Guide Mercados Hoje: China volta a promover cautela

Tempo de leitura: 9 minutos

No Mercados Hoje falamos sobre a abertura do mercado e listamos os principais acontecimentos do noticiário e da agenda econômica no dia.

Confira o relatório de 24 de setembro de 2021!

Mercados Globais:

Após uma sessão de otimismo com o crescimento econômico global impulsionar bolsas e os juros futuros das economias desenvolvidas nesta 5ªfeira, ativos de risco caminham para fechar a semana com tom mais cauteloso.

Sustentado o ambiente de incerteza, o não pagamento dos cupons de dívida com vencimento ontem pela Evergrande manteve investidores na ponta dos pés sobre a situação envolvendo a empresa, na medida em que a possibilidade de um maior contágio para o setor imobiliário do país segue sob avaliação. Nesta mesma direção, o governo chinês voltou a promover uma maior volatilidade nos mercados ao anunciar que transações com criptomoedas estão proibidas, dando início a um novo sell-off da classe de ativos.

Na fronte monetária, reagindo à sinalização do Banco da Inglaterra de que poderá subir os juros ainda este ano, taxas futuras dão sequência ao movimento de forte abertura iniciado ontem na Europa. Enquanto isso, do outro lado do atlântico, o mercado aguarda um novo discurso de dirigentes do Fed (Powell, Bowman e Clarida) sobre o movimento de recuperação econômica dos EUA.


Nikkei 225: CSI 300: Stoxx 600: S&P Futuro: DXY: Juro T10: Petróleo:
+2,06%
30.249
-0,08%
4.849
-0,83%
463,64
-0,34%
4.434

+0,14%
93,16

1,41% a.a.
(-0,4 bps)
-0,17%
US$ 77,11/barril

AGENDA INTERNACIONAL
11h00 – Vendas de novas moradias (ago) – C. Bureau
11h00 – Discurso J. Powell – Fed


HEADLINES

VALOR Comissão aprova reforma apenas para futuros servidores públicos. Sem incluir juízes e promotores, a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou ontem por 28 votos a 18 a reforma administrativa proposta pelo governo. Após mudanças no texto, como a manutenção da estabilidade para todos os servidores, apenas os partidos de oposição, o PV, o Patriota, o Avante e o Solidariedade votaram contra o parecer. Até o fechamento desta edição, ainda faltava a análise de parte das emendas dos partidos.

VVALOR Temor de auxílio de R$ 400 eleva pressão por precatórios e IR. Temendo que se intensifiquem pressões que surgem para renovação do atual auxílio emergencial em um valor de R$ 400, a área técnica do governo corre para tentar resolver em menos de um mês as questões pendentes sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos precatórios (dívidas de decisões judiciais) e a reforma do Imposto de Renda. A fórmula “Auxílio Brasil = Precatórios + Reforma do IR” é um dos mantras utilizados por técnicos do governo no esforço de convencer o Congresso e acelerar o processo, garantindo que o sucessor do Bolsa Família esteja pronto para funcionar em novembro.

FOLHA Governo prepara ‘programa de crescimento verde’ para investidores, mas Economia pediu regras ambientais frouxas. Alvo recorrente de críticas pela condução da agenda ambiental no país, o governo está preparando um conjunto de medidas, batizado de “Programa de Crescimento Verde”, a ser apresentado a investidores. No entanto, documentos do governo mostram que o Ministério da Economia sugeriu ao Ministério do Meio Ambiente alterações em normas para afrouxar regras ambientais em uma iniciativa para redução do custo Brasil.

FOLHA Crise elétrica eleva custos de parte do setor de mineração no Brasil, diz Ibram. arte da indústria de mineração tem sofrido forte aumento nos custos diante da alta nos preços da eletricidade no Brasil, com a crise elétrica, afirmou à Reuters o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que vê ainda riscos de impactos na produção mineral, caso o cenário se agrave. O país vive a maior seca em mais de 90 anos em reservatórios de hidrelétricas —principal fonte geradora de energia no Brasil. Para lidar com o problema, o governo federal tem acionado térmicas mais caras e importações, além de outras medidas que impulsionaram os preços.

