Guide Mercados Hoje: FED flexível e COPOM consistente estabelecem o tom da abertura

Tempo de leitura: 10 minutos

No Mercados Hoje falamos sobre a abertura do mercado e listamos os principais acontecimentos do noticiário e da agenda econômica no dia.

Confira o relatório de 23 de setembro de 2021!

Mercados Globais:

Ativos de risco estão iniciando mais um dia em tom predominantemente positivo, com bolsas europeias e índices futuros de NY Ativos de risco internacionais estão ensaiando uma nova sessão positiva, com investidores ainda reagindo à sinalização mais “flexível” do Fed com relação à retirada dos estímulos monetários após mais uma reunião do de política monetária. Na ocasião, apesar do BC reforçar que o início do tapering estaria próximo, o FOMC manteve a medida condicionada à trajetória da economia americana nos próximos meses – com ênfase no mercado de trabalho –, deixando a porta aberta para sustentar os estímulos nos níveis atuais por mais tempo caso seja necessário.

Paralelamente, a situação financeira da Evergrande continua promovendo um maior grau de cautela, impedindo ganhos maiores até o momento. Nesta fronte, investidores seguem acompanhando a movimentação do governo chinês: de um lado, o PBoC (BC chinês) voltou a realizar uma injeção generosa de liquidez no mercado de dívida de curto prazo (US$ 17 bi) enquanto Pequim instruiu a companhia a evitar um default nos próximos pagamentos de coupons, buscando acalmar investidores. Do outro, o governo chinês também já notificou governo locais para se prepararem para a eventual quebra da companhia, acendendo um alerta vermelho no que diz respeito à possibilidade de um maior contágio do setor imobiliário e da economia chinesa como um todo.


Nikkei 225: CSI 300: Stoxx 600: S&P Futuro: DXY: Juro T10: Petróleo:
N/A (feriado)
29.639
+0,65%
4.853
+0,82%
467,00
+0,50%
4.418

-0,25%
93,21

1,33% a.a.
(-0,5 bps)
-0,66%
US$ 75,69/barril

AGENDA INTERNACIONAL
05h00 – Z. do Euro – Flash PMI (set): 56,1 (ant.: 59,0) – IHS Markit
08h00 – R. Unido – Decisão de taxa de juros – Bank of England
09h30 – EUA – CFNAI (ago) – Fed (Chicago)
09h30 – EUA – Pedidos de auxílio desemprego (17-set) – DoL
10h45 – EUA – Flash PMI (set) – IHS Markit
11h00 – EUA – Indicadores antecedentes (ago) – C. Board 
12h00 – EUA – Sondagem Industrial (set) – Fed (Kansas City)
13h00 – Flow of funds (2T21) – Fed


HEADLINES

VALOR Relator rejeita retirar precatórios do teto de gastos. Escolhido ontem como relator da proposta de emenda constitucional (PEC) dos precatórios, o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que trabalhará para que o teto de gastos seja respeitado, indicou que não concorda com a sugestão do vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), de excluir essas dívidas do teto e criticou estudo que a sugestão do governo para adiar esses pagamentos poderá gerar um passivo de R$ 1,4 trilhão em 15 anos. A comissão especial que discutirá a PEC foi instalada ontem, com a eleição do deputado Diego Andrade (PSD-MG) como presidente e Motta – que é líder do Republicanos na Câmara – como relator. O projeto é prioridade para o governo porque dele depende a elaboração do Orçamento do próximo ano, a reformulação do Bolsa Família e crescimento de outras despesas.

VALOR FMI sugere regras complementares para teto de gastos. O teto de gastos funcionou bem para conter o aumento das despesas e sustentar a confiança dos mercados, mas as autoridades brasileiras recorreram a ações legislativas específicas para aumentar dispêndios emergenciais, em vez de cláusulas de escape formais, diz o Fundo Monetário Internacional (FMI). Na visão do Fundo, essa abordagem pode minar a previsibilidade do arranjo fiscal, com implicações sobre a confiança dos investidores. No relatório anual sobre a economia brasileira divulgado ontem, técnicos do Fundo afirmam ser necessário um arcabouço fiscal de médio prazo para complementar a regra do teto de gastos, com uma âncora de dívida explícita e cláusulas de escape específicas que definam de forma restrita as condições nas quais regras fiscais podem ser suspensas.

FOLHA Copom eleva Selic novamente em 1 ponto percentual, a 6,25% ao ano. Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central elevou novamente a taxa básica de juros —a Selic— em 1 ponto percentual, a 6,25% ao ano, nesta quarta-feira (22). No comunicado, o BC indicou que fará nova elevação na mesma magnitude na próxima reunião, no fim de outubro, o que elevaria a taxa para 7,25%. “O Copom considera que, no atual estágio do ciclo de elevação de juros, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante e, simultaneamente, permitir que o Comitê obtenha mais informações sobre o estado da economia e o grau de persistência dos choques. Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista”, afirmou o comunicado.

