Guide Mercados Hoje: Super quarta rouba a cena após novo alívio na sessão asiática

Tempo de leitura: 10 minutos

No Mercados Hoje falamos sobre a abertura do mercado e listamos os principais acontecimentos do noticiário e da agenda econômica no dia.

Confira o relatório de 22 de setembro de 2021!

Mercados Globais:

Ativos de risco estão iniciando mais um dia em tom predominantemente positivo, com bolsas europeias e índices futuros de NY em alta após uma sessão mista na Ásia.

Como destaque, a bolsa Chinesa abriu pela primeira vez na semana, reagindo à situação da Evergrande na volta de feriado. Após acumular quedas de quase 2,0%, o CSI 300 reverteu grande parte das perdas na medida que o gigante conglomerado imobiliário anunciou o pagamento de cupons de uma dívida com vencimento em 2025 nesta 5ªfeira, ajudado também pela injeção generosa de 120 bilhões de yuans realizada pelo PBoC (BC chinês) de modo a aliviar tensões no mercado financeiro local.

Seguindo a melhora de sentimento na Ásia, mercados estão ensaiando retomar um movimento de recuperação na Europa e nos EUA, onde investidores aguardam ansiosamente pela decisão de política monetária do FOMC e pela sabatina do presidente do Fed, Jerome Powell. Nesta tarde, o mercado espera que a autoridade monetária estabeleça a fundação para que o tapering tenha início ainda em 2021. Além do comunicado e das falas de Powell, o FOMC deverá divulgar o resumo de suas projeções, onde o mercado deve calibrar as expectativas com a alta de juros na maior economia do mundo através do gráfico de pontos (dot plot) – imagem que ilustra as projeções da taxa de juros para cada um dos 18 membros votantes dos FOMC.


Nikkei 225: CSI 300: Stoxx 600: S&P Futuro: DXY: Juro T10: Petróleo:
-0,67%
29.639
-0,70%
4.822
+0,63%
461,58
+0,48%
4.375

-0,01%
93,19

1,34% a.a.
(+1,2 bps)
+1,32%
US$ 75,34/barril

AGENDA INTERNACIONAL
11h00 – EUA – Vendas de moradias usadas (ago) – NAR
11h00 – Z. do Euro – Confiança do consumidor – Comissão Europeia
11h30 – EUA – Estoques de petróleo bruto – DoE
15h00 – EUA – Decisão de taxa de juros – Fed (FOMC)
15h30 – Fala de Jerome Powell – Fed


HEADLINES

VALOR Acordo por precatório avança, mas desagrada parte do Congresso. Dispostos a fortalecer o Bolsa Família no ano eleitoral de 2022, governo e Congresso chegaram a um acordo que limitará a cerca de R$ 40 bilhões o pagamento do “meteoro” dos precatórios incluído sob o teto de gastos e aceleraram a tramitação da proposta. O desenho, antecipado ontem pelo Valor Pro, foi discutido em reunião com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o ministro da Economia, Paulo Guedes, mas enfrenta resistências no Congresso. Os R$ 40 bilhões correspondem ao que foi pago em precatórios no ano de 2016, quando foi criado o teto de gastos, corrigido pela inflação. Entrariam aí as sentenças de pequeno valor.

VALOR Especialistas enxergam mais pontos negativos do que positivos em nova proposta para precatórios. Especialistas em contas públicas vêm mais aspectos negativos do que positivos no anúncio sobre o entendimento entre os presidentes da Câmara, do Senado e o ministro da Economia, acerca dos precatórios. A solução foi costurada em reunião entre Arthur Lira (PP-AL), Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Paulo Guedes nesta terça-feira (21). Interlocutores ouvidos pelo Valor apontam que, de certa forma, pode estar em preparo nova modalidade de pedalada fiscal, com ensejo ao risco de acúmulo de passivos. Mas a possibilidade de encontro de contas é vista com bons olhos, ainda que seu alcance aparentemente possa ser menor do que o imaginado pelas autoridades.

GLOBO Auxílio Brasil custará R$ 62 bi em 2022, quase o dobro do Bolsa Família. O Auxílio Brasil, novo programa social que o governo quer colocar para funcionar em novembro para ser uma das vitrines de Jair Bolsonaro no ano eleitoral, custará R$ 61,2 bilhões em 2022, segundo fontes do governo. É quase o dobro dos R$ 34,7 bilhões do orçamento do Bolsa Família este ano. O aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) adotado para viabilizar o início do novo benefício este ano e evitar restrições das leis eleitorais praticamente definiu que o valor médio do Auxílio Brasil, que vai substituir o Bolsa Família, será de R$ 300. Agora, o governo confirmou que ele atenderá a 17 milhões de famílias. Atualmente, o Bolsa Família beneficia 14,6 milhões de famílias com valor médio de R$ 189.

