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Guide Mercados Hoje: Agenda Americana e PEC dos precatórios dividem atenção dos investidores na semana

Tempo de leitura: 12 minutos

No Mercados Hoje falamos sobre a abertura do mercado e listamos os principais acontecimentos do noticiário e da agenda econômica no dia.

Confira o relatório de 22 de Novembro de 2021!

Mercados Globais:

Ativos de risco estão abrindo a semana em tom positivo, com investidores reagindo a novas sinalizações do que o PBoC (BC chinês) poderá começar a aliviar condições financeiras do país em breve, de forma a sustentar a retomada econômica. Bolsas operam no verde, com índices americanos oscilando em torno das máximas, enquanto os juros têm manhã de abertura, revertendo parte do fechamento da semana passada, e o dólar índice opera próximo da estabilidade. Commodities iniciam o dia sem direção única.

Nos EUA, a semana de negociações é curta, onde o feriado do Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) mantém o mercado de ações fechado na quinta-feira e a Black Friday reduz o pregão na sexta-feira. Não obstante, a agenda promete movimentar os mercados, com PMIs, uma nova leitura do PIB do 3º tri, o deflator do PCE de outubro e a ata do FOMC dentre os principais destaques na semana.

Enquanto isso, na fronte da geopolítica, as tensões se mantêm elevadas na zona do euro, onde novas informações liberadas pelos EUA seguiram sugerindo que a Rússia está se preparando para invadir a Ucrânia. O governo Russo continua negando as acusações. Vamos acompanhar…


Nikkei 225: CSI 300: Stoxx 600: S&P Futuro: DXY: Juro T10: Petróleo:
+0,09%;
29.774
+0,46%;
4.912
+0,21%;
487,07
+0,38%;
4.716

+0,06%;
96,09

1,58% a.a
+4,4 BPS
+0,24%;
US$ 79,11/barril

AGENDA INTERNACIONAL
10h30 – EUA – CFNAI: Índice de Atividade Nacional (out) – Fed (Chicago)
12h00 – EUA – Vendas de moradias usadas (out) – NAR
12h00 – Z. do euro – Confiança do consumidor – Comissão europeia
15h00 – EUA – Leilão de títulos (2 e 5 anos) – Tesouro


HEADLINES

VALOR Balanços preservam ganhos em meio à piora do cenário econômico. Apesar de um trimestre mais turbulento, com agravamento da crise macroeconômica no Brasil e no mundo que trouxe de volta os fantasmas da inflação e juros altos, as companhias brasileiras ainda apresentaram bons resultados na safra de balanços que se encerrou na última semana. Os ganhos foram expressivos não só em relação ao terceiro trimestre de 2020, um período ainda com reflexos da primeira onda da pandemia, mas também na comparação com o mesmo período de 2019. Dados de 298 companhias compilados pelo Valor Data, sem Petrobras e Vale para reduzir a distorção na amostra, mostram que o lucro líquido agregado no terceiro trimestre dobrou na comparação anual. A receita líquida aumentou 33%, enquanto os custos se elevaram em 31,8% sobre o mesmo período de 2020. A margem líquida da amostra subiu 2,7 pontos percentuais, para 7,7%. 

VALOR Após fracasso de aplicativo em prévias, Doria e Leite discordam de prazo para retomar processo. Antes da segunda reunião do dia para tentar encontrar uma solução para as prévias do PSDB, os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ambos candidatos na disputa interna para definir o candidato do partido à presidência da República em 2022, divergiram sobre o calendário para o desfecho da votação. Enquanto o paulista defendeu que a votação seja retomada no próximo domingo, o gaúcho é favorável a uma conclusão mais célere. No fim da noite de domingo, em nova reunião, o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, afirmou que só será possível ter um diagnóstico sobre o problema no aplicativo e qual será a data viável para a retomada do processo após reunião que ocorrerá na segunda-feira (22), às 14h.  

