Mercados hoje | Bolsas têm manhã de acomodação e dólar opera em baixa após Powell reforçar um Fed dovish

Introdução:

Internacional

• Bolsas internacionais têm manhã de acomodação;
• Avaliação dos riscos inerentes ao quadro sanitário são balanceados contra o recente otimismo com o desenvolvimento de uma vacina;
• Jerome Powell reforça comprometimento do Fed com a recuperação da economia americana;
• Dados de inflação na zona do euro continuam apontando para dificuldades na economia da região;
• Dados do setor de construção, estoques de petróleo bruto e falas de diretores do Fed protagonizam agenda nos EUA.

Brasil

• Bolsonaro critica OMS e promete revelar países que compram madeira ilegal;
• A declaração foi feita na cúpula dos BRICS;
• Lideranças da Câmara e do Senado revelam projetos que devem ser votados em novembro;
• Estudo do Imperial College sugere que transmissão do coronavírus ganha ímpeto no Brasil;
• RCN fala em live às 10h30;
• BC abre espaço adicional para atuação no caso do ajuste das posições de overhedge dos bancos pressionar o câmbio.


CENÁRIO EXTERNO: BOLSAS TÊM MANHÃ DE ACOMODAÇÃO E DÓLAR OPERA EM BAIXA APÓS POWELL REFORÇAR UM FED DOVISH

Mercados… Mercados asiáticos encerram a sessão com desempenhos mistos, sem grandes destaques. Na zona do euro, índices de mercado europeus amanheceram oscilando entre ganhos e perdas. O Stoxx 600, índice que abrange uma gama de ativos de risco da região, registra modesta alta de 0,2% até o momento. Em NY, índices futuros também sustentam ganhos moderados, enquanto o dólar (DXY) mantém trajetória de desvalorização contra os seus principais pares. Na fronte das commodities, ativos retomam trajetória altista. O preço do petróleo (Brent crude) avança 1,0%, negociado acima dos US$ 47,00/barril.

De lado… Mercados globais ensaiam sessão de acomodação, com índices andando de lado. Em mais um dia de poucas novidades, investidores seguem balanceando expectativas, colocando de um lado o otimismo com relação a uma vacina e do outro a cautela em torno da manutenção de uma situação sanitária delicada na Europa e nos Estados Unidos. No mercado cambial, o destaque fica com o dólar (DXY), que mantém trajetória de desvalorização pelo 4º dia consecutiva na esteira da manutenção de uma perspectiva mais dovish do Fed, transmitida ontem por mais uma fala do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell.

Powell avalia o cenário… Durante entrevista com a Bloomberg, Powell fez uma avaliação cauteloso do quadro econômico nos Estados Unidos. O presidente do Fed sinalizou que vê como provável a sustentação de uma retomada robusta da economia, mas sem deixar de mencionar os riscos derivados da nova onda de contaminações. Nesta fronte, uma queda na confiança do trabalhador e do consumidor – cujos dados já começam a apontar – pode resultar na perda de fôlego da economia nos próximos meses. Com relação à vacina, Powell reconhece a boa notícia, mas avisa que a economia americana ainda terá uma longa jornada até uma recuperação completa. Assim, a mensagem transmitida foi de um otimismo cauteloso, acompanhada da garantia de que o Federal Reserve seguirá firmemente comprometido em utilizar todas as ferramentas que têm a sua disposição para sustentar a economia.

Inflação europeia… O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) voltou a confirmar um ambiente deflacionário na zona do euro, sustentando uma variação interanual (comparação com o mesmo período do ano passado) de -0,3% em outubro. Dentre as principais economias do bloco, Alemanha (-0,5%), Itália (-0,6%) e Portugal (-0,6%) registraram deflações no período, enquanto na França (+0,1%) os preços se mantiveram praticamente estáveis. O dado é mais um que corrobora as dificuldades que vêm sendo encontradas na zona do euro, além de reforçar a expectativa de que mais estímulos estão a caminho na reunião de dezembro do Banco Central Europeu.

Mais agenda… No restante do dia, o mercado avalia dados do setor de construção nos EUA, com os números de concessões de alvarás e novas construções residenciais previstos para saírem às 10h30. Logo em seguida, às 12h30 o mercado também recebe os estoques de petróleo bruto do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos. À tarde, o investidor assiste a fala de quatro diretores do Fed: J. Williams (NY), J. Bullard (St. Louis), R. Kaplan (Dallas) e R. Bostic (Atlanta).


BRASIL: BOLSONARO CRITICA OMS E PROMETE REVELAR PAÍSES QUE COMPRAM MADEIRA ILEGAL

Bolsonaro critica OMS e OMC… Durante o seu pronunciamento na cúpula do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente Jair Bolsonaro defendeu a necessidade de reformar a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) para “termos uma comunidade internacional verdadeiramente integrada”. A crítica à OMS está relacionada a sua atuação durante a pandemia e a menção da OMC está relacionada à falta de prestígio dado a propostas de redução de subsídios para bens agrícolas.

