Vale inicia testes de trem não tripulado para retomar atividades na usina de Timbopeba; Governo catarinense acelera licenças ambientais para viabilizar aporte de R$ 442 milhões da JBS; e mais…

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Vale: Cia inicia testes de trem não tripulado para retomar atividades na usina de Timbopeba
Impacto: Marginalmente positivo
JBS: Governo catarinense acelera licenças ambientais para viabilizar aporte de R$ 442 milhões da JBS
Impacto: Positivo
Eletrobrás: Cia tem votação adiada para esta manhã no Senado
Impacto: Marginalmente negativo
Linx: Cia será comprada pela Stone, sem restrições do Cade
Impacto: Positivo
Qualicorp: Cia compra carteira de planos privados da Unimed Natal
Impacto: Positivo
Soma: Cia prepara follow-on de R$ 1 bilhão
Impacto: Marginalmente positivo

Confira os destaques de hoje:

Vale: Cia inicia testes de trem não tripulado para retomar atividades na usina de Timbopeba

A Vale informou nesta quarta-feira que deve retomar, em até 2 meses, as operações da usina de Timbopeba, em Mariana, em Minas, com a implantação de trem não tripulado, utilizando de 80% a 100% de sua capacidade diária de produção, de 33 mil toneladas de finos e minério de ferro.

Após interdição da Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais, a mineradora precisou paralisar a usina por conta de risco de ruptura da estrutura nas áreas próximas à barragem Xingu, da mina Alegria, de acordo com o órgão público.

A Vale afirmou que as atividades continuam suspensas devido à interdição e ressaltou que a barragem permanece em nível 2 de emergência e que ‘’não há risco iminente de ruptura’’, conforme Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração, de acordo com o comunicado

“É permitido apenas, mediante rigoroso protocolo de segurança, o ingresso de pessoas que trabalham nas atividades de estabilização da estrutura e nas ações estruturantes para implementação do trem não tripulado”, informa o comunicado.

A mineradora ainda afirma que “após a integral implementação, o trem não tripulado percorrerá um trecho de 16 km por meio de sistema de controle integrado capaz de realizar operações de aceleração e frenagem dinâmica de forma automática’’.

Impacto: Marginalmente positivo. A Vale vem se posicionando de forma a mitigar risco por meio de uso de tecnologia ao mesmo tempo que consegue dar sequência a sua produção. A mineradora tem feito um bom trabalho de reconstrução de sua imagem, além de pagamentos emergenciais aos atingidos pelos desastres de Mariana em 2015, e Brumadinho em 2019, bem como o plano de descaracterização de barragens, para prevenir novos acidentes.

JBS: Governo catarinense acelera licenças ambientais para viabilizar aporte de R$ 442 milhões da JBS

A secretaria estadual de Agricultura de Santa Catarina afirmou em nota nesta quarta, que o governo daquele Estado acelerou a liberação de licenças ambientais para a modernização e ampliação de uma unidade em Itaiópolis e de uma planta de biodiesel em Mafra, ambas pertencentes à Seara, controlada da JBS, que fará um investimento de R$ 442 milhões para a realização dos projetos

A licença ambiental prévia, emitida pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), é a primeira de três autorizações ambientais obrigatórias e declara a viabilidade locacional do empreendimento.

De acordo com o governo catarinense, do montante total, R$ 262 milhões serão direcionados para a ampliação de abatedouro de aves, da fábrica de ração e de premix em Itaiópolis, que abastece 12 países, entre eles mercados como Japão, Chile, Estados Unidos e Canadá.

Já a unidade em Mafra de biodiesel receberá um aporte de R$ 180 milhões. Em junho de 2020, a JBS havia informado que ‘’a planta iniciaria a operação ajudando a suprir a demanda da entrada do B13, e pronta para atender ao crescimento do marco regulatório que deve chegar a 15% em 2023’’.

