Lojas Renner: Companhia divulga resultado do 1T20

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Suas vendas e estoques começaram o ano de maneira sólida, no entanto, no meio de março, quando a crise do coronavírus foi tomando novas proporções, tiveram que fazer uma série de alterações em sua operação.
A companhia passou a atender seus clientes apenas através do meio digital. Este, desde o início de abril vem trazendo um impacto positivo para as receitas, além de um crescimento expressivo na base de novos clientes.
Isso contribui para a as vendas atuais e, principalmente, para o futuro da operação da varejista, com potencial incremento de market share.
A companhia antecipou para o primeiro trimestre, etapas do processo de omnichannel e digitalização que estavam previstas para serem colocadas em prática entre 2020 e 2022.
A cia captou empréstimos e financiamentos em um montante aproximado de R$ 2,0 bilhões, para reforçar seu caixa. Os recursos tomados, aliados à diminuição do payout para 25% do lucro líquido do exercício de 2019, e a redução no Capex para R$ 560 milhões, garantiram a preservação da saúde financeira das Lojas Renner mesmo em cenários de estresse.
Deram início, em 24 de abril, ao processo gradual de retomada da operação física em algumas lojas pontuais da Renner, Camicado, Youcom e Ashua. Hoje possuem um total de 18,3% de suas lojas abertas, todas respeitando as regras para que diminuam ao máximo os riscos de transmissão do vírus.
Entre os principais destaques do resultado, estão:
  • Diminuição de 6,1% na receita de vendas em comparação com o 1T19, totalizando R$1.550 milhões;
  • Vendas nas mesmas lojas diminuíram em 10,7% vs. aumento de 12,7% no 1T19;
  • Suas despesas operacionais aumentaram em 8,7%, somando R$662 milhões. Quando perceberam uma redução nas vendas, iniciaram um plano de ajustes para adaptação da operação, porém as despesas no 1T20 ainda não refletiram todas estas iniciativas. As renegociações e reduções em contas importantes passaram a ocorrer de forma mais significativa a partir de abril, ainda que não na mesma magnitude da queda das vendas.;
  • Seu Ebitda decresceu em quase 60%, encerrando em R$90 milhões, enquanto sua margem Ebitda ficou em 5,8% (-7,4 p.p. vs. 1T19), devido à diminuição no volume vendido;
  • Lucro Líquido caiu em 94%, para R$10,4 milhões.
Impacto: Marginalmente Positivo. O resultado da companhia teve seu Ebitda abaixo do esperado pelo consenso e também um aumento de suas despesas. Ainda assim, a empresa estava combom desempenho até a segunda quinzena de março, quando foi desafiada por ter suas lojas fechadas e acabou tendo de antecipar algumas inovações que iriam ocorrer entre 2020 e 2022 para o 1T20. Sua loja online começou a mostrar resultados positivos a partir de abril, o que pode ser um tendência para os próximos períodos.

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