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Guide Empresas: Telefônica vê melhora operacional, Alupar tem resultado melhor que o esperado e mais!

Tempo de leitura: 8 minutos

Telefônica (VIVT3): Melhora operacional, com despesas financeiras impactando
Impacto: Negativo
Alupar (ALUP11): Resultado acima dos esperados e melhora operacional
Impacto: Positivo
CVC (CVCB3): Números que trazem animo
Impacto: Positivo
BrasilAgro (AGRO3): Forte crescimento operacional… mas ambiente segue volátil
Impacto: Marginalmente Positivo

Nesta quarta-feira (11/05), os destaques se voltam para:

Telefônica (VIVT3): Melhora operacional, com despesas financeiras impactando

A Telefônica publicou os seus resultados referentes ao 1T22, com melhora operacional, mas com custos e despesas financeiras impactando o resultado. Na parte operacional, a empresa registrou (i) R$6 bilhões, ou +5,9% a.a. na receita de pós pago, devido ao crescimento de 11% no número de acessos no período, (ii) melhora de 4,7% a.a. nas receitas de recargas, chegando a R$1,3 bilhão no período, com destaque para o crescimento de 2,3 p.p. na representatividade das recargas digitais no volume de recargas totais e (iii) aumento de 26% a.a. nas receitas de fibra, alcançando R$1,2 bilhão, causada pela adição de 65 novas cidades, adicionando 4,2 milhões de casas passadas e 1,1 milhões de casas conectadas nos últimos 12 meses.

No lado negativo, ressaltamos (i) crescimento de 7% nos custos totais, atingindo R$6,8 bilhões, (ii) crescimento de 5,8% da depreciação e amortização, devido a amortização de licenças de espectros adquiridas no 4T21 e maior volume de depreciação de ativos de arrendamento e (iii) despesa líquida de R$ 524 milhões (+66,6% a/a), em função do maior endividamento médio por aquisição das licenças 5G no final de 2021, maior taxa de juros no período, além dos contratos reconhecidos como leasing em função do IFRS16.

Impacto: Negativo. Apesar da melhora operacional no período, a Telefônica foi severamente impactada pela deterioração do cenário macro, expresso nas taxas de juros elevadas no período, afetando o seu resultado financeiro e os seus custos. Além disso, a empresa teve um crescimento abaixo do esperado e em não mostrou melhorias causadas pelas suas aquisições recentes.

Alupar (ALUP11): Resultado acima dos esperados e melhora operacional

A Alupar registrou melhora operacional no segmento de transmissão, aumentando 0,1 p.p. a.a. na disponibilidade física dos seus ativos, atingindo 100% de disponibilidade no 1T22, resultando uma diminuição da parcela variável (que reflete a indisponibilidade dos ativos das transmissoras) para 0,67%, em relação aos 1,15% registrados em 2021.

Do lado negativo, ressaltamos (i) aumento de 40% nas despesas gerais, devido à maior taxa Selic e reforços em áreas estratégicas, (ii) crescimento de 7,5 p.p. na sinistralidade, impactado pelo maior volume de sinistros do setor

O EBITDA da empresa foi afetado positivamente pelo crescimento de R$95 milhões de 3 transmissoras que entraram em operação comercial nos últimos 12 meses (tendo impacto também nos custos) e de R$73 milhões devido aos reajustes do RAP (receita anual permitida) pelo IPCA, sendo impactado negativamente pela redução de 50% da RAP de 2 das suas transmissoras em razão no 15º aniversário da entrada em operação, crescimento de R$0,4 milhão das despesas administrativas e gerais e R$1,9 milhão devido ao crescimento dos custos com pessoal. Além disso, as despesas financeiras foram impactadas negativamente em R$118 milhões causada pela expansão do CDI e IPCA.

Impacto: Positivo. A empresa mostrou boa gestão do seu capital e ativos no período, sendo impactada por fatores macro, mas com seu desempenho operacional sobrepondo esses impactos. Além disso, em nossa visão, o crescimento da disponibilidade de seus ativos expressa a busca constante da empresa por melhorias e vemos essa tendência continuar também no longo prazo.