FOLHA PEC dos Precatórios gera risco de calote para aposentados e em recurso para educação. A versão da PEC dos Precatórios aprovada pela Câmara e que tramita atualmente no Senado pode afetar o pagamento de dívidas da União com aposentados e professores, entre outros grupos prejudicados pela regra que institui o calote a dívidas com sentenças judiciais. Especialistas também afirmam que pequenos credores terão dificuldade em utilizar as alternativas para recebimento desses recursos prevista na proposta. Entre elas, estão quitar débitos parcelados ou inscritos em dívida ativa, pagar outorga, comprar imóvel público, ação de estatal e direito de receitas de petróleo. Também avaliam que essas opções devem ser uma escolha do credor, e não imposição do Estado. Atualmente, a Constituição dá prioridade ao pagamento de precatórios alimentares, aqueles decorrentes de decisões da Justiça sobre salários, benefícios previdenciários, indenizações por morte ou invalidez, por exemplo. 

FOLHA Minha reeleição na Câmara não depende da reeleição de Bolsonaro, diz Lira. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirma em entrevista à Folha que seu plano de reeleição ao comando da Casa não depende da vitória de Jair Bolsonaro nas urnas em 2022. “A vida do presidente Bolsonaro é uma. A minha vida é outra”, diz, rejeitando a tese de que a manutenção de sua aliança com o Planalto possa prejudicar seu projeto político. Segundo o deputado, a filiação de Bolsonaro ao PL, de Valdemar Costa Neto, está definida e há possibilidade de o candidato a vice da chapa ser do PP. Lira avalia que a decisão da ministra Rosa Weber, do STF, de suspender a execução das emendas de relator “não é normal”. Contrariando inúmeros relatos de bastidores feitos por parlamentares, ele nega que os recursos sejam usados como moeda de troca para aprovação de temas na Casa. O deputado ainda defende que sejam estabelecidos limites e coibidos os excessos na atuação do Judiciário.     

ESTADÃO Inflação pós-pandemia é fenômeno global, mas atinge Brasil com mais força. Dados da inflação de outubro em vários países deixam claro que o problema é global. Efeitos colaterais da covid-19 sobre a economia, combinados com choques climáticos e tecnológicos explicam o quadro, segundo economistas ouvidos pelo Estadão. No Brasil, porém, as remarcações de preços são mais frenéticas – é um problema histórico da economia nacional, agravado agora pela taxa de câmbio e pela crise hídrica. Só que, desta vez, até americanos e europeus, acostumados com uma inflação baixíssima há décadas, têm motivos para preocupação. A inflação em 12 meses nos Estados Unidos é a maior desde 1990. No Reino Unido, a maior desde novembro de 2011. Na zona do euro, a maior em 13 anos. Ainda assim, o Brasil se destaca e integra o pequeno grupo das nações com inflação acumulada em 12 meses acima de dois dígitos, como mostra uma compilação do Banco de Compensações Internacionais (BIS, que é uma espécie de “banco central dos bancos centrais”). Com taxa de 10,7%, o País está no time da Argentina, com 51,7% em um ano até setembro, e da Turquia, com 19,6%, no mesmo período.  

ESTADÃOBrasil aparece na ‘lanterna’ de crescimento econômico entre países emergentes. A economia brasileira deve se ver em uma posição nada invejável em 2022, pois deve ter o pior desempenho dentre os principais países emergentes, segundo compilação feita pelo Estadão/Broadcast a partir de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) e de cinco grandes consultorias e bancos. As expectativas de cinco casas para a economia brasileira – Bradesco, Goldman Sachs, Capital Economics, Fitch Ratings e Nomura – variam de 0,8% a 1,9%. Já o FMI vê avanço de 1,5%, contra média de 5,1% do mundo emergente. Entre as nações analisadas, os piores desempenhos, após o brasileiro, são de África do Sul (2,2%) e Chile (2,5%). De qualquer forma, essas perspectivas podem ser consideradas até otimistas, uma vez que a média das expectativas dos economistas do relatório Focus, do BC, hoje está em 0,93% para o PIB. E já há bancos, como o Itaú, prevendo até retração de 0,5% no ano que vem. Economista para países emergentes da consultoria britânica Capital Economics, William Jackson diz que, de forma geral, os emergentes sofreram com a pandemia e a alta de inflação, que afetou os juros. “Mas, no Brasil, tudo isso parece um pouco mais extremo.” 

