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Cotações por TradingView

Guide Mercados Hoje: Mercados globais devolvem parte dos espólios pós-Fomc enquanto o brasil reage ao Copom

5 de maio de 2022
Tempo de leitura: 6 min
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Mercados Hoje - toalha vermelha com prato de torradas, xícara e jornal com gráfico indicando crescimento
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No Mercados Hoje falamos sobre a abertura do mercado e listamos os principais acontecimentos do noticiário e da agenda econômica no dia.

Confira o relatório de 05 de Maio de 2022!

Mercados Globais:

Ativos de risco estão amanhecendo com viés predominantemente, em movimento de realização após as fortes altas que sucederam após a coletiva de imprensa pós-decisão de Jerome Powell. Enquanto bolsas europeias avançam, se beneficiando do Fed (o pregão europeu já havia encerrado antes da decisão), índice futuros de NY caem, o dólar índice ganha fôlego e os yields americanos abrem. Commodities têm manhã mista.

O mercado deve seguir cauteloso frente ao ambiente desafiador ao crescimento, mesmo após um Fed menos duro do que o esperado nesta reunião de maio, com dados de China (PMI/Caixin) e Alemanha (Pedidos à indústria) divulgados na virada de ontem para hoje reforçando esta visão. Enquanto isso, a expectativa de uma maior longevidade das restrições de oferta, sustentadas pela guerra no leste europeu e pelo abre e fecha na China, também mantém um ambiente perigoso para a inflação.

Como destaques na agenda, o investidor reage à decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BOE), que elevou a taxa de juro do país em 0,25 p.p., para 1,0% a.a., além dos dados de custo e produtividade do trabalho nos EUA.

Sobre o FOMC: Amplamente sinalizada pela grande maioria dos membros votantes do FOMC nas últimas semanas, a alta de 0,5 p.p. do Federal Funds rate não veio como surpresa para o mercado, que focou no primeiro trecho do comunicado para balizar a sua reação inicial: a abertura dos juros curtos na medida em que o texto confirmava uma visão de economia superaquecida. O documento adicional divulgado, que delineava os planos para a redução do balanço da instituição a partir de junho, também não trouxe grandes novidades. O teto para a redução será de R$ 47,5 bilhões/mês (R$ 30 bi de Treasuries e US$ 17,5 bi para MBS) pelos primeiros três meses, a partir de onde este poderá ser estendido para US$ 95 bilhões mensais (R$ 60 bi de Treasuries e US$ 35 bi para MBS) – movimento também antecipado por membros do Fed em discursos anteriores. 

Esta reação inicial, no entanto, durou pouco uma vez que Jerome Powell começou a responder perguntas de jornalistas. Dentre os destaques da coletiva, o presidente do Fed contribuiu para um alívio nos mercados ao dizer que uma alta de 0,75 p.p. ainda não está sendo considerada para as próximas reuniões e que o caminho provável serão novas altas de 0,5 p.p. pelo menos nas próximas duas reuniões do FOMC (o mercado atualmente precifica ao menos 50 bps em todas as decisões de 2022). Mais importante, as falas de Powell buscaram manter o Fed “data dependent”, sem apresentar uma prescrição futura direta com relação ao nível do juro americano no fim do ano, algo que já antecipamos dada a alta incerteza que caracteriza o ambiente global.

Para mais da nossa visão sobre o tema não deixe de ver o Flash Macro divulgado sobre o assunto na tarde de ontem, disponível na Plataforma do O Guia Financeiro VIP.


Nikkei 225: CSI 300: Stoxx 600: S&P Futuro: DXY: Juro T10: Petróleo (Brent Crude – ICE):
N/A (feriado)
26.819
0,15%
4.010 (Feriado)
N/A
441,36
-0,71%
4.300
+0,43%
103,05
+5,3 BPS
2,96% a.a.
+0,47%
US$ 110,66/barril


AGENDA INTERNACIONAL
03h00 – Alemanha – Encomendas à indústria (mar): -4,7% m/m (est.: -1,1% m/m) – Destatis
09h30 – EUA – Custo e produtividade do trabalho (1t22) – BLS
09h30 – EUA – Pedidos de auxílio desemprego (29/abr) – DoL
Sem hora definida – Reunião de produção – Opep

MANCHETES

ValorBC e Fed sobem juro e indicam continuar o aperto monetário. O Banco Central do Brasil e o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, elevaram ontem suas taxas básicas de juros, a principal arma de controle da inflação. Em sua 10ª alta seguida, a autoridade monetária brasileira aumentou a Selic de 11,75% para 12,75%, a maior taxa desde fevereiro de 2017. O Fed, por sua vez, subiu a taxa básica de juros para o intervalo entre 0,75% e 1% – alta de 0,5 ponto percentual. O banco central americano não promovia uma elevação dessa magnitude desde maio de 2000.

EstadãoAlta de juros no Brasil e nos EUA eleva risco de desaceleração da economia. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cumpriu ontem a promessa de elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual, de 11,75% para 12,75% ao ano, e sacramentou o mais longo ciclo de aperto monetário ininterrupto da história do comitê, após 10 aumentos seguidos.



AGENDA BRASIL
N/A


E os Mercados Hoje?

Mercados globais estão abrindo o dia em tom de realização, com índice futuros dos EUA no vermelho, dólar mais forte e yields americanos em alta. No Brasil, o mercado reage a um Copom que atuou, grosso modo, em linha com o que vinha sendo precificado na curva de juros ao anunciar uma alta de 1,0 p.p. nesta reunião e apontar como “mais provável” um novo incremento de menor magnitude em junho (comentamos as implicações desta decisão no nosso Flash Macro sobre o tema, divulgado na noite de ontem).


Sobre o fechamento do último pregão:

Ibovespa: 108.343 (+1,70%)
BRL/USD: 4,90 (-1,21%)
DI Jan/27: 11,86 (-18 bps)
S&P 500: 4.300 (+2,99%)


Disclaimer: Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores,  para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo.  Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações. Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Resolução CVM nº 20, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.

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Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores, para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo. Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações.

Graduado em Administração de Empresas e Economia pelo Insper. Integra a equipe econômica da Guide há mais de 1 ano. Atualmente atua como economista no segmento de varejo, sendo responsável pela confecção de relatórios e de comitês mensais com intuito de embasar recomendações de alocação de recursos no cenário político-econômico.

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