ESTADÃO Sem um plano B para viabilizar o pagamento do Auxílio Brasil de R$ 300 em 2022, o governo já trabalha com a possibilidade de uma nova prorrogação do auxílio emergencial, caso a PEC dos Precatórios e a reforma do Imposto de Renda não sejam aprovadas pelo Congresso Nacional nas próximas semanas. De acordo com fontes à frente das negociações com o Parlamento, o espaço no teto de gastos via PEC dos Precatórios e a fonte de financiamento via taxação de dividendos na reforma do IR é a única equação possível para garantir o reforço do Bolsa Família – batizado de Auxílio Brasil – dentro das regras fiscais. E não se imagina que a gestão do presidente Jair Bolsonaro manterá o valor atual do programa social em meio a uma inflação de alimentos nas alturas.

ESTADÃOBrasil pode atrair R$ 3,6 trilhões em investimentos sustentáveis, mostra estudo. O Brasil pode atrair investimentos externos na retomada econômica pós-pandemia, em especial do Reino Unido, se optar por projetos de infraestrutura sustentáveis e limpos. Estudo do Programa de Investimentos Verdes no Brasil (BGFP, na sigla em inglês), identifica a necessidade de R$ 3,6 trilhões em obras de infraestrutura com esse viés no Brasil nos próximos 20 anos e lista o que o Brasil precisa fazer para atrair investidores.

GLOBO Metade das empresas que fizeram IPO em 2021 já valem menos que na estreia na Bolsa. O salto no número de investidores na Bolsa, em um ambiente de juros baixos, levou muitas empresas a buscarem o mercado de renda variável para obter recursos. No meio do caminho, porém, estavam uma inflação persistente, turbulências políticas sem fim, um meteoro em dívidas judiciais a serem pagas — e até aqueles juros baixos passaram a subir. Foi uma combinação para as novatas da Bolsa. Segundo levantamento da Economatica feito a pedido do GLOBO, das 46 companhias que fizeram ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) este ano, 23 tiveram redução em seu valor de mercado, quando se compara o fechamento de ontem com o dia da abertura de capital.

GLOBO Pacheco indica que não dará preferência à reforma do Imposto de Renda no Senado. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), indicou que não vai abrir mão de pautar a reforma tributária que já tramita na Casa em detrimento da prioridade que o governo quer para a mudança nas regras do Imposto de Renda. Nesta quinta-feira, o senador afirmou que a proposta de reforma tributária pode tramitar em paralelo à reforma do Imposto de Renda, aprovada recentemente pela Câmara e defendida como prioritária pelo governo. Para Pacheco, as matérias “não se excluem”. Defensor de uma reforma do sistema tributário mais ampla, ele enfatizou que o Senado tem boa vontade com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 110/2019, que trata do assunto.


AGENDA BRASIL
08h00 – Sondagem do consumidor (set) – FGV Ibre
09h00 – IPCA-15 (set) – IBGE
09h00 – IPP da Indústria (ago) – IBGE
09h30 – Estatísticas do setor externo (ago) – BCB

E OS MERCADOS HOJE?
Mercados globais estão voltando a amanhecer em tom positivo, com investidores ainda reagindo a um Fed mais flexível com relação ao início do tapering. No pano de fundo, a situação da gigante Evergrande na China se mantém como ponto de atenção para investidores. No Brasil, o mercado deve reagir ao Copom, que confirmou a alta de 1.p.p. da Selic sinalizada por RCN e levou a taxa básica de juros ao patamar de 6,25% a.a. Adicionalmente, o comunicado já previu a continuidade do processo de aperto monetário no atual ritmo nas últimas reuniões do ano – o que implicaria uma Selic a 8,25% a.a. no fim de 2021 –, sem descartar a possibilidade de a Selic continuar adentrando território Mercados globais estão caminhando para fechar a semana em tom mais negativo, com investidores acompanhando a manutenção das incertezas na situação envolvendo a Evergrande e após o governo chinês banir transações com criptomoedas no país. No Brasil, as atenções se voltarão à divulgação do IPCA-15 de setembro, que deve trazer nova leitura recorde, após o BCB reforçar a manutenção do ritmo de alta da Selic para novembro no seu último comunicado. Tendo tudo isso em vista, esperamos uma abertura de viés negativo para a bolsa local, que, na falta de catalizadores locais positivos, deve acompanhar a piora de sentimento externa.


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 112.282,3 (+1,84%)
BRL/USD: 5,29 (+0,38%)

DI Jan/27: 10,16% (-9,0 bps)
S&P 500: 4.395,63 (+0,95%)

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


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