GLOBORelator quer fixar limite às emendas do orçamento secreto no Senado. Escolhido como relator do projeto de resolução que vai estabelecer novas regras das emendas que fazem parte do chamado “orçamento secreto”, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) deve propor um dispositivo que estipula um limite para a liberação desse tipo de recurso. Com a proposta, o parlamentar espera adequar o orçamento deste e de 2022 à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a execução dessa modalidade de despesa. A ideia de Castro é apresentar seu parecer sobre a matéria até a próxima quinta-feira. — Emenda de relator sempre existiu, está existindo e estou antevendo que sempre existirá. Não tenho nada do ponto de vista conceitual contrário a essas emendas. A minha crítica não é sobre qualidade, é sobre quantidade. Quantitativamente, elas estão em excesso, exorbitando o que é o comum. A primeira modificação que eu faria é uma trava, que o parecer preliminar vai estabelecer — disse Castro ao GLOBO. 

GLOBO Programas, planos e promessas de Bolsonaro para o ano eleitoral já chegam a R$ 90 bilhões. Entre projetos, programas, planos e promessas, o presidente Jair Bolsonaro vem desenhando uma espécie de pacote de bondades, com medidas de apelo popular que significarão mais gasto público em 2022, quando pretende concorrer à reeleição. As ideias aventadas vão de reajuste para servidores a um vale-gás e já somam R$ 90 bilhões, com pelo menos R$ 75 bilhões em estimativas de novas despesas para o próximo ano. Com as pressões por mais gastos no ano eleitoral, os planos dificultam fechar as contas do Orçamento de 2022, mesmo se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios for aprovada no Senado para abrir um espaço fiscal de mais de R$ 90 bilhões. Com a queda de sua popularidade, Bolsonaro passou a investir em temas que possam render dividendos eleitorais. Um deles é um auxílio mensal de R$ 400 para caminhoneiros (uma das bases do bolsonarismo) até o fim de 2022, com custo de R$ 4 bilhões. Seria uma forma de compensar a escalada do preço do diesel. 


AGENDA BRASIL
08h25 – Relatório Focus (19/nov) – BCB
15h00 – Balança comercial semanal (19/nov) – Secint
Sem hora definida – Sondagem industrial (out) – CNI

E OS MERCADOS HOJE?
Mercados globais estão iniciando a semana do Thanksgiving em tom predominantemente positivo, com investidores avaliando sinalizações de afrouxamento monetário na China enquanto se prepara para avaliar uma agenda econômica de peso nos Estados Unidos. No Brasil, a agenda da semana traz o relatório mensal da dívida pública, o IPCA-15 de novembro, estatísticas do setor externo de outubro e o Caged de outubro, enquanto investidores seguirão acompanhando os bastidores do trâmite da PEC dos Precatório no Senado. Destaque também para a decisão do banco central de elevar o compulsório dos bancos para 20% dos 17% em vigência desde março do ano passado. Desta forma, em meio a um exterior mais positivo e na ausência de notícias negativas em âmbito local, esperamos mais uma sessão de viés neutro/positivo para ativos de risco locais, que ainda deverão seguir sem fôlego para recuperar as quedas das últimas sessões.


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 103.108 (+0,67%)
BRL/USD: R$ R$ 5,61 (+0,70%)

DI Jan/27: 11,83% (-13 bps)
S&P 500: 4.697 (-0,14%)


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