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Guide Empresas: Assaí tem números em linha com o esperado, BB Seguridade tem crescimento em todas as linhas de negócio e mais!

Tempo de leitura: 11 minutos

Assai: Bons números, mas em linha com o esperado
Impacto: Neutro
BB Seguridade (BBSE3): Crescimento de todos os segmentos
Impacto: Positivo
Via (VIIA3): Melhora operacional acima do esperado, mas crescimento mais lento
Impacto: Positivo
Méliuz (CASH3): Prejuízo maior do que o esperado
Impacto: Neutro
Banco ABC (ABCB4): Cenário difícil não foi capaz de ancorar a boa performance
Impacto: Positivo
BTG Pactual (BPAC11): Lucros recordes marcam o 1T22 do BTG
Impacto: Positivo

Nesta terça-feira (10/05), os destaques se voltam para:

Assai: Bons números, mas em linha com o esperado

O Assaí divulgou bons números referentes ao 1T22, mas em linha com o esperado. Esperamos uma reação neutra do mercado hoje. A receita líquida do Assaí cresceu 21% A/A, para R$ 12,5 bilhões. Deste crescimento, 15 pontos percentuais se referem à expansões (o Assaí inaugurou 32 lojas nos últimos 12 meses) e 7% ao crescimento orgânico (crescimento das vendas no conceito “mesmas lojas”). Apesar de não detalhar os números, o Assaí sinalizou que o crescimento das vendas no conceito mesmas lojas acelerou no 2T22. Para os próximos trimestres, a empresa espera um crescimento forte nas vendas em função da conversão de pelo menos 40 lojas Extra sendo convertidas para Assaí ainda em 2022. Do lado negativo, a inflação e desemprego elevados tem levado os consumidores a optarem por marcas infereriores (“trend down”).

No lado negativo, ressaltamos (i) o aumento anual de 0,3 pontos percentuais, alcançando 2,6%, (ii) queda de 66% O lucro bruto do Assaí foi de R$ 1.826 milhões (+21% A/A) e a margem ficou estável em 16%. Apesar do cenário de inflação alta, a margem ficou estável em função de ajustes no sortimento de produtos e principalmente maturação de lojas inauguradas recentemente. O Ebitda atingiu R$ 752 milhões (+17% A/A) e a margem ficou estável em 7%, graças ao controle de despesas. O lucro líquido foi de R$ 214 milhões (-11% A/A) e a margem caiu para 2%. O principal fator por trás desta queda no lucro foi o aumento das despesas financeiras, que saíram de R$ 134 milhões no 1T21 para R$ 302 milhões no 1T22 (+125%). O endividamento do Assaí aumentou sensivelmente nos últimos doze meses em função de expansões, particularmente pela compra de 60 pontos lojas do Extra que serão convertidas para Assaí nos próximos meses.

Impacto: Neutro. Os números ficaram em linha com o esperado como já destacado. O Assaí já havia publicado uma prévia operacional dos dados, o que reduz o potencial de surpresa desta divulgação.

BB Seguridade (BBSE3): Crescimento de todos os segmentos

A BB Seguridade (BBSE3) entregou números acima do esperado para o trimestre, com crescimento de 21% na soma das receitas de cada uma de suas subsidiárias, alcançando R$1,2 bilhão no período (vs. R$971 milhões no 1T21), enquanto o seu lucro líquido foi de R$1,179 bilhão (+21% a.a.), 16% acima das expectativas de R$1,021 bilhão para o 1T22. A Brasilseg viu seu lucro crescer 7% a.a. devido (i) R$154 milhões de receita financeira (+134% a.a.) devido a maior taxa Selic e (ii) crescimento de 19% nos prêmios retidos, com aumento de menor escala nas provisões técnicas (+5,6% a.a.). Na Brasilprev, o lucro expandiu 57% a.a., causado pelo resultado financeiro positivo e aumento de 6,5% a.a. nas receitas de taxa de administração (taxa de administração média subiu 0,2 p.p. a.a.). A BB Corretora teve lucro de R$573 milhões (+14% a.a.) em função do bom desempenho comercial dos principais segmentos de negócio, com destaque para o seguro rural.

