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Guide Empresas: Banco do Brasil tem queda na inadimplência, JBS tem mais um trimestre memorável e mais!

Tempo de leitura: 14 minutos

Banco do Brasil (BBAS3): Inadimplência tem mais uma queda e lucro continua subindo
Impacto:
Positivo
JBS (JBSS3): Mais um trimestre memorável
Impacto: Positivo
Aliansce: Bons números, mas em linha com o esperado
Impacto: Positivo
Minerva (BEEF3): Recorde operacional… mas resultado financeiro pesa
Impacto:
Marginalmente Positivo

Grupo Soma (SOMA3): Começando 2022 com o pé direito
Impacto: Positivo
Copel (CPLE6): Operacional melhora, mas taxas de juros afetam o resultado financeiro
Impacto:
Marginalmente Positivo

Positivo (POSI3): Mais uma melhora operacional, sobreposto pelo cenário macro sensível
Impacto:
Neutro

Nesta quinta-feira (12/05), os destaques se voltam para:

Banco do Brasil (BBAS3): Inadimplência tem mais uma queda e lucro continua subindo

O Banco do Brasil publicou seus números referentes ao 1T22 e, ao contrário dos seus pares, teve uma queda de 6 bps a.a. na sua inadimplência, enquanto viu sua carteira de crédito subir 16% a.a., atingindo o volume total de R$886 milhões, impulsionado principalmente pelo seu forte posicionamento no setor de crédito agro, que cresceu 2,6% t.t., com destaque para linha de crédito de investimentos (+11% t.t.) e CPR – Cédula do Produto Rural e Garantias (+6,4% t.t.).

Apesar do crescimento de 9,3% a.a. na provisão ampliada no período, atingindo R$2,7 bilhões e parcialmente sobrepostas pela receita de R$2,1 bilhões com recuperação de crédito (+21% a.a.), o banco conseguiu manter sua inadimplência de mais de 90 dias em 1,89%, patamar abaixo da média prevista para o mercado nesse trimestre (2,5%) e abaixo do mesmo período no ano anterior (1,75%). Além disso, o spread global ajustado ao risco do 1T22 ficou em 2,9% (+0,3 p.p. t.t. e -0,2 p.p. a.a.) e o lucro líquido recorrente fechou o trimestre em R$6,6 bilhões (+58% a.a. e +24% t.t.). Por fim, o índice de cobertura teve queda, com 297% (vs. 325% no 4T21 e 328% no 1T21) e as despesas administrativas cresceram 6% a.a. para R$8,2 bilhões, influenciada pelo aumento de 4% nas despesas com pessoal, parcialmente compensada pela diminuição do número médio de funcionários.

As estimativas para o lucro líquido recorrente do trimestre estavam em R$5,5 bilhões, abaixo dos R$6,6 bilhões registrados 1T22, 22% acima do estimado.

Impacto: Positivo. Em nossa opinião, o resultado do Banco do Brasil mostra o manejo refinado de seus ativos, o bom controle na escolha de seus devedores e a resiliência de sua carteira de crédito. A empresa nadou contra a maré da deterioração do ambiente macro, com piora do cenário de crédito no país e conseguiu ter controle da sua inadimplência sem deixar de lado o crescimento do lucro e da carteira de crédito, fatores importantes para a boa performance de um banco. Em suma, o banco foi capaz de entregar uma melhora acima das expectativas otimistas do mercado e esperamos que tenham uma reação positiva do mercado quanto ao resultado.

JBS (JBSS3): Mais um trimestre memorável

A JBS reportou números fortes no trimestre, com praticamente todas as suas divisões, com exceção da Seara, reportando crescimento robusto de Ebitda e melhora nas margens. A receita consolidada do grupo somou R$ 90,9 bilhões, uma alta de 20,8% A/A, registrando um crescimento em reais em todas as unidades de negócio: Seara (+21%), JBS Brasil (+24,2%), JBS Beef North America (+21,7%), JBS Australia (+20,2%), JBS USA Pork (+13,2%), e PPC (+23,9%).

