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Cotações por TradingView

Guide Empresas: Renner tem mix de vendas favorável, Bradesco entrega aumento do lucro e da inadimplência e mais!

5 de agosto de 2022
Escrito por Rodrigo Crespi
Tempo de leitura: 9 min
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guide empresas
Tempo de leitura: 9 min

Lojas Renner (LREN3): mix de vendas favorável e ampliação de circulação proporcionam resultado acima do esperado
Impacto: Positivo
Bradesco (BBDC4): Lucro acima do esperado, com expansão da inadimplência
Impacto: Neutro
Porto Seguro (PSSA3): Crescimento da receita, porém sinistralidade e provisões acompanham
Impacto: Neutro
Tupy (TUPY3): Números acima do esperado
Impacto: Positivo

Nesta sexta-feira (05/08), os destaques se voltam para:

Lojas Renner (LREN3): mix de vendas favorável e ampliação de circulação proporcionam resultado acima do esperado

A Lojas Renner mostrou um resultado bastante positivo no 2T22, com margens bastante saudáveis e uma estrutura de capital que favoreceu a última linha.

Com uma receita líquida de R$ 3.626 milhões no trimestre (+46% no A/A), a Renner mostrou que sua estratégia de omnicalidade (integração entre canais físico e digital de forma fluída) está rendendo bons frutos. As vendas do varejo foram de R$ 3.176 milhões no trimestre, um aumento de praticamente 41% contra o 2T21, enquanto as receitas da Realize (financeira) tiveram expansão de 84% na mesma base comparável. No critério de vendas mesmas lojas, o avanço foi de 37,8% no trimestre.

As vendas digitais continuam com uma boa representatividade dentro do mix (13% no 2T22, onde é importante notar que a operação física está sem restrições).

Outro ponto bastante positivo foi o retorno da margem bruta do varejo para patamares muito próximos daqueles que eram reportados antes da pandemia, chegando a 56,1% no trimestre, reflexo direto do mix de vendas do período, ainda mais impulsionadas pelo frio um pouco antes do esperado que tivemos no 2T22.

O EBITDA do varejo foi de R$ 690 milhões, com margem de 21,7%, avanço considerável sobre os 18,8% do 2T21. O principal efeito veio da forte diluição das despesas sobre a receita líquida do segmento.

A companhia hoje é caixa líquido (R$ 1.278 milhões), e a “amortecida” no resultado financeiro ajudou a fazer com que a companhia apresentasse lucro de R$ 360 milhões, com uma margem de 11,3%.

Por fim, a companhia teve variação positiva no fluxo de caixa livre (R$ 85 milhões no trimestre) e ROIC de 10,6%.

Impacto: Positivo. Com um bom crescimento de vendas e manutenção de margens muito saudáveis, a Renner mostra que a sua estratégia operacional de longo prazo começa a trazer também uma melhora nos resultados financeiros. Acompanhar os próximos passos da varejista e as sinalizações para o segundo semestre serão de primeira importância para que o ativo siga o bom momentum na bolsa.

Bradesco (BBDC4): Lucro acima do esperado, com expansão da inadimplência

O Bradesco publicou seus números referentes ao 2T22 com forte crescimento da sua carteira de crédito, refletindo na maior receita no período e consolidando um lucro líquido acima das expectativas. Com crescimento de 18% a/a, a carteira de crédito do banco atingiu R$855,4 bilhões, culminando no aumento de 26% a/a na margem com clientes e causando o crescimento de 52% na PDD expandida. A margem com clientes (produtos sensíveis a spread, ou seja, rentáveis) viu crescimento de 26% a/a, impulsionada pelo maior saldo médio a ser rentabilizado e maior taxa média (10% vs. 8,9% no 2T21), fruto do aumento da participação de linhas de crédito para pessoas físicas focadas em crédito pessoal e cartão de crédito no mix de produtos da companhia.

Fatores como crescimento da carteira de crédito e o mix de operações mais rentáveis, aliado ao momento macro econômico delicado, indicavam um aumento da inadimplência em geral, refletindo no crescimento das despesas com PDD do banco, que fecharam o trimestre em R$8,1 bilhões (90% acima do valor registrado no 2T21), refletindo no crescimento de 52% na PDD Expandida do banco, que alcançou R$5,3 bilhões. Os índices de cobertura também viram quedas para diversos períodos.

Impacto: Neutro. Mesmo entregando um lucro acima do esperado pelo mercado e uma expansão positiva na carteira de crédito, o banco teve de provisionar valores maiores, que impactaram seus indicadores de qualidade. Além disso, o crescimento da inadimplência no período, enquanto o lucro também aumento, mostrou o foco da companhia em um mix de carteira em segmentos mais rentáveis e também com mais risco, causando esse aumento. Em suma, vemos o mix de crédito do banco como negativo, principalmente no momento macro atual, em que o cenário de taxa de juros e inflação seguem em patamares elevados.

