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Cotações por TradingView

Guide Empresas: Totvs concretiza estimativas otimistas, PetroRio dobra o lucro e mais!

4 de agosto de 2022
Escrito por Rodrigo Crespi
Tempo de leitura: 10 min
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guide empresas
Tempo de leitura: 10 min

Totvs (TOTS3): Números concretizaram o otimismo
Impacto: Positivo
PetroRio (PRIO3): Cia supera estimativa e mais que dobra lucro
Impacto: Positivo
Iguatemi (IGTI11): Resultados em linha com o esperado
Impacto: Neutro
Ultrapar (UGPA3): Cia reverte prejuízo
Impacto: Positivo
Lojas Quero-Quero (LJQQ3): Resultado da varejista segue pressionado pelo ambiente macro
Impacto: Negativo

Nesta quinta-feira (04/08), os destaques se voltam para:

Totvs (TOTS3): Números concretizaram o otimismo

A Totvs, uma das líderes no desenvolvimento de soluções de software, publicou os seus números referentes ao 2T22, com forte crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior, levemente acima do esperado pelo mercado. A receita líquida consolidando, as diversas linhas de negócios da companhia, viu crescimento de 30% a/a, atingindo R$966 milhões (2% abaixo das estimativas), impulsionada pela (i) expansão de 37% a/a e 54% a/a nas receitas de SaaS (Software-as-a-Service) e Dimensa (Joint-Venture com a B3), respectivamente, aliado ao repasse da inflação para o consumidor e elevado patamar de renovação dos serviços, (ii)  aceleração das vendas no segmento de business performance, com destaque para a expansão de up-selling do produto Entry-Level e do cross-selling de CRM e (iii) crescimento líquido de 19% a/a nas receitas da techfin, acelerada pelo  aumento de 3% na produção de crédito da companhia. Além disso, outros destaques ficaram para o resultado financeiro positivo e dívida líquida negativa no período.

No lado negativo, ressaltamos aumento da inadimplência de mais de 90 dias para 1,3% (vs. 0,9% e 0,5% no 1T22 e 2T21, respectivamente, porém bastante abaixo da média de 2,6%) e o aumento do custo de funding, conduzida pela Selic em patamar mais elevado nesse ano e diminuindo em 4 dias o prazo médio de produção de crédito.

Impacto: Positivo. Em nossa visão, o resultado da Totvs veio em linha com as expectativas já otimistas do mercado, inclusive entregando EBITDA acima do esperado no período. Além disso, vale ressaltar o bom comprometimento da empresa com redução de custos e solidez nas suas operações, crescendo em diversas linhas de receita principalmente as que possuem as maiores fatias das suas receitas (como Gestão e Techfin), impactada majoritariamente pelo aumento dos juros, que estão sendo repassados com eficiência para os seus clientes. As investidas da Totvs com outras grandes companhias mostram que a empresa tem potencial também na exploração de novos negócios. Vemos a Totvs como um dos players mais bem posicionados no setor de tecnologia no país.

PetroRio (PRIO3): Cia supera estimativa e mais que dobra lucro

A PetroRio anunciou números fortes referentes ao 2T22, impulsionado pelo elevado preço do Brent no período. O lucro totalizou US$ 139,9 milhões, uma alta de 112% ante o 2T21, justificado pelo forte crescimento do resultado operacional no período.

O EBITDA ajustado, que foi recorde, somou US$ 269,287 milhões, um crescimento de 122%, com uma margem de 71%, que representou uma elevação de 8 p.p. na comparação anual. A receita totalizou US$ 377,3 milhões, um salto de 95% na comparação com o 2T21, justificado pelo maior offtake no período e alta do preço do Brent no valor de US$ 111,98, o que representou um valor 62,1% mais alto do que aquele negociado um ano antes, e 14,4% mais alto do que no 1T22. Além disso, houve um aumento de 18% no volume de vendas de barris, que somaram 3,3 milhões no período em questão, em cinco offtakes, com maior destaque o cluster de Polvo e Tubarão Martelo, que aumentou a sua produção trimestral em 60,5%.

O lifting cost no período é o mais baixo registrado, com a marca de US$ 11,1, redução de 22% em comparação ao mesmo período de 2021.O resultado financeiro líquido foi negativo em US$ 35,7 milhões no segundo trimestre de 2022, revertendo ganhos financeiros de US$ 19 milhões na mesma etapa de 2021.Por fim, a alavancagem financeira, foi de -0,2x dívida líquida/EBITDA ajustado em junho de 2022, queda de 0,5x na comparação anual.

Impacto: Positivo. Vemos a PetroRio do ponto de vista operacional cada vez mais eficiente, sendo capaz de reduzir o seu lifting cost progressivamente, enquanto aumenta a sua produção e vendas, que foi beneficiada pelo elevado preço do Brent no período. Vale ainda ressaltar que importantes atividades de investimento aconteceram como a assinatura do contrato de aquisição de 90% de participação em Albacora Leste da Petrobras, que poderá aumentar significativamente a capacidade produtiva da PetroRio, bem como a aquisição da sonda West Capricorn, além do primeiro óleo de poços em Frade.

Iguatemi (IGTI11): Resultados em linha com o esperado

A Iguatemi reportou os resultados do 2T22 no dia 02 de agosto, após o fechamento do mercado. Os números foram bons mas em linha com o esperado. Esperamos uma reação neutra do mercado. Os números operacionais da Iguatemi já haviam sido divulgados anteriormente. Além disso, os resultados da Multiplan já mostraram que a recuperação dos resultados dos shoppings continuou no 2T22, deixando pouco espaço para surpresas nos números da Iguatemi.

