líderes partidários e técnicos dizem que, como está, a PEC dos Precatórios não deverá passar no Senado. Aprovada em comissão da Câmara na semana passada, a proposta propõe um drible no teto de gastos para garantir mais recursos no Orçamento e viabilizar o plano do governo de elevar a R$ 400 o Auxílio Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família. Políticos avaliam que a reação negativa do mercado ao texto, que viu na ideia uma burla ao ajuste fiscal, mudou o cenário, que antes era positivo para a PEC. Na Câmara, a ideia de Arthur Lira (PP-AL) é levar o texto à análise do plenário ainda nesta semana. O assunto mexeu na bolsa e no dólar e deixou Paulo Guedes (Economia) em situação delicada. 

FOLHA CPI pede banimento de Bolsonaro de redes sociais e 10 novos indiciamentos. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) e os membros do grupo majoritário da CPI da Covid decidiram incluir no relatório final da comissão um pedido de medida cautelar ao STF (Supremo Tribunal Federal) para que o presidente Jair Bolsonaro seja banido das redes sociais. A medida ainda precisará ser aprovada pelo colegiado durante a votação do documento, prevista para esta terça-feira (26).Além de estar presente no documento final, a comissão vai votar um requerimento em separado para enviar a medida cautelar ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news. Os membros do grupo majoritário também decidiram acrescentar a proposta de indiciamentos de 10 novas pessoas por seus crimes durante a pandemia do novo coroanvírus. Com isso, o relatório final vai propor o indiciamento de 76 pessoas e duas empresas (Precisa Medicamentos e VTCLog. Mais cedo, Renan já havia dito que pediria a inclusão de pelo menos oito pessoas no relatório, que já estariam com nomes pacificados entre os senadores.  

ESTADÃO Relator faz manobra para alterações no Imposto de Renda valerem já em 2022. O relator da proposta que altera o Imposto de Renda (IR), senador Angelo Coronel (PSD-BA), antecipou ao Estadão que pretende separar o aumento da faixa de isenção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) do texto principal. A manobra pode dar mais agilidade para que a proposta seja votada antes do final do ano e a nova tabela entre em vigor em janeiro de 2022. A correção da tabela do IRPF é a parte do projeto que tem amplo apoio dos parlamentares. Uma das possibilidades é o aumento da faixa de isenção dos atuais R$ 1,9 mil para R$ 3 mil, com a correção das demais faixas. A atualização do limite de isenção pode gerar uma perda de arrecadação de cerca de R$ 15 bilhões. Pelo projeto aprovado pela Câmara, a isenção passa a ser para todos os contribuintes que ganham até R$ 2,5 mil. Os valores das demais faixas do IR também serão reajustados, em menor proporção. A atualização nesse patamar isenta 5,6 milhões de novos contribuintes. Com isso, os isentos passariam dos atuais 10,7 milhões para 16,3 milhões.   

ESTADÃOFolga em 2022 é incógnita e há desconfiança se novo teto basta ou nasce estourado. Dias após a aprovação de uma mudança no teto de gastos pela comissão especial na Câmara dos Deputados, o valor exato do espaço extra que o governo terá para gastar em 2022, ano eleitoral, ainda é uma incógnita. Enquanto simulações internas do governo apontam uma folga de R$ 83,6 bilhões, no mercado as contas indicam uma diferença ainda maior, passando dos R$ 90 bilhões. Em qualquer um dos cenários, há desconfiança sobre se o valor será suficiente para acomodar toda a “lista de espera”, ou se o novo teto já nasce estourado. No radar de riscos está a possibilidade de o Congresso querer ampliar ainda mais o valor do Auxílio Brasil, dos R$ 400 mensais acertados pelo governo para R$ 500 ou até R$ 600. Essa ideia segue viva entre parlamentares, embora integrantes da equipe econômica vejam instrumentos para impedir a investida. Uma possível trava seria o fato de a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que vai mexer no teto já ter sido aprovada na comissão especial. No plenário, o regimento permite alterações apenas supressivas ou feitas a partir do texto original (que tratava apenas dos precatórios, como são conhecidas as dívidas judiciais da União) ou de emendas apresentadas pelos congressistas. Nenhuma proposta de mudança abordou o teto de gastos.  