FOLHA Guedes resiste a desoneração de 17 setores e articula com relator medida ampla. Contrário ao projeto que renova a desoneração da folha salarial de 17 setores, o ministro Paulo Guedes (Economia) tenta articular uma proposta alternativa para que haja uma redução ampla de encargos a todas as empresas. Relator do texto que prorroga o benefício aos setores, o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) se reuniu com Guedes nesta quarta-feira (22) e debateu o tema. Sem dar detalhes, ele afirmou que a nova medida em estudo promoveria uma substituição de impostos sem aumentar a carga tributária. Embora a forma de compensação da proposta não tenha sido apresentada, Guedes avalia e defende desde o início do governo a criação de um imposto aos moldes da extinta CPMF para compensar um corte amplo em encargos trabalhistas.

ESTADÃOPagamento de precatórios pode incluir imóveis da União, ações de estatais e até barris de petróleo, O acordo para a nova proposta de pagamento dos precatórios devidos pela União vai exigir a montagem de uma grande mesa de negociação de ativos que o governo quer dar em troca da quitação de R$ 50 bilhões de dívidas judiciais. Esses precatórios ficarão fora do teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação, e não serão pagos à vista, mas poderão ter a quitação acelerada mediante acerto entre as partes. Como o pagamento pode demorar sem essa negociação, a União ganha poder de barganha para obter acordos que hoje são considerados não atrativos, já que o credor receberá os recursos em dia sob qualquer hipótese. Diferentemente de Estados e municípios, o governo federal até hoje pagou em dia seus precatórios.

ESTADÃOGovernadores avançam na criação do consórcio Brasil Verde; veja 10 metas. Resposta dos Estados à política ambiental de Jair Bolsonaro, o consórcio Brasil Verde ganha corpo. Governadores debatem a minuta de criação do grupo e estabelecem objetivos, boa parte deles ligada à “economia verde”. Estimular o Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE) e implementar uma política de incentivo à inovação com menos impacto ambiental são prioridades citadas em documento ao qual a Coluna teve acesso. Também estão nas metas um inventário das principais fontes de emissões de gases do efeito estufa no País.

GLOBO Desaprovação a Bolsonaro sobe dez pontos em sete meses e alcança 68%, diz Ipec. A desaprovação dos eleitores brasileiros ao governo Jair Bolsonaro (sem partido) subiu dez pontos percentuais em sete meses e alcançou a marca de 68%, segundo pesquisa divulgada pelo Ipec nesta quarta-feira. No último levantamento, em junho deste ano, o mandatário era desaprovado por 66% dos eleitores entrevistados e, em fevereiro, a marca era de 58%. A alta nos números negativos vem na esteira das investigações de supostos casos de corrupção envolvendo a compra de vacinas contra a Covid-19 e o avanço da CPI da Covid sobre figuras centrais do governo Bolsonaro.

GLOBO Reforma administrativa: relator apresenta novo parecer, abrindo espaço para inclusão da elite do Judiciário nas novas regras. A comissão especial da Câmara dos Deputados que analisa a proposta de reforma administrativa, começou a avaliar, nesta quarta-feira, o texto-base da proposta. Para facilitar a votação da matéria, o relator, deputado Arthur Maia (DEM-BA), apresentou um novo parecer, abrindo espaço para inclusão da elite do Judiciário nas novas regras. Isso foi feito porque em outra versão, Maia havia blindado essas categorias. O texto original do governo deixou essas categorias, consideradas carreiras de Estado, que compõem a elite do Judiciário e do Ministério Público, fora da reforma.


AGENDA BRASIL
08h00 – IPC-S (3ª quadrissemana de setembro) – FGV Ibre
11h30 – Leilão Tradicional (LTF, NTN-F e LTN) – Tesouro

E OS MERCADOS HOJE?
Mercados globais estão voltando a amanhecer em tom positivo, com investidores ainda reagindo a um Fed mais flexível com relação ao início do tapering. No pano de fundo, a situação da gigante Evergrande na China se mantém como ponto de atenção para investidores. No Brasil, o mercado deve reagir ao Copom, que confirmou a alta de 1.p.p. da Selic sinalizada por RCN e levou a taxa básica de juros ao patamar de 6,25% a.a. Adicionalmente, o comunicado já previu a continuidade do processo de aperto monetário no atual ritmo nas últimas reuniões do ano – o que implicaria uma Selic a 8,25% a.a. no fim de 2021 –, sem descartar a possibilidade de a Selic continuar adentrando território contracionista nas primeiras reuniões de 2022. Tendo tudo isso em vista, e levando em consideração que as ações do BC já estavam sendo, em grande parte, antecipadas pelo mercado, esperamos uma nova sessão de recuperação dos ativos brasileiros, que deverão seguir se beneficiando do bom humor externo na falta de novos contratempos em âmbito local.


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 112.282,3 (+1,84%)
BRL/USD: 5,29 (+0,38%)

DI Jan/27: 10,16% (-9,0 bps)
S&P 500: 4.395,63 (+0,95%)

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


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