Madeira ilegal… Durante o mesmo pronunciamento, Bolsonaro também revelou a sua intenção de desmascarar os países que compram madeira extraída ilegalmente da Amazônia. A iniciativa é uma resposta às críticas da comunidade internacional à gestão ambiental do Brasil frente os incêndios na Amazônia. O Presidente da Associação de Exportadores de Madeira do Estado do Pará, Roberto Pupo, criticou a iniciativa em uma matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo. Segundo o presidente da associação, a ação vai dificultar o comércio de madeira internacional, que só é destino final para 15% da madeira ilegal brasileira; o restante é consumido pelo mercado doméstico.

Câmara e Senado definem pauta de votações… Após reunião de lideranças realizada ontem, parlamentares definiram a agenda das duas casas do Legislativo Federal para as próximas duas semanas. No Senado, projetos que tratam da transferência de recursos da União para estados e municípios (Lei Kandir), crédito para micro e pequena empresas e Lei de Falências estão entre os destaques. Na Câmara, matérias sobre a Marco legal da cabotagem e a prorrogação de contratos de trabalho por tempo determinado do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) devem ser votados. Em relação à análise de vetos por parte do Congresso, a sessão que estava prevista para hoje e deveria incluir a análise os vetos do marco do saneamento devem ser cancelada.

Dados do Imperial College…  Segundo dados divulgados ontem pelo Imperial College (Londres, Inglaterra), a taxa de transmissão do coronavírus no Brasil voltou a crescer. Desde o início deste mês, o indicador de contágio aumentou de 0,68 para 1,10. Na prática, isso significa que a transmissão do vírus vem ganhando ímpeto, já que cada pessoa doente transmite, na média, a infeção viral para 1,1 pessoas. O dado é mais uma sinalização que soa o alerta sobre a possibilidade de uma 2ª onda de infeções no país, como já ocorre na Europa e nos EUA.

Na agenda… Em mais um dia de agenda morna, o Ibre/FGV divluga o IGP-M do 2º decêndio de novembro, às 8h. Ao todo, o mercado espera uma alta de 2,75%, resultado que configura uma desaceleração com relação ao mesmo período em outubro, quando o índice havia registrado avanço de 2,92% na margem. Ainda pela manhã, as atenções dos investidores deverão se voltar a mais uma live do presidente do BC, Roberto Campos Neto, prevista para ter início às 10h30.

E os mercados hoje?… Bolsas têm manhã de acomodação na Europa e nos EUA, com investidores ponderando o recente otimismo com o desenvolvimento de uma vacina contra a manutenção de uma situação sanitária delicada. No Brasil, o mercado busca os 108 mil pontos, com o fluxo estrangeiro voltando a fortalecer a bolsa local de maneira mais expressiva nas últimas semanas. O real, que já se beneficiava da sinalização do BC de que poderia amenizar a pressão do ajuste do overhedge, também se mantém em trajetória de valorização com a manutenção do fluxo estrangeiro em terreno positivo. Não obstante, a sustentabilidade de tal movimento depende do estabelecimento de uma agenda de votação que deixe clara o comprometimento do governo com relação ao futuro das contas públicas. De qualquer maneira, o ambiente de curto prazo continua positivo, fato que poderá resultar em mais uma abertura favorável para a bolsa nesta 4ªfeira.


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 107.224 (+0,75%)
BR$/US$: 5,32 (-1,95%)
DI Jan/27: 7,43% (-4 bps)
S&P 500: 3.609 (-0,48%)

*Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg.


Jornais:

VALOR
– Índice revela as empresas líderes em inclusão racial
– Assembleia da Linx aprova a venda à Stone
– STF reafirma que plano deve ressarcir o SUS
– Covas tem 48% e Boulos, 32% no segundo turno

O GLOBO
– Covid acelera no país, e medidas de isolamento voltam a ser discutidas
– Na berlinda, ministro aposta em militares
– Cúpula do Brics: Brasil e China em lados opostos
– IPOs no país têm o melhor ano desde 2007

FOLHA DE S.PAULO
– Europa comprou madeira ilegal do Brasil, indica PF
– Privilégio em verba eleitoral ainda é de homem e branco
– Não voto supera líderes em votos em 483 cidades
– Coronavac produz anticorpos em 97% dos participantes

O ESTADO DE S.PAULO
– No Brics, Bolsonaro diz que países compram madeira ilegal do Brasil
– Flávio desviou R$ 6 milhões em rachadinha, afirma MP
– Apagão atinge todo o Estado do Amapá pela 2ª vez
– Casos de covid voltam a crescer em Paraisópolis

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