GLOBO ‘Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos’, diz Guedes, em defesa da privatização da estatal. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil precisa “tirar o petróleo” do subsolo rapidamente para usar os recursos em investimentos, educação e tecnologia antes que a Petrobras passe a valer nada. Isso, referiu-se o ministro, porque o mundo caminha no sentido da descarbonização de fontes de energia até 2050. Na defesa pela venda da estatal, ele ainda destacou uma fala recente do presidente Jair Bolsonaro sobre o governo estudar a privatização, para justificar a forte alta nos papeis da companhia na Bolsa nesta segunda-feira. — A Petrobras vai valer zero daqui a 30 anos. E o que nós fizemos? Deixamos o petróleo lá embaixo com um monopólio, uma placa de monopólio estatal em cima. O objetivo é tirar esse petróleo o mais rápido possível e transformar em educação, investimento, treinamento, tecnologia — afirmou durante evento de lançamento do Plano de Crescimento Verde nesta segunda-feira. 

GLOBOCPI da Covid chega ao último capítulo e deve aprovar relatório que responsabiliza Bolsonaro e ministros por diversos crimes. Após seis meses de trabalho, a CPI da Covid chega nesta terça-feira ao que deve ser o seu último capítulo de suas atividades no Legislativo, com a apreciação do relatório do senador Renan Calheiros (MDB-AL). A tendência é que o parecer seja aprovado, já que o relator integra o grupo majoritário do colegiado, o chamado G7. Durante a sessão, os 11 titulares da CPI votarão nominalmente se aprovam ou rejeitam o relatório. Antes, eles também vão apreciar eventuais pareceres alternativos, que podem ser protocolados por qualquer membro do colegiado. Os governistas deverão levar à votação um relatório paralelo, em contraposição ao de Renan. O presidente Jair Bolsonaro foi enquadrado em nove crimes, como epidemia com resultado de morte e crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio e perseguição. As principais acusações versam sobre atrasos na aquisição de vacinas contra a covid-19 e falhas em ações de enfrentamento à pandemia. 


AGENDA BRASIL
05h00 – IPC (3ª quadrissemana de outubro) – Fipe
08h00 – INCC-M (out) – FGV Ibre
08h00 – Sondagem da construção (out) – FGV Ibre
09h00 – IPCA-15 (out) – IBGE
09h30 – Estatísticas do mercado aberto (out) – BCB
11h30 – Leilão tradicional (NTN-B) – Tesouro
15h00 – Caged: Emprego Formal (set) – SEPT
15h30 – Arrecadação Federal (set) – RF

E OS MERCADOS HOJE?
Mercados globais estão amanhecendo em tom positivo, com investidores avaliando mais uma rodada de balanços corporativos em dia de agenda econômica morna nos EUA. No Brasil, o mercado registrou sessão de recuperação após quedas da semana passada e anúncio da intenção do governo de privatizar a Petrobras, mas a deterioração da percepção com o fiscal e uma agenda econômica movimentada (hoje, saem o IPCA-15 de outubro e o Caged de setembro) ameaçam promover novas sessões de maior apreensão na semana. Para amanhã, o mercado já passa a precificar uma alta de 150 bps da Selic, além de um juro nominal de 2 dígitos no fim do ciclo de alta. Para hoje, esperamos uma abertura de viés neutra/positiva para ativos de riscos locais, que, apesar de poderem seguir se beneficiando do quadro técnico favorável e noticiário mais ameno, não deverão ter ímpeto para uma recuperação mais robusta.


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 108.714 (+2,28%)
BRL/USD: 5,55 (-1,27%)

DI Jan/27: 11,83% (+2 bps)
S&P 500: 4.566,48 (+0,47%)

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


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