Impacto: Positivo. Com a liberação das licenças ambientais confirmadas, a JBS poderá otimizar suas operações em SC, que possui uma grande operação exportadora, que deve ser beneficiada por um real desvalorizado frente ao dólar, que deve manter-se em patamares elevados no médio prazo. Já a planta em Mafra se posiciona para uma possível volta do B13, após o governo reduzir a mistura do diesel para 10%.

Eletrobrás: Cia tem votação adiada para esta manhã no Senado

O Senado adiou a votação da medida provisória que possibilita a capitalização da Eletrobras. Os senadores pretendem retomar a análise da MP hoje. Mesmo que a proposição seja aprovada pela Casa Alta ainda hoje, a Câmara só terá 3 dias úteis para chancelar as alterações feitas pelo Senado antes que a proposta perda a sua validade no dia 23 de junho.

O parecer divulgado pelo relator da proposta, senador Marcos Rogério (DEM- RO), manteve trechos controversos adicionados ao projeto durante a sua passagem na Câmara como, por exemplo, a obrigação de construir e contratar energia de usinas termelétricas que, segundo críticos, pode encarecer a conta de luz do consumidor final.

Impacto: Marginalmente negativo. A MP tem sofrido diversos adiamentos e aproxima-se do vencimento, o que poderia trazer forte pressão pelo papel. Seguimos confiantes em relação a aprovação da MP, principalmente por conta do maior empenho do Governo Federal.

Linx: Cia será comprada pela Stone, sem restrições do Cade

O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta a compra da provedora de software Linx pela empresa de meios de pagamentos Stone, sem restrições, entendendo que o negócio não representa riscos ao mercado.

O relator do processo, Sergio Ravagnani, afirmou que “O mercado de software tem caminhado para convergência e deve continuar crescendo nos próximos anos em decorrência da competição acirrada. O Cade está e estará atento a esses mercados”.

A Stone só conseguiu comprar a Linx após uma intensa disputa com a Totvs, em novembro. A proposta inicial da vencedora era de R$ 6,04 bilhões, e no final, o valor ficou em R$ 6,8 bilhões.

Impacto: Positivo. Vemos a transação com bons olhos, principalmente pelo forte potencial sinérgico que deve gerar valor aos acionistas. Vale lembrar que a transação já era aguardada pelo mercado.

Qualicorp: Cia compra carteira de planos privados da Unimed Natal

A Qualicorp informou em comunicado enviado ao mercado, que concluiu a aquisição da Unimed Natal, que tem uma carteira com 7,9 mil vidas, as quais serão agora migradas para a base de clientes da companhia.

A empresa afirmou que “no contexto da transação, a Quali também iniciou uma parceria comercial com a Unimed Natal, adicionando mais uma operadora ao seu portfólio e firmando uma importante parceira para distribuição de produtos nas áreas de cobertura da Unimed Natal”

Em abril, a Qualicorp divulgou que havia celebrado contratos para a aquisição de carteiras de planos privados de assistência à saúde atendidas pela Unimed Natal e a Unimed Barra Mansa.

Impacto: Positivo. A Qualicorp com a transação, aumenta a sua presença regional, dando continuidade na sua estratégia de aumento de oferta de produtos em regiões menos penetradas no país.

Soma: Cia prepara follow-on de R$ 1 bilhão

O grupo Soma, dono das famosas marcas Animale e Farm, prepara um follow-on, previsto para o mês que vem, para captar entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão.  A oferta tem como objetivo pagar parte da transação da recém adquirida Hering, por R$ 5,1 bilhão.

Após uma oferta considerada agressiva pela Hering, a Arezzo acabou sendo passada para trás por um movimento surpresa do Grupo Soma na disputa pela companhia.

Impacto: Marginalmente positivo. O Grupo Soma vem ganhando robustez por meio de crescimento inorgânico, através das recentes aquisições feitas, em um processo de consolidação de mercado. Com a Hering, possíveis sinergias devem ser criadas, além de grande penetração em segmentos mais populares da moda. Vemos o follow-on com bons olhos.

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