Do lado negativo, ressaltamos (i) aumento de 40% nas despesas gerais, devido à maior taxa Selic e reforços em áreas estratégicas, (ii) crescimento de 7,5 p.p. na sinistralidade, impactado pelo maior volume de sinistros do setor agrícola, fruto de fenômenos climáticos adversos no Sul e Centro-Oeste e (iii) captação líquida negativa em previdência, causada pelo volume elevado de resgates antecipados para pagamento de despesas mensais e dívidas para compra de imóveis.

Impacto: Positivo. Em nossa visão, a BB Seguridade foi beneficiada pelo ambiente de aumento das taxas de juros, aliado a melhora operacional, explicita pelo crescimento anual de todas as suas subsidiárias, sofrendo impactos leve perante a um cenário macro mais sensível. Além disso, a empresa conseguiu entregar números acima das expectativas, reiterando as estimativas positivas para o seu papel.

Via (VIIA3): Melhora operacional acima do esperado, mas crescimento mais lento

O GMV omnicanal do 1P cresceu 2,3% no período, com o 1P online crescendo 1,5% para R$ 4 bilhões. Já o GMV do 3P (marketplace) no 1T22 alcançou R$ 1,2 bilhão (+12%), do ajuste de comissionamento (reforçando margens cada vez mais sustentáveis), aumento do sortimento de novas categorias e lojistas (33% do GMV já é cauda longa vs. 23% no 1T21), entre outras estratégias adotadas.

As despesas com vendas, gerais e administrativas operacionais totalizaram R$ 1,61 bilhões (excluindo provisões trabalhistas relacionado ao legado de R$ 55 milhões no trimestre), uma queda de 12,8% no período, diluição de 2,8 p.p. para 21,7% da ROL.

O EBITDA ajustado operacional totalizou R$ 758 milhões no 1T22, ou 10,2%, +2,5 p.p. vs. 1T21, justificado pela Via pelos ‘’ganhos relevantes de produtividade e eficiência nas despesas (SG&A) de 2,8 p.p. em relação a receita líquida no 1T22 vs.1T21, com nível de serviço (NPS) atingindo 75 pontos, maior nota histórica.’’

Após a queda de Market share de mercado online apresentada no 4T21 quando atingiu 13,3% (ante 15,9% do 3T21), a Via demonstrou uma ligeira recuperação de 0,1p.p., atingindo 13,4%, segundo os dados do Compre & Confie.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 428 milhões no primeiro trimestre de 2022, uma elevação de 98,8% ante o 1T21, por conta do aumento da Selic, parcialmente mitigado pelos melhores spreads sobre o custo.

O lucro líquido operacional somou R$ 86 milhões com margem líquida de 1,2%, 36,5% maior que o lucro líquido comparável do 1T21. No 1T22, houve R$ 29 milhões de incentivo de subvenção de maneira recorrente. Já no 1T21, houve efeito do incentivo de subvenção recorrente de R$ 33 milhões e R$ 117 milhões de períodos anteriores, totalizando R$ 150 milhões.

A posição de caixa, incluindo recebíveis de cartão, totalizou R$ 5,2 bilhões em 1T22 e a alavancagem financeira, ficou em 0,4 vez dívida líquida/Ebitda ajustado em março/22, queda de 0,9 vez em relação ao 1T21.

Impacto: Positivo. A Via reportou números acima do esperado, com destaque ao Ebitda, que teve alta de quase 30% e uma melhora significativa de sua margem, graças ao bom controle de despesas apresentado no período. Entre os pontos de atenção, ressaltamos a lenta recuperação de market share apresentada no trimestre, desde a perda significativa de participação no varejo online apresentada no 4T21, dada a maior concorrência no setor. Além disso, o recuo de vendas de lojas físicas e o crescimento mais modesto do omnicanal, são justificados pela queda do poder de compra do consumidor, e também impactos da Covid (loja física) no início do período me questão. Dito isso, apesar da melhora operacional, seguimos neutros em relação aos papéis de VIIA3, por conta do cenário bastante desafiador e competitivo das varejistas, com inflação pressionando margens, e juros mais elevado.

