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Cotações por TradingView

Guide Empresas: Raio-X dos IPOs desde 2017, Popularidade vs. Voto e mais!

21 de junho de 2022
Escrito por Rodrigo Crespi
Tempo de leitura: 8 min
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guide empresas
Tempo de leitura: 8 min

Petrobras (PETR4): De volta ao foco dos investidores

Oi (OIBR3): Resultado do 1T22 é adiado novamente
Impacto: Negativo

Nesta terça-feira (21/06), os destaques se voltam para:

Raio-X dos IPOs desde 2017

Resumo: A maioria dos IPOs teve desempenho negativo considerando as ofertas realizadas desde 2017. O desempenho é inversamente correlacionado ao número de ofertas: anos com muitas ofertas normalmente gera resultados piores no futuro. A performance da maioria das ofertas no primeiro dia de negociação até o término do período de lock-up (45 dias em média). Por fim, listamos alguns estreantes da Bolsa que acreditamos estar bem posicionados (muitos já estão em nossas carteiras): Intelbras, Movida, CBA, Vivara, Energias do Brasil, Locaweb, Vittia, Petz e Grupo Soma. O relatório completo está disponível na nossa plataforma de Research (https://vip.oguiafinanceiro.com.br/).

Popularidade vs Voto

Há uma relação clara entre popularidade e voto no Brasil e no mundo. Quanto maior a popularidade do presidente, maior suas chances de reeleição ou as chances de eleger seu sucessor. O caso mais claro disto ocorreu com o ex-presidente Lula: devido à sua alta popularidade, Lula foi reeleito em 2006 (com 49% dos votos no primeiro turno) e conseguiu fazer com que Dilma Rousseff, uma pessoa pouco conhecida na época, fosse eleita presidente em 2010.

A figura abaixo mostra a relação entre a popularidade do presidente (diferença entre avaliações “ótimo ou bom” do governo e avaliações “ruim ou péssimo”) e a votação dos candidatos “do governo” no primeiro turno. Consideramos os candidatos do governo tanto os candidatos à reeleição como FHC em 1998 e Lula em 2006 quanto os candidatos apoiados pelo governo, como FHC em 1994, Serra em 2002 e Dilma em 2010.

Como dá pra ver na figura, quanto melhor a avaliação do governo, maior a votação do candidato do governo. O recorde de popularidade é de Lula em 2010, o que acabou favorecendo a eleição de Dilma naquele mesmo ano. A avaliação do governo Bolsonaro tem sido negativa em função da pandemia, inflação alta e baixo crescimento econômico. Ainda que parte disto se deva a fatores externos, a avaliação do governo acaba sendo impactada. Dado o pequeno tempo até as eleições, é difícil que a avaliação do governo mude de forma substancial, o que é um fator negativo para a reeleição de Bolsonaro. Mais detalhes no nosso site: www.vip.oguiafinanceiro.com.br

Petrobras (PETR4): De volta ao foco dos investidores

A Petrobras voltou novamente ao centro das atenções do mercado na última semana, por conta de um reajuste para diminuir a defasagem de seus preços praticados na refinaria tanto para gasolina como para diesel.

Sendo a Terceira troca de comando desde Roberto Castello Branco (demitido em fevereiro de 2021), Jose Mauro Coelho, empossado em 14 de abril como presidente da estatal, finalmente anunciou a sua saída do mais alto cargo da empresa, após um reajuste de 5,18% e 14,26%, respectivamente, da gasolina e do diesel. A saída de Coelho veio poucos dias após pressões políticas, principalmente por parte do presidente da Câmara, Arthur Lira, que subiu o tom na última sexta-feira, pós-feriado.

Nesta semana, o mercado estará de olho para os próximos passos da Petrobras em relação ao seu novo CEO, tendo como a maior probabilidade, o indicado pelo MME, e ex secretário do ministério da Economia, Caio Paes de Andrade e que será decidido em AGE, sem data definida, por ora. Nesse meio tempo, Fernando Borges, atualmente diretor de exploração e produção (E&P), ocupará o cargo de forma interina.