CVC (CVCB3): Números que trazem animo

A CVC reportou números bem mais animadores do que os vistos no 1T21.  A Receita Líquida avançou 76,5% no 1T22 em relação ao 1T21, pela reabertura de mercados, ainda que os primeiros meses de 2022 tenham sido marcados pela Ômicron e seus efeitos no setor. Na comparação com o 4T21, a Receita recuou 6,8%, influenciada pelo menor volume de embarques, devido a sazonalidade usual do período de alta temporada.

As Despesas de Vendas recuaram 12,1% em comparação ao 4T21, oscilação atribuída essencialmente a variação do volume de Reservas Confirmadas no trimestre. As provisões para perdas foram superiores àquelas registradas no 1T21, onde na ocasião houve maior volume de reversões de provisões constituídas em 2020, em decorrência do início da Covid-19. O EBITDA foi de de R$ 33,3 milhões, enquanto o EBITDA Ajustado, o qual acresce as despesas com boletos e excetua os itens não recorrentes, foi de R$ 12,5 milhões. O Resultado Financeiro totalizou despesa líquida de R$ 88,8 milhões no 1T22, R$ 46,7 milhões superior ao registrado no 4T21, justificada pelo o aumento da taxa média dos depósitos interfinanceiros (CDI), que registrou 2,67 p.p. na comparação 1T22 vs 4T21 e 8,25 p.p. na comparação 1T22 vs 1T21, que incide sobre a dívida líquida.

Por fim, o Prejuízo Líquido totalizou R$ 166,8 milhões, aumento de 14,4% em comparação com o 4T21, dado a baixa dos créditos tributários que foram realizadas no 1T22, sendo que esta baixa não ocorrerá nos demais trimestres de 2022.

Impacto: Positivo. Vemos uma clara melhora operacional no resultado de CVC, com crescimento significativo no resultado quando comparado ao 1T21, e apesar a sazonalidade do 4T21 beneficiar empresas de turismo, houve ainda uma melhora no Ebitda ajustado. O prejuízo líquido deve se reverter em lucro nos próximos períodos, dado eventos não recorrentes como amortizações, que pressionaram a última linha.

BrasilAgro (AGRO3): Forte crescimento operacional… mas ambiente segue volátil

A BrasilAgro reportou números consistentes, com um forte crescimento tanto de receita como operacional. O portfólio de propriedades da Companhia soma 267.002 hectares divididos em seis estados brasileiros, Paraguai e Bolívia.

No top-line, foi reportado uma alta na receita de 90% ante o 3T21, somando R$ 175 milhões, explicado principalmente pelo aumento dos preços unitários faturados. A produção de soja no Brasil e Bolívia, ficaram acima das expectativas iniciais. Já no Paraguai, além da diminuição da área plantada, a perda em decorrência da seca foi significativa, atingindo uma redução 63% em relação à estimativa inicial.

Apesar dessa redução, a produção de soja total foi mais que compensada pelos bons resultados do Brasil e Bolívia. O Ebitda ajustado total acumulou R$ 160 milhões, crescimento de 57% e margem Ebitda ajustado total de 42%, aumento de 14p.p. A empresa justifica que a alta representa os ganhos dos ativos biológicos em formação (cana-de-açúcar e grãos), ajustado pelo resultado de derivativos realizado da safra e pelas despesas de depreciação incluindo: depreciação dos ativos imobilizados das fazendas e depreciação das áreas desenvolvidas e depreciação da cultura permanente.

Por fim, o lucro líquido teve queda de 41% ante mesmo período do ano passado, somando R$ 81,8 milhões. O Conselho de Administração aprovou o pagamento de dividendos intermediários no montante de R$200 milhões, equivalente a R$2,02 por ação.

Impacto: Marginalmente positivo. A melhora do Ebitda foi o principal destaque no período, apesar do cenário turbulento visto no 3T22, que inclui um elevado aumento no preço de fertilizantes e químicos, e fenômenos meteorológicos, que afetaram principalmente a operação no Paraguai. Vemos os proximos trimestres para a empresa com expectativas positivas, gerando valor ao acionista e pagamento de dividendos futuros atraentes.

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