Méliuz (CASH3): Prejuízo maior do que o esperado

A Méliuz (CASH3) publicou melhora nos seus números operacionais, mas ainda com prejuízo líquido de R$7 milhões, revertendo seu lucro líquido de R$4 milhões, registrado no 1T21. No lado operacional, a empresa entregou (i) 66% de aumento no GMV do segmento de Shopping, chegando a R$1,6 bilhão no período, com um take rate de 6,3% (+0,5 p.p. a.a.), causado pela melhor negociação com parceiros, aliado ao aumento de 62% no número de novos compradores, (ii) +44% a.a. no número de contas, totalizando 24 milhões de contas e (iii) diminuição de 28% a.a. nas despesas operacionais, impulsionado por menos despesas com cashback de shopping.

No lado negativo, ressaltamos (i) aumento de 12% a.a. nas despesas com pessoas e (ii) +27% a.a. nas despesas com softwares.

Impacto: Neutro. Apesar da melhora operacional, ainda vemos despesas elevadas para a Méliuz, principalmente vindo do seu principal produto (cashback). Além disso, os números, já negativos, foram entregues abaixo das estimativas para a empresa. Sendo assim, mantemos nossa visão cautelosa quanto ao papel.

Banco ABC (ABCB4): Cenário difícil não foi capaz de ancorar a boa performance

O Banco ABC (ABCB4) publicou seus números referentes ao 1T22 com crescimento de 6% a.a. na carteira de crédito expandida, alcançando R$38 bilhões, impulsionado pela expansão de 11% no segmento Corporate, que hoje corresponde a 55% da carteira de crédito expandido do banco, e pelo segmento Middle, que cresceu 29% e representa 8% do total. Dentre os segmentos no portfólio, os que mais aumentaram sua representatividade no mix total foi o subsetor de Serviços, Cadeia de Grãos e Varejo não-alimentar.

O índice de cobertura viu um crescimento anual expressivo no período de 184 pontos, alcançando 444%, e o índice de inadimplência do banco, sobre parcelas já vencidas e vincendas, teve queda de 0,4 p.p., resultando 0,6%. As despesas com provisão tiveram queda de 41%. As receitas de serviços tiveram o encolhimento de 64% a.a., impactada pela pouca performance do banco de investimentos (R$7,5 milhões no 1T22).

Por fim, a empresa apresentou expansão de 50% a.a., atingindo R$183 milhões no 1T22, com margens de spread estáveis, produtos de câmbio, cash management e mix de produtos.

Impacto: Positivo. O resultado forte, com controle exemplar da inadimplência em diversos segmentos e aumento do índice cobertura, mostra o banco seguindo no caminho inverso a deterioração do crédito: melhorando os spreads e expandindo, mesmo que sutilmente, o volume de seu portfólio de crédito, explicitando a navegação segura do Banco ABC nas águas adversas do cenário macro atual.

BTG Pactual (BPAC11): Lucros recordes marcam o 1T22 do BTG

O BTG atingiu receita consolidada de R$4,3 bilhões (+56% a.a. e +25% t.t.), impactado negativamente pela performance do Investment Banking, que teve queda de 56%, principalmente devido a queda anual expressiva do segmento de Financial Advisory (M&A), com valor total de US$7,7 bilhões no período. No segmento de crédito, a empresa teve aumento de aproximadamente R$31 bilhões em sua carteira de crédito para Corporate e SME, entregando receita de R$817 milhões no 1T22. Como destaque, ressaltamos o crescimento de 83% nas receitas advindas do segmento de Sales & Trading, impulsionado por atividade de clientes, combinadas com maior volatilidade e alocação eficiente do capital;

No lado negativo, ressaltamos (i) o aumento de 18% nas despesas com bônus, alcançando R$546 milhões e (ii) +65% nas despesas administrativa, parte causada pelo investimento em infraestrutura das plataformas digitais.

Impacto: Positivo. Visto a diminuição das atividades do mercado de capitais, o BTG se mostrou resiliente na busca de linhas de receitas alternativas para o seu negócio, surfando bem momentos bons tanto para equity quanto para debt, além de se manter forte como um dos principais players do mercado de capitais nacional.

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