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Cotações por TradingView

Guide Empresas: Klabin tem crescimento do volume de vendas, Vivo tem números alavancados por Oi e mais!

27 de julho de 2022
Escrito por Rodrigo Crespi
Tempo de leitura: 9 min
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guide empresas
Tempo de leitura: 9 min

Klabin (KLBN11): Volume impulsiona dados operacionais
Impacto: Positivo
Telefônica (VIVT3): Efeitos da Oi começaram a aparecer
Impacto: Neutro
Carrefour (CRFB3): Primeira linha é destaque em resultado acima do esperado
Impacto: Levemente Positivo
Neoenergia (NEOE3): Reajustes na distribuição e bons números de geração
Impacto: Positivo

Nesta quarta-feira (27/07), os destaques se voltam para:

Klabin (KLBN11): Volume impulsiona dados operacionais

A Klabin reportou números bastante sólidos no 2T22, puxado pelo volume de vendas, que totalizou 1.009 mil toneladas, alta de 7% ante mesmo período do ano anterior. O volume vendido de celulose totalizou 424 mil toneladas no trimestre, 6% acima do 2T21, beneficiado pela alta produtividade da fábrica e sólida demanda, principalmente na Europa e EUA.

A Receita Líquida aumentou 24% na comparação do 2T22 com o mesmo período do ano anterior, com crescimento consistente em todas as linhas de negócio, enquanto o Ebitda, acima do consenso, atingiu R$ 1,8 bilhão, alta de 2% ante o 2T21, e contribuiu para uma desalavancagem. medida pela relação dívida líquida/EBITDA, em US$, que encerrou o 2T22 em 2,7x, comparado a 3,6x no 2T21. A margem EBITDA Ajustada no 2T22 excluídos efeitos não recorrentes foi de 37%, retração de 7 p.p. em relação ao 2T21, impactada pela parada geral de Monte Alegre, que este ano ocorreu no 2T22 e ano passado no 1T21 e pela apreciação da moeda brasileira em relação ao dólar.

O custo dos produtos vendidos (CPV), excluídos os valores de depreciação, amortização e exaustão foi de R$ 2,380 bilhões no segundo trimestre de 2022. Desconsiderando os custos da parada de manutenção no 2T22, o custo seria de R$ 2.249/t, 21% acima do 2T21. Esse aumento se deve a elevação nos custos de químicos, combustíveis e o maior gasto com compra de madeira de terceiros

O ROIC, ou retorno sobre capital investido, atingiu 18,6% nos últimos doze meses.

Em relação aos projetos em andamento, o (i) Puma II encontra-se na construção da segunda máquina, que atingiu 47% de execução em medição de 17/07/2022, com start-up planejado para o segundo trimestre de 2023. Já o (ii) Projeto Figueira, recentemente foi aprovada a construção de uma nova unidade de papelão ondulado, com capacidade produtiva de 240 mil toneladas por ano, investimento bruto de R$ 1,57 bilhão e start-up previsto para o segundo trimestre de 2024.

O lucro líquido no período totalizou R$ 972 milhões no 2T22, alta de 35% ante o mesmo período de 2021.

Impacto: Positivo. Vemos os números reportados pela Klabin como animadores, superando o consenso em relação ao desempenho operacional, impulsionado pelo elevado volume de vendas no 2T22. Além disso, a queda da alavancagem é outro ponto importante, dado o atual cenário de alta de juros, capaz de elevar consideravelmente as despesas financeiras.

Telefônica (VIVT3): Efeitos da Oi começaram a aparecer

A Telefônica publicou os seus resultados referentes ao 2T22 com expansão orgânica (operacional) e inorgânica (via aquisição da Oi) dos seus números operacionais e financeiros. Em linha com a expectativa de melhora dos números em função da aquisição da Oi, a empresa publicou crescimento de 15% a/a na receita de serviços móveis (ou 9,4% a/a excluindo Oi), com destaque para os crescimentos de 18% a/a na receita de pré-pago (que incorporou parte relevante da carteira de clientes móveis da adquirida) e de 14% na receita do pós-pago (considerando os 4,7 milhões de clientes adquiridos), aliado ao churn mínimo de 1,1%.

Em linha com a tendências tecnologias, houve a diminuição de 17% a/a nos resultados não-core fixa, que inclui os serviços de voz, atingindo R$992 milhões. O destaque do segmento fixo ficou para as receitas advindas de FTTH (fiber to the home, ou fibra optica até as residências) que teve crescimento de 24%, atingindo R$1,3 bilhão, impulsionada pela ampliação da rede, conectando 1 milhão de novas casas e adicionando 3,7 milhões de clientes potenciais ao seu portfólio.

Apesar do aumento de 24% a/a dos custos totais da empresa, principalmente devido ao reajuste salarial promovido na empresa, maior remuneração variável e aumento das contratações, o grande highlight negativo foi o aumento de 282% a/a nas despesas financeiras causadas pela maior despesa com dívidas para aquisição das licenças 5G no final de 2021, o que levou o lucro líquido da Telefônica para R$746 milhões (vs. R$1,3 bilhão no 2T21 ou -45% a/a).