Em relação as exportações, houve aumento de 37,1% A/A, um total de US$ 4,5 bilhões, dos quais 26,1% tendo como destino China, seguido por Africa e Oriente Médio (13,9%), EUA (10,6%), Japão (9,4%), etc. O EBITDA ajustado totalizou R$10,1 bilhões, o que representa um aumento de 46,7% em relação ao 1T21, com destaque para a unidade JBS Beef North America e Pilgrim’s Pride. A margem EBITDA ajustada do período foi de 11,1%. Destaque negativo foi a Seara, dado o cenário para os custos de produção, especialmente o da ração, que continuou bastante desafiador.

No 1T22, a JBS registrou lucro líquido de R$5,1 bilhões, 151,4% maior que no 1T21, e que representa um lucro por ação de R$2,29. A dívida líquida em reais aumentou de R$57,2 bilhões no 1T21 para R$66,5 bilhões no 1T22, com a alavancagem reduzindo de 1,76x para 1,36x no período. No que tange M&A, no período houve a conclusão da aquisição do Grupo King’s, um dos líderes de mercado na produção de charcutaria italiana, e da Rivalea, líder na criação e processamento de suínos na Austrália. Foi aprovado o pagamento de dividendos intermediários no valor de 2,218 bilhão. Montante equivalente a R$ 1 por ação ordinária de emissão da companhia.

Impacto: Positivo. Conforme o esperado, as divisões americanas como JBS Beef e PPC foram os grandes destaques. Conforme o esperado, na ponta negativa a Seará reportou queda substancial de seu Ebitda no período, em decorrência da pressão de custos principalmente. Outro ponto positivo foi a queda da alavancagem financeira, especialmente em reais, que atingiu o patamar bastante confortável de 1,36x dívida líquida/Ebitda. Dito isso, seguimos otimistas em relação aos próximos trimestres da JBS, que demonstrou um perfil bem mais resiliente que seus pares brasileiros dada a grande diversificação de produtos e geográfica.

Aliansce: Bons números, mas em linha com o esperado

Os resultados financeiros da Aliansce vieram levemente acima do esperado, enquanto os indicadores operacionais continuaram mostrando forte evolução, em linha com a média do setor. Esperamos uma reação neutra do mercado. Apesar da reação neutra, temos uma visão positiva para as ações da Aliansce. A fusão com a BR Malls deve aumentar a liquides da ALSO3 e potenciais sinergias devem alavancar os resultados nos próximos trimestres.

A Aliansce reportou receita de R$ 253 milhões no 1T22 (+32% A/), cerca de 5% acima do consenso do mercado. O crescimento da receita se deve ao crescimento da ocupação, além de reajustes dos aluguéis e aumento nas vendas dos shoppings. As vendas nos shoppings administrados pela Aliansce cresceram 70% A/A e já estão cerca de 10% acima dos níveis de 2019 (pré-pandemia). O Ebitda aumentou para R$ 183 milhões (+58%) e a margem aumentou para 72%. O lucro de R$ 56 milhões ficou um pouco abaixo do esperado, mas ainda bastante superior aos níveis de 2021. O lucro foi negativamente afetado principalmente por maiores despesas financeiras. Em linhas gerais, os resultados foram bons, mas muito similares ao observado em outras empresas do setor como Multiplan e Iguatemi.

Minerva (BEEF3): Recorde operacional… mas resultado financeiro pesa

O frigorífico Minerva reportou números do ponto de vista operacional bastante sólidos para começar o ano de 2022. A receita Líquida da Minerva Foods foi de R$ 7,2 bilhões, crescimento de 25% quando comparada ao mesmo período do ano anterior.