GLOBO Auxílio emergencial: ministro defende solução para evitar que 25 milhões de informais fiquem sem renda a partir de novembro. O ministro da Cidadania, João Roma, defendeu que o governo encontre uma solução para evitar que 25 milhões de pessoas que recebem o auxílio emergencial fiquem sem renda, a partir de novembro, quando o benefício acaba. Ele justificou que, apesar de o país estar próximo ao controle da pandemia da Covid-21, a atividade econômica ainda não consegue absorver esse contingente e as “mazelas sociais” da doença ainda persistem. Já 14,6 milhões de famílias continuarão sendo atendidas pelo programa Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família, criado na gestão petista.

ESTADÃO Acordo Lira-Pacheco-Guedes inclui parcelamento e desconto para precatórios excluídos do teto. Uma parte do pagamento dos precatórios previstos para 2022 pode ficar fora do teto de gastos, a regra que limita o crescimento das despesas públicas à variação da inflação, pelo acordo negociado entre governo e Congresso, segundo apurou o Estadão/Broadcast com lideranças que participaram das discussões e com uma fonte do governo. Pelo acerto que está sendo defendido por esses interlocutores, haveria até sete possibilidades de negociação das dívidas judiciais que seriam roladas para 2023, hoje calculadas em R$ 49,2 bilhões. Em todas elas, havendo acordo entre a União e o credor, o pagamento se daria fora do teto. Na prática, isso significa que esses precatórios poderão ser pagos no ano que vem, casa haja consenso entre as partes.

ESTADÃOAnalistas criticam discurso de Bolsonaro na ONU voltado para público interno. O discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, dia 21, teve repercussão negativa no exterior e entre observadores da política externa brasileira e parlamentares. Para eles, Bolsonaro usou sua terceira aparição na ONU mais para mandar recados a seus apoiadores internos do que para reposicionar o País no cenário internacional. O professor de Relações Internacionais Carlos Gustavo Poggio avalia que Bolsonaro fez um discurso majoritariamente voltado à política doméstica, o que é perceptível pelos temas que escolheu abordar. O presidente, afirma o acadêmico da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), ignorou a possibilidade de reposicionar a diplomacia do Brasil, diante das expectativas de moderação após substituição do embaixador Ernesto Araújo, ícone do conservadorismo, pelo chanceler Carlos França, no Itamaraty.

FOLHA Governo espera impacto limitado no Brasil de crise na China. O governo brasileiro abriu monitoramento dos possíveis efeitos gerados pela crise da Evergrande, uma gigante do setor imobiliário chinês que afetou o mercado financeiro ao redor do mundo. Em avaliação preliminar, a equipe econômica espera que o impacto no Brasil seja limitado. A Evergrande, cujo passivo é estimado em mais de US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão), informou a credores na semana passada que não conseguiria cumprir os pagamentos de juros da dívida com vencimento nesta segunda-feira (20).Técnicos do Ministério da Economia afirmam que o tema é muito delicado e ponderam que ainda é cedo para que avaliações concretas sobre os desdobramentos da crise sejam feitas.

FOLHA Guedes, Pacheco e Lira propõem limite para precatórios e brecha para pagamentos fora do teto. Os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmaram após reunião com o ministro Paulo Guedes (Economia) nesta terça-feira (21) que vão conversar com lideranças parlamentares para discutir um novo texto para a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos precatórios enviada pelo Executivo. O objetivo é criar em 2022 um limite de R$ 39,9 bilhões para o pagamento de precatórios (dívidas do Estado reconhecidas pela Justiça), dentro do teto de gastos –que impede o crescimento real das despesas. O restante programado para o ano (R$ 49,1 bilhões) seria postergado para anos seguintes, mas com a possibilidade de ser pago por meio de brechas fora do teto de gastos. 


AGENDA BRASIL
14h30 – Fluxo cambial semanal (17-set) – BCB
18h30 – Decisão de taxa de juros – BCB (Copom)

E OS MERCADOS HOJE?
Mercados globais estão iniciando mais um dia em tom de recuperação, com investidores à espera do Fed após a sessão asiática trazer um alívio parcial do receio com a situação envolvendo a Evergrande. No Brasil, o mercado segue avaliando a solução encontrada para o pagamento de precatórios, bem recebida em primeiro momento por ser uma alternativa realista – apesar de estar longe do ideal. No fim do dia, o investidor espera uma nova alta de 1 p.p. da taxa Selic, e deve buscar no comunicado mais pistas sobre os próximos passos do Copom. Desta forma, esperamos mais uma abertura de viés positivo para a bolsa brasileira, que deverá acompanhar o movimento de recuperação generalizado dos mercados, com investidores de olho em um desfecho realista para a novela dos precatórios e após as fortes perdas acumuladas nas últimas semanas. À tarde, a decisão do FOMC também promete movimentar os ativos de risco locais.


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 110.249,73 (+1,29%)
BRL/USD: 5,29 (-0,84%)

DI Jan/27: 10,26% (-28,0 bps)
S&P 500: 4.354,17 (-0,08%)

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


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