Impacto: Neutro. Em nossa visão, a companhia conseguiu uma expansão orgânica, tanto relativo as linhas Fixas, quanto aos serviços móveis, além disso, conseguiram captar de forma positiva os efeitos da aquisição da Oi, que já mostrou ser parte importante do seu portfólio de serviços e ampliando possibilidades de cross-selling para a Vivo, principalmente no segmento móvel, que esperamos que sejam mais evidentes nos próximos trimestres, dado que a aquisição e incorporação dos clientes foi relativamente recente (sendo efetivada somente no final de Abril de 2022). Com a aquisição do 5G, a Vivo permite a elevar seus serviços a um novo patamar, que, em nossa visão, pode acelerar a aquisição de novos clientes, sobrepondo parcialmente os efeitos negativos causados pela dívida para aquisição das suas licenças.

Carrefour (CRFB3): Primeira linha é destaque em resultado acima do esperado

A despeito do ambiente macro desafiador do segundo trimestre, o Carrefour agora consolida os números da rede de supermercados BIG e conseguiu uma boa expansão de receita, ao mesmo passo que viu suas margens perderem pouco terreno no período.

A receita líquida do grupo varejista foi de R$ 25.279 milhões no trimestre, apresentando uma variação positiva de 26% no A/A (ex-BIG), puxada principalmente pelas vendas do braço de cash-and-carry, da bandeira Atacadão, que apresentou um crescimento de praticamente 30% nas vendas líquidas, sendo que no conceito “mesmas lojas”, a expansão foi de 22,4%. O Atacadão contou com a abertura de 6 novas lojas no trimestre. O braço de varejo tradicional do Carrefour apresentou boa performance, tanto no segmento alimentar – que foi destaque com +17% na comparação A/A – quanto no segmento não alimentar, que apresentou ligeira melhora contra o mesmo período do ano passado.

O EBITDA da companhia encerrou o trimestre com a marca de R$ 1.710 milhões (+25% A/A), com uma margem de 6,8% (0,5p.p. abaixo do 2T21). Apesar de um bom controle de despesas do grupo no resultado consolidado, as pressões maiores na margem bruta (reflexo de esforços comerciais no Atacadão) penalizaram levemente a margem. A última linha do resultado foi de R$ 600 milhões no conceito ajustado (+1% A/A), com margem de 2,4% (-0,8 p.p. A/A), sendo que as despesas financeiras foram as maiores responsáveis pela penalização do resultado líquido, de certa forma ofuscando os bons números operacionais do grupo varejista.

Impacto: Levemente Positivo. Ainda que o segmento alimentar (principalmente a bandeira Atacadão) tenha conseguido sustentar bons resultados para a companhia, o mercado deve ficar atento às sinalizações do management da companhia sobre a dinâmica do segundo semestre.

Neoenergia (NEOE3): Reajustes na distribuição e bons números de geração

A Neoenergia, que arrematou dois lotes no leilão de transmissoras no mês passado, mostrou uma receita em linha com o consenso e com o mesmo período do ano passado, porém com EBITDA de R$3,2 bilhão, 29% acima das estimativas do mercado e 40% acima do registrado no ano passado, impulsionado positivamente pelos reajustes tarifários para a Neoenergia Coelba (BA), Neoenergia Pernambuco (PE) e Neoenergia Cosern (RN), vigentes a partir do final de abril/22, variando +14,14%, +14,82% e +14,75%, respectivamente, aliado ao reajuste na Elektro, que teve impacto de 33% na parcela B (parte da conta de luz que remunera as distribuidoras).

No segmento de geração, houve o destaque positivo da operação do complexo eólico de Chafariz, agregando mais R$99 milhões ao EBITDA no 2T22, enquanto em transmissão a Neoenergia entregou uma melhora nas disponibilidades.

Impacto: Positivo. Com boa disciplina de custos e reajustes positivos em diversas regiões no segmento de distribuição, enquanto entregou resultados relevantes em geração, a Neoenergia entregou bom desempenho, com participação relevante de diversos segmentos e expectativas de mais melhoras nos próximos períodos devido a aquisição de dois grandes lotes de transmissão, adquiridas no leilão ocorrido no mês de junho de 2022.

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“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores,  para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo.  Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações. Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Resolução CVM nº 20, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.”

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Formado pela ESPM-SP, com pós-graduação na FGV-SP e mestrado (MSc) em Management pela Nova School of Business and Economics (Nova SBE) e Erasmus na EM Lyon. Antes de ingressar na Guide, trabalhou por quase dois anos no BNP Paribas na Europa, na área de Global Markets na equipe de Equity Derivatives. ''A minha missão é estar sempre atualizado, antecipando tendências de mercado, através de análises, e oferecer de forma simples e objetiva ao investidor, estratégias de alocação com sólidos fundamentos.'' CNPI – 2934

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