O CMV correspondeu a 83,0% da receita líquida no 1T22, implicando em uma margem bruta de 17,0%. No LTM1T22, o CMV foi equivalente à 82,6% da receita líquida, perfazendo uma margem bruta de 17,4%. O EBITDA consolidado da Minerva Foods alcançou R$ 646,0milhões no 1T22, o maior patamar registrado para o período e um crescimento de 33,2% na comparação anual. A margem EBITDA foi de 8,9% no 1T22, um incremento de aproximadamente 50 bps ante o 1T21. O resultado financeiro líquido da Companhia foi negativo em R$ 687,6 milhões, refletindo a rubrica de “Outras Despesas” que foi negativa em R$ 426,1 milhões; especialmente impactada pelo resultado do hedge cambial.

O resultado líquido do 1T22 alcançou R$ 114,6 milhões, queda de 55,8% ante o 1T21. Os investimentos totalizaram R$ 172,8 milhões no primeiro trimestre de 2022. Do montante total, R$ 101,0 milhões foram destinados à manutenção, e R$ 71,8 milhões foram utilizados para expansão, especialmente na capacidade das plantas da Colombia. A alavancagem líquida do 1T22, medida através do múltiplo Dívida Líquida/EBITDA dos últimos 12 meses, encerrou o trimestre estável em 2,5x, em linha com a nossa disciplina financeira e respeitando a política de dividendos da Minerva Foods.

Impacto: Marginalmente positivo. Apesar da queda do lucro, impactado pelo resultado financeiro negativo, do ponto de vista operacional, o Ebitda recorde e a melhora da margem refletem uma melhora no core business da empresa. Para os próximos períodos, vemos a Minerva entre as mais bem posicionadas empresas de alimento, e que deve continuar a se beneficiar da forte exportação e uma melhora do ciclo do gado localmente.

Grupo Soma (SOMA3): Começando 2022 com o pé direito

O Grupo Soma reportou novamente números crescentes, conforme visto no ano passado inteiro. No período houve crescimento exponencial da receita bruta, com forte crescimento de todas as marcas do Grupo SOMA (+60,3% vs. o 1T21). O SSS segue forte trajetória de crescimento, atingindo +31,4% vs. 1T21.

A própria Hering, adquirida pelo grupo no ano passado tem demonstrado melhora substancial, com a maior receita bruta do primeiro trimestre de sua história, que cresceu 51,1% vs. o 1T21.

Em relação as marcas individuais, os destaques positivos foram, a Farm e Farm Global, Animale em rota de recuperação acelerada, além da NV, que em um ano cresceu mais de 400%.

No consolidado, a receita líquida cresceu impressionantes 187,8%, refletindo a forte retomada das lojas físicas e a redução da curva de contaminação do Covid-19.

O Grupo obteve um crescimento expressivo do lucro bruto pro forma de 66,2%, com uma expansão da margem bruta de 2,3 p.p. vs. o 1T21.

O EBITDA ajustado teve um crescimento de 256,0%, com uma expansão da margem EBITDA de 5,7 p.p vs. o 1T21 pro forma e o lucro líquido ajustado totalizou 53,6 milhões, superando em 405,7% o lucro reportado no 1T21 pro forma.

A empresa terminou o trimestre com um saldo positivo de caixa de R$ 386,7 milhões e uma dívida líquida de R$634,4 milhões, atingindo 1,23x no indicador Dívida Líquida / EBITDA Ajustado.

Impacto: Positivo. Grupo Soma quase dobra sua receita líquida consolidada no período, e aHering reportou o seu melhor primeiro trimestre do ponto de vista de venda em sua história. O grupo tem se tornado cada vez mais eficiente, refletido no forte crescimento do Ebitda ajustado e margem Ebitda, que cresceu 3,6p.p., além do lucro que mais que triplicou em um ano. Dito isso, seguimos com Grupo Soma sendo a nossa Top Pick no setor de vestuário, pois acreditamos que ela irá continuar entregando números fortes tanto localmente como no exterior.