Porto Seguro (PSSA3): Crescimento da receita, porém sinistralidade e provisões acompanham

A Porto Seguro, uma das principais player de seguro para automóveis no país, publicou os seus números referentes ao 2T22, com crescimento das suas receitas em diversos segmentos, impulsionado pela adequação de preços no seguro Auto e pelo aumento do número de negócios nos seguros Patrimoniais e de Vida com incremento de 71 mil itens e 796 mil vidas seguradas, respectivamente. No segmento auto, uma das principais linhas de negócios da Porto, viram os prêmios emitidos totais do Auto expandindo significativamente em 35,8% no trimestre (vs. 2T21) e 26,2% no semestre (vs. 1S21), explicado principalmente pelos reajustes de preços realizados como consequência da inflação de custos de mobilidade. A frota segurada total ratificou sua resiliência, registrando um aumento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, mesmo diante das adequações de preços.

Apesar disso, a sinistralidade viu um crescimento expressivo no período principalmente devido ao aumento do preço de reposição de peças de automóveis e de carros, levando também as despesas com provisão a patamares mais elevados, impactando o lucro, que registrou uma queda de 80% a/a, para R$131 milhões, 47% abaixo das expectativas.

Impacto: Neutro. Em nossa visão, o aumento expressivo das receitas da Porto mostra a eficiência de repasse dos custos para o segurado, além do incremento no volume segurado nos segmentos Patrimonial e de Saúde. Apesar disso, vemos com cautela o crescimento expressivo das provisões técnicas da empresa e da sinistralidade no período. No segmento auto, vemos os preços dos veículos ainda em patamares elevados nos próximos períodos, o que manteria a sinistralidade do segmento auto elevada.

Tupy (TUPY3): Números acima do esperado

Com 52% do resultado proveniente da operação norte-americana, a Tupy entregou números bastante fortes, com sua receita apresentando um salto de 53,7% A/A, o que totalizou no período R$ 2,53 bilhões. Os volumes apresentaram crescimento em relação ao trimestre imediatamente anterior e ao 2T21, mesmo se desconsideradas as operações de Betim (Brasil) e Aveiro (Portugal), com crescimento de 26% nos volumes de aplicações para o segmento de Transporte, Infraestrutura & Agricultura no mercado externo e aumento de 84% nas vendas no segmento de Transporte, Infraestrutura & Agricultura no mercado interno.

O EBITDA Ajustado, o maior absoluto já apresentado pela Tupy, cresceu 86% no 2T22, totalizando R$ 345,4 milhões, com margem de 13,7%, alta de 2,4 pontos percentuais na comparação anual, justificada pela captura de sinergias, com reflexo em todas as plantas, repasses de custos e de iniciativas de ganhos de eficiência e redução de custos, mitigando o efeito do aumento de matérias-primas e despesas com frete

O lucro líquido de R$ 180 milhões no segundo trimestre de 2022 (2T22), desempenho 470,3% acima do mesmo período do ano passado, sendo este o maior da história da companhia, decorrente do crescimento do resultado operacional e redução da depreciação de ativos intangíveis, além do efeito da variação cambial no resultado financeiro.

Houve crescimento do ROIC, que atingiu aproximadamente 14% no 2T22 (ante 11% no 2T21), apesar do aumento do capital investido com a aquisição das novas plantas, enquanto o endividamento, medido pela relação dívida líquida/EBITDA Ajustado, encontra-se 1,42x, alta de 0,49x ante o 2T21.

Impacto: Positivo. Os números reportados pela Tupy vieram acima do que esperávamos, o que é justificado por uma clara melhora operacional, apesar do cenário que segue ainda bastante incerto, com disrupções na cadeia de suprimentos. Entretanto, vimos uma melhora na rentabilidade da empresa, bem como crescimento das margens. Esperamos para os próximos meses, uma melhora da demanda, com diminuição do estoque acumulado pela Tupy no período, o que trará um impacto positivo a empresa.

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“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores,  para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo.  Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações. Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Resolução CVM nº 20, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.”

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Formado pela ESPM-SP, com pós-graduação na FGV-SP e mestrado (MSc) em Management pela Nova School of Business and Economics (Nova SBE) e Erasmus na EM Lyon. Antes de ingressar na Guide, trabalhou por quase dois anos no BNP Paribas na Europa, na área de Global Markets na equipe de Equity Derivatives. ''A minha missão é estar sempre atualizado, antecipando tendências de mercado, através de análises, e oferecer de forma simples e objetiva ao investidor, estratégias de alocação com sólidos fundamentos.'' CNPI – 2934

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