A receita líquida foi de R$ 253,6 milhões (+49% A/A) e ficou um pouco acima do esperado. O principal destaque foi o crescimento de 31% na receita de aluguéis em função da redução dos descontos temporários concedidos durante a pandemia. Outro destaque foi o crescimento da receita com estacionamento, que superou os níveis de 2019 pela primeira vez desde o início da pandemia. O Ebitda foi de R$ 166,6 milhões (+61% A/A) e a margem aumentou para 66%, nível ainda abaixo dos níveis pré-pandemia. O lucro de R$ 55,4 milhões (+166% A/A) foi impactado por diversos fatores incluindo menor pagamento de impostos, resultados financeiros negativos e variação no valor justo de ativos (principalmente a participação na Infracommerce).

Ultrapar (UGPA3): Cia reverte prejuízo

A Ultrapar reportou números mais animadores neste trimestre, com uma receita total de R$ 37,4 bilhões, alta de 31% ante o 2T21 e 10% ante 1T22, justificado pelo aumento na receita líquida em todos os negócios, principalmente na Ipiranga, atenuado pelo fechamento da venda da Oxiteno e sua respectiva desconsolidação dos resultados no 2T22, de acordo com o grupo.

O EBITDA ajustado recorrente, com operações descontinuadas somou R$ 16 milhões, queda de -94% comparado ao 2T21 e -95% em relação ao 1T22. Excluindo o resultado da Oxiteno do 2T21, a redução é de 23% vs 2T21 e 18% vs 1T22, resultado principalmente do menor EBITDA da Extrafarma, que foram parcialmente compensadas pelo maior faturamento, devido ao reajuste anual no preço de medicamento. No que se refere a operações continuadas, o EBITDA totalizou R$ 1,119 bilhão entre abril e junho de 2022, alta de 45% frente ao mesmo período de 2021.

O lucro líquido atingiu R$ 460 milhões, R$ 478 milhões superior ao 2T21, impulsionado pelo EBITDA das operações continuadas, além do ganho de capital com a venda da Oxiteno e do impairment da Extrafarma registrado no 2T21, atenuados pelo aumento na despesa financeira líquida, por conta do do resultado pontual negativo de R$ 272 milhões de marcação a mercado dos hedges neste 2T22 comparado ao resultado pontual positivo de R$ 65 milhões no 2T21 e da elevação do CDI.

No período houve redução da alavancagem financeira, sendo reflexo da redução da dívida líquida e do crescimento de EBITDA das operações continuadas, que ficou em 2,2x em junho/22, queda de 0,6x em relação ao mesmo período do ano passado.

Impacto: Positivo. Os números reportados pela Ultrapar, mostram que o pior tenha ficado para trás e que agora poderá focar em suas atividades principais, potencialmente aumentando a sua eficiência operacional por meio da Ipiranga, Ultragaz e Ultracargo, que possuem alta escalabilidade a nível nacional. Entretanto, para a sua principal atividade que é de distribuição de combustíveis, temos observado perda de market share para os seus principais concorrentes.

Lojas Quero-Quero (LJQQ3): Resultado da varejista segue pressionado pelo ambiente macro

A Lojas Quero-Quero apresentou números ligeiramente aquém do consenso do mercado, que já esperava um resultado fraco da varejista gaúcha.

Com um avanço de vendas de aproximadamente 12% contra o 2T21, a receita líquida da companhia chegou aos R$ 556 milhões, com a venda de mercadorias avançando 10% e a receita de serviços prestados em expansão de 18%. A despeito da expansão de vendas, a companhia teve queda na margem bruta, que foi de 33,6% no trimestre, uma queda de 6 p.p. contra o mesmo período do ano de 2022, tendo como impacto principal o aumento da Selic, que aumentou o custo de captação das operações da financeira, a VerdeCard.

Apesar da forte expansão do número de lojas na comparação anual (72 novas lojas desde o 2T21), as despesas cresceram menos do que a receita, expandindo 6,6% no A/A. O EBITDA da companhia ficou em R$ 48 milhões no trimestre, com uma margem de ~8,5%, recuo de 3,7 p.p. vs o 2T21.

O prejuízo contábil da companhia foi de R$ 4,4 milhões, mostrando que o cenário continua desafiador para a varejista, que já vem amargando resultados mais fracos ao longo dos últimos trimestres.

Impacto: Negativo. O mercado espera que a maturação da operação das novas lojas da companhia traga resultados mais sólidos para o futuro, mas por enquanto as margens da empresa seguem pressionadas pelo ambiente macro mais desafiador, o que já parece em parte precificado, dado que o ativa acumula queda de pouco mais de 70% em 12 meses.

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“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores,  para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo.  Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações. Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Resolução CVM nº 20, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.”

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Formado pela ESPM-SP, com pós-graduação na FGV-SP e mestrado (MSc) em Management pela Nova School of Business and Economics (Nova SBE) e Erasmus na EM Lyon. Antes de ingressar na Guide, trabalhou por quase dois anos no BNP Paribas na Europa, na área de Global Markets na equipe de Equity Derivatives. ''A minha missão é estar sempre atualizado, antecipando tendências de mercado, através de análises, e oferecer de forma simples e objetiva ao investidor, estratégias de alocação com sólidos fundamentos.'' CNPI – 2934

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