Copel (CPLE6): Operacional melhora, mas taxas de juros afetam o resultado financeiro

A receita operacional da Copel foi de R$5,6 bilhões no período, refletindo o (i) aumento da receita de energia elétrica, pelo crescimento de 11,3% nas tarifas e a expansão de 48% no volume de energia vendida no mercado livre, (ii) +12,3% a.a. nas receitas de disponibilidade de rede elétrica (TUSD/TUST), devido à expansão de 5,8% no resultado da Copel Distribuição, revisão tarifária de 8,73% na TUSD e aumento da remuneração da transmissora impactada positivamente pelo IPCA e (iii) crescimento anual de R$98,2 milhões (+72,8%) nas receitas de distribuição de gás canalizado, causada por reajuste tarifário.

As despesas operacionais da empresa subiram 12,5%, para R$4,5 bilhões, causadas por (i) +15% a.a., ou R$253,2 milhões, em despesas com compra de energia elétrica, para suportar o maior volume de venda de energia no mercado livre, (ii) crescimento de 38% nos encargos de uso de rede elétrica, reflexo do despacho térmico fora da ordem, (iii) expansão de 92% a.a. das despesas com gás, consequência da aquisição de gás com custo mais elevado, impulsionado por preço do petróleo e variações cambiais. Os custos com pessoal e administração viu uma queda de 8,7% a.a. reflexo da reversão de R$7,9 milhões provisionados para o programa de demissão voluntária e a redução anual de 636 funcionários aderentes ao programa de demissão voluntária da empresa.

O resultado financeiro da empresa expandiu de -R$19 milhões no 1T21 para -R$213 milhões no período, efeito do crescimento de 64% nas despesas financeiro (refletindo as taxas mais elevadas), parcialmente sobreposta pelo efeito do CDI nas receitas financeiras. O lucro líquido ficou em R$669,8 milhões, 12% abaixo do 1T21 e 4% acima das estimativas.

Impacto: Marginalmente Positivo. Apesar da melhora operacional geral da empresa, principalmente nos segmentos de transmissão e geração, a empresa foi impactada negativamente pelas taxas de juros em patamares elevados, que esperamos que se mantenham por mais tempos. Mesmo assim, conseguiu diminuir seus custos, principalmente com pessoal, aumentar sua eficiência no período e entregando números acima das expectativas.

Positivo (POSI3): Mais uma melhora operacional, sobreposto pelo cenário macro sensível

A Positivo publicou os seus números referentes ao 1T22 com forte crescimento de 47,7% a.a. na sua receita bruta, alcançando R$1,2 bilhão, impulsionadas por forte demanda dos segmentos corporativos e instituições públicas. A unidade corporativa fechou o 1T22 com receita de R$331 milhões, +141% a.a., pela crescente demanda de HaaS (+415% a.a.) e meios de pagamento (+38x a.a.). Já no segmento de instituições públicas, as receitas ficaram em R$712 milhões (+278% a.a.), impulsionada pela receita advinda da entrega das urnas eletrônicas para as eleições deste ano. E na unidade de varejo (Consumer) a empresa viu queda de 69% a.a., reflexo do arrefecimento do setor de varejo no país, devido ao alto nível de estoques registrado ao final do 2021, combinado com a alta da inflação e juros, o que impacta o poder de compra das famílias.

O Resultado Financeiro ficou em R$ 84,3 milhões negativo no 1T22 vs um resultado positivo de R$ 17,0 milhões apresentado no 1T21 e R$ 39,0 milhões negativos no 4T21. A oscilação do resultado financeiro reflete o gradual aumento da taxa de juros no país ao longo dos últimos doze meses, além da variação cambial ocorrida entre os períodos comparativos (depreciação do Real frente ao dólar ocorrida durante o 1T21 vs. apreciação no 1T22).

Impacto: Neutro. A boa performance da positivo em seus diversos segmentos, foi sobreposta pelo cenário macro desfavorável que, em nossa visão, pode permanecer por mais tempo, afetando continuamente os números da empresa.

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