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Cotações por TradingView

Guide Empresas: 2T22 começa acima do esperado, Gerdau entrega resultado forte e mais!

3 de agosto de 2022
Escrito por Rodrigo Crespi
Tempo de leitura: 7 min
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guide empresas
Tempo de leitura: 7 min

Relatório: 2T22 começa acima do esperado – Além de Petro, varejo tem surpreendido

Gerdau (GGBR4): Resiliência de aço
Impacto: Positivo

Cielo (CIEL3): Lucro líquido recorde
Impacto: Positivo
Engie (EGIE11): Geração hidroelétrica foi o grande destaque
Impacto: Neutro

Nesta quarta-feira (03/08), os destaques se voltam para:

Relatório: 2T22 começa acima do esperado – Além de Petro, varejo tem surpreendido

Resumo: Números divulgados até agora estão surpreendendo para cima. Além de Petrobras, empresas de varejo divulgaram bons resultados, com destaque para Carrefour e RD. Empresas de siderurgia e mineração foram os destaques negativos até agora. Resultados fortes, retomada do crescimento do PIB, valuation baixo e fim do ciclo de alta de juros devem favorecer a recuperação do mercado de ações nos próximos meses. Recessão e aumento de juros nos EUA ainda são os maiores riscos. Mais detalhes no relatório completo em nosso site.

Gerdau (GGBR4): Resiliência de aço

A Gerdau reportou números bastante fortes no 2T22, novamente demonstrando a sua capacidade de navegar os mais desafiadores cenários. A receita líquida do 2T22 totalizou R$ 23,0 bilhões, com crescimentos de 13% em relação ao 1T22 e de 20% comparado ao 2T21, reflexo do maior volume de vendas e do reequilíbrio de preços do período, impulsionado, principalmente, pelo desempenho dos setores de distribuição e de construção no mercado norte-americano; indústria e construção no Brasil e pelos resultados da operação de aços especiais.

O custo das vendas apresentou aumento de 24% a/a e 13% t/t. Na comparação com o 1T22, destaque para o aumento de 15% no custo do carvão, 6% no custo do minério de ferro e de 11% no custo de gusa consumido. Houve também aumento de cerca de 16% no custo de sucata consumida no período, especialmente no Brasil.

O EBITDA ajustado somou R$ 6,7 bilhões, com uma margem EBITDA ajustada de 29,1%, 0,4 p.p. ante o 1T22, consequência direta do estágio atual de demanda e, de acordo com a empresa, os preços no setor de aço, como reflexo do aumento dos custos, somado à capacidade das equipes de capturar as oportunidades de mercado. Já o resultado financeiro ficou negativo em R$ 361 milhões no 2T22, redução de 28% em relação ao 1T22, principalmente, pela variação cambial no período.

O lucro líquido ajustado somou R$ 4,3 bilhões, alta de 46% na comparação trimestral e 27% a/a.

A Gerdau encerrou o trimestre com R$ 7,7 bilhões em caixa, resultando em uma dívida líquida de R$ 4,7 bilhões no período e com indicador dívida líquida/EBITDA em 0,18x.

Por fim, o Capex no período foi de R$ 959 milhões, dos quais R$ 661 milhões em Manutenção e R$ 298 em Expansão e Atualização Tecnológica. Do valor total desembolsado no trimestre, 63% foram destinados para a ON Brasil, 20% para a ON América do Norte, 14% para a ON Aços Especiais e 3% para a ON América do Sul.

Impacto: Positivo. Vemos os resultados da Gerdau como bem animadores, apesar do cenário macro bastante desafiador. Diluição das despesas em relação a receita foi um destaque positivo, dada a forte demanda e preços mais elevados que mais que compensaram os aumentos de custos com matéria prima, através do sólido EBITDA. Destacamos também o patamar extremamente saudável da alavancagem financeira da empresa, atualmente em seu mais baixo nível dos últimos períodos. Dito isso, acreditamos que a Gerdau, apesar da possível queda de demanda e preços nos próximos trimestres em virtude de uma maior chance de recessão, seja a melhor opção no setor de mineração e siderurgia em 2022.

Cielo (CIEL3): Lucro líquido recorde

A Cielo, uma das empresas líderes no setor de meios de pagamento, reportou volume transacionado recorde, culminando em um lucro líquido que não era visto desde 4T18, ficando acima das estimativas do mercado. O volume transacionado alcançou R$221 bilhões, com crescimento do yield (remuneração da empresa sobre o volume transacionado) para 0,71% (vs. 0,67% no 1T22), o que representou um crescimento de receita de 34% a/a, atingindo R$1,6 bilhão (somente no segmento de transações, ou Cielo Brasil) e, considerando as receitas de Cateno, apresentou receita líquida de R$2,5 bilhões no período, em linha com as estimativas do mercado. As receitas da empresa ficaram abaixo dos anos anteriores devido a venda de investidas, como a MerchantE que gerou um impacto positivo de R$282 milhões no lucro líquido.

A companhia expandiu a penetração dos seus produtos de prazo, como antecipação de fluxo de recebíveis, que alcançaram o volume de R$29 bilhões transacionados (+58% a/a), cerca de 10% do TPV da empresa. Seu EBITDA e Lucro líquido chegaram a R$915 milhões e R$383 milhões (55% acima das estimativas para o trimestre e mais de 100% acima dos períodos passados), respectivamente. Vale ressaltar que a empresa derrubou em 70% a/a as suas despesas operacionais consolidada.

Impacto: Positivo. Apesar do lucro além das expectativas do mercado para o resultado, os números tiveram forte contribuição da MerchantE, o que diminui o impacto da operação orgânica da empresa no resultado. Porém, em nossa visão, a diminuição do custo da Cielo e bom gerenciamento de capital, mostra o comprometimento da empresa com o controle de custos e eficiência das operações.

Engie (EGIE11): Geração hidroelétrica foi o grande destaque

A Engie publicou seus números referentes ao 2T22 com melhora em diversos segmentos, porém impactada por despesa com construção de redes de transmissão e parada nas operações das suas usinas termoelétricas. O EBITDA da companhia ficou em R$1,9 bilhão (vs. R$1,5 bilhão no 2T21 e 13% acima das estimativas) impulsionado por (i) R$ 241 milhões no segmento de geração e venda de energia elétrica do portfólio da Companhia; (ii) R$ 110 milhões advindos do segmento de transmissão de energia e (iii) R$ 13 milhões decorrentes de maior resultado de participação societária na TAG.

Impacto: Neutro. Em nossa visão, os números de Engie foram beneficiados pela inflação em patamares elevados no período visto que boa parte da sua receita é atrelada a indicadores de inflação. Além disso, a companhia também viu uma queda na sua geração termoelétrica e do seu segmento de trading de energia.

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“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores,  para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo.  Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações. Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Resolução CVM nº 20, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.”

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Formado pela ESPM-SP, com pós-graduação na FGV-SP e mestrado (MSc) em Management pela Nova School of Business and Economics (Nova SBE) e Erasmus na EM Lyon. Antes de ingressar na Guide, trabalhou por quase dois anos no BNP Paribas na Europa, na área de Global Markets na equipe de Equity Derivatives. ''A minha missão é estar sempre atualizado, antecipando tendências de mercado, através de análises, e oferecer de forma simples e objetiva ao investidor, estratégias de alocação com sólidos fundamentos.'' CNPI – 2934

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