Um ponto de atenção é que esta AGE precisará reeleger oito novos membros do conselho, visto que Jose Mauro Coelho havia sido eleito através da modalidade de voto múltiplo, e, portanto, todos os conselheiros indicados desta forma também deixarão a empresa. Dito isso, acreditamos que os tramites de elegibilidade (como background ou BCI) de Paes de Andrade devem terminar apenas após a segunda metade de julho, sendo concluído com a confirmação do nome pelo novo conselho da estatal.

Apesar do alvoroço, enxergamos, entretanto, a renúncia de Coelho como um aliviador de pressão relacionada a CPI, proposta na última semana pelo presidente da república, para investigar eventuais abusos da gestão da empresa, dado o elevado preço dos derivados de petróleo comercializado pela estatal. Porém, uma potencial elevação da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para utilizar os recursos como forma de aliviar a pressão de combustível enfrentada pela população, não foi descartada.

Em relação ao preço de paridade de importação (PPI), frequentemente criticado, não vemos uma interferência externa como uma solução para a inflação, por conta do elevado risco desabastecimento nacional de combustíveis que poderia causar.

Entretanto, passamos a considerar com maior probabilidade uma queda da demanda por derivados de petróleo do ponto de vista global, em virtude da maior chance de recessão, que poderia alterar a dinâmica atual, conforme vemos no gráfico acima, com queda do preço do petróleo acompanhando a piora qualitativa de indicadores econômicos nos EUA e em outros países desenvolvidos.

A Petrobras atualmente detém 38,8% do preço total da gasolina distribuída no país e 63,2% do preço total do diesel, que possuem preço médio de R$ 7,25 e R$ 7,01, respectivamente (entre 06/06 e 11/06/2022), conforme imagem acima. Discute-se no congresso nacional a PLP 18, que visa fixar um teto para o ICMS de vários bens e serviços, que inclui combustíveis. Paralelamente, outro projeto do governo visa zerar o imposto estadual para baratear o diesel, chamado de PEC dos Combustíveis (nº 16/2022), além do gás de cozinha e natural.

Como podemos ver, o impacto da redução do ICMS na gasolina, por ser mais representativo (24,1% preço total), será mais sentido pela população em geral, afetando mais o IPCA, enquanto o do diesel, terá mais impacto na economia, pois afeta mais o produtor e a cadeia de suprimentos, apesar da parcela do ICMS ser bem menor (11,7%).

Oi (OIBR3): Resultado do 1T22 é adiado novamente

A Oi (OIBR3) adiou a divulgação do seu resultado referente ao 1T22, porém antecipou seus números preliminares com uma queda marginal na sua receita líquida, alcançando R$4,4 bilhões no período e EBITDA de R$1,2 bilhão (+8% a/a). O destaque negativo ficou para a diminuição quase 35% no caixa da empresa para R$2 bilhões.

Segundo a empresa, o adiamento é devido à complexidade dos trabalhos de segregação de ativos nas três SPEs que integram a UPI Ativos Móveis e a necessidade de obtenção de pareceres dos auditores independentes para as respectivas demonstrações financeiras.

Impacto: Negativo. A diminuição do caixa aliado a mais um adiamento dos números de Oi, representado a complexidade do processo de segregação e consolidação dos seus ativos e do seu desempenho operacional.

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“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores,  para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo.  Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações. Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Resolução CVM nº 20, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.”

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Formado pela ESPM-SP, com pós-graduação na FGV-SP e mestrado (MSc) em Management pela Nova School of Business and Economics (Nova SBE) e Erasmus na EM Lyon. Antes de ingressar na Guide, trabalhou por quase dois anos no BNP Paribas na Europa, na área de Global Markets na equipe de Equity Derivatives. ''A minha missão é estar sempre atualizado, antecipando tendências de mercado, através de análises, e oferecer de forma simples e objetiva ao investidor, estratégias de alocação com sólidos fundamentos.'' CNPI – 2934

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