Guide Empresas – Cemig tem aumento de 17,69% da receita líquida e reverte prejuízo no trimestre; Enjoei tem aumento de 54% de sua receita líquida mas Ebitda decepciona ; e mais…

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Cemig: estatal mineira tem aumento de 17,69% da receita líquida e reverte prejuízo no trimestre
Impacto: Positivo
Enjoei: Cia tem aumento de 54% de sua receita líquida mas Ebitda decepciona
Impacto: Marginalmente negativo
CVC: Cia informa fraco volume de novas vendas
Impacto: Marginalmente positivo
Cosan: Cia apresenta crescimento de de 15% de sua receita líquida no primeiro trimestre
Impacto: Positivo
Vivara: receita líquida subiu 5,6%, para R$ 217 milhões no trimestre
Impacto: Marginalmente positivo
B3: Cia deve continuar a se beneficiar desses movimentos de desinvestimentos de veículos estatais
Impacto: Marginalmente positivo

Confira os destaques de hoje:

Cemig: estatal mineira tem aumento de 17,69% da receita líquida e reverte prejuízo no trimestre

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) reportou receita líquida de R$ 7,1 bilhões no primeiro trimestre de 2021 (1T21), uma alta de 17,69% em comparação ao 1T20. 

A receita com fornecimento bruto de energia elétrica foi de R$ 6,9 bilhões em 1T21 em comparação a R$ 6,8 bilhões ao 1T20, um crescimento de 2,72%. Já a receita com energia vendida a consumidores finais foi de R$ 6,3 bilhões no trimestre, um avanço de 7,16% em comparação ao mesmo período de 2020.

O Ebitda da empresa cresceu 133,25% para R$ 1,8 bilhão no mesmo intervalo de comparação. A margem Ebitda passou de 13,09%, no primeiro trimestre de 2020, para 25,97% este ano. O Ebitda ajustado, que exclui efeitos extraordinários, foi de R$ 1,65 bilhão, alta de quase 23% ano a ano.

Ainda no período, a estatal mineira decidiu se desfazer inteiramente da fatia na Light, o que foi efetivado em janeiro por meio da venda de ações em uma oferta pública que levantou R$ 1,37 bilhão. A Cemig disse que, como resultado da operação, reconheceu um ganho antes de tributos de R$ 108,5 milhões, ao considerar como custo o valor registrado do ativo, que vinha sendo classificado como “mantido para venda” em seu balanço.

Na última linha de resultado, o lucro líquido foi de R$ 422,3 milhões no 1T21, revertendo prejuízo líquido de R$ 68,1 milhões obtido no mesmo período de 2020. Impacto: Positivo. O resultado ficou marginalmente acima das projeções do mercado. Apesar da diminuição na distribuição de energia para consumidores comerciais, a Cemig registrou uma alta em sua receita de quase 18%, o que contribuiu com a melhora de sua margem Ebitda ajustada, quando se exclui efeitos não recorrentes. Além disso, o resultado operacional foi ajudado pela venda das ações da Light, que havia afetado negativamente o Ebitda no mesmo período do ano passado. Com a reabertura de estabelecimentos comerciais, o consumo deverá aumentar neste segmento, contribuindo para uma sólida geração de caixa da estatal. Quanto ao segmento de geração, esperamos que os próximos resultados deverão refletir os impactos da baixa incidência de chuvas na forma de rebaixamento de garantia física (GSF – Generating Scaling Factor) e preços elevados de energia no mercado de curto prazo (PLD). Esperamos uma reação positiva mas que pode ser abrandada pelo cenário desafiador na Geração de energia. 

Enjoei: Cia tem aumento de 54% de sua receita líquida mas Ebitda decepciona

A Enjoei informou uma receita líquida de R$ 24,2 milhões, 54% maior em relação ao 1T20. No entanto, o custo do serviço prestado subiu em proporção bem maior, saindo de R$ 9,4 milhões em 2020 para R$ 17,4 milhões neste trimestre, totalizando um salto de 85%.

O Ebitda ajustado da Enjoei no período foi negativo em R$ 12,4 milhões, ante o Ebitda negativo de R$ 7,3 milhões informado no mesmo período de 2020. A margem Ebitda ficou em -51,2%, ante 3,7% no 1T20.

A ampliação das despesas foi fortemente concentrada nas contas de Salários e Consultoria. O crescimento dos salários está diretamente ligado à estruturação dos times de atendimento, novos negócios, contabilidade, e principalmente, ao reforço do time de engenharia, que passou a contar com 75 desenvolvedores, frente aos 30 do 1T20.

A companhia apurou um prejuízo de R$ 31,7 milhões no período, contra uma perda de R$ 1,3 milhão apurada um ano antes.

Impacto: marginalmente negativo. Conforme divulgado na prévia operacional a empresa teve um sólido crescimento: (i) de vendas (GMV de R$ 172 milhões no 1T21 +104% vs. 1T20) e (ii) downloads do app (5,7mm no 1T21), resultando em números robustos de compradores e vendedores. A tese está se fortalecendo com o aumento da rede e do ecossistema tecnológico, o que está impulsionando as vendas. Por outro lado, a piora no resultado operacional ainda impacta a rentabilidade.

CVC: Cia informa fraco volume de novas vendas

A CVC informou uma queda de 58% sobre sua receita líquida de vendas, que chegou a R$ 165,93 milhões no período, em virtude do recrudescimento da situação pandêmica e aumento de medidas de restrição à circulação impostas pelos governos. Por outro lado, as despesas também encolheram 59,8%, totalizando R$ 30,2 milhões

O Ebitda da empresa ficou negativo em R$ 56,4 milhões, uma melhora de 92,4% ante o Ebitda negativo de R$ 741,4 milhões do 1T20.

A empresa teve R$ 10,5 milhões de despesas financeiras no período no 1T21, uma queda de 79,1% em relação a um ano antes. 

A operadora de turismo registrou prejuízo de R$ 81,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representou uma queda de 92,9% ante as perdas de R$ 1,1 bilhão acumuladas no mesmo período de 2020. 

A companhia realizou no primeiro trimestre do ano de 2021 bons progressos na preparação da CVC para liderar a retomada dos negócios, com uma boa evolução financeira, embora os volumes de novas vendas e embarques tenham sido abaixo das expectativas em função das restrições impostas devido ao aumento de casos, nesta nova onda da pandemia covid-19′

Impacto: Marginalmente positivo. Apesar da piora das vendas, em linha com o esperado, o prejuízo líquido foi reduzido em quase 93%, ajudado pela forte diminuição de despesas operacionais e financeiras. Além disso, a campanha de vacinação e reabertura gradual do mercado, deverá ajudar o setor de turismo como um todo, o que possibilitará com que a CVC volte a ter resultados positivos como os pré-pandêmicos.

Cosan: Cia apresenta crescimento de de 15% de sua receita líquida no primeiro trimestre

A empresa de energia e infraestrutura Cosan informou receita líquida de R$ 22,51 bilhões no 1T21, um incremento de 14,7% ante o desempenho do 1T20. 

Já o Ebitda ajustado somou R$ 2,57 bilhões, aumento de 8,1% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao lucro líquido, houve crescimento de 28% na comparação anual, totalizando R$ 827,7 milhões.

O lucro líquido ajustado, no padrão proforma, cresceu 17,9%, somando R$ 764,6 milhões. O resultado reflete melhora operacional, redução de despesas financeiras e recebimento de créditos fiscais da Comgás, ligados à base de cálculo de ICMS em São Paulo. O lucro e o resultado operacional foram impulsionados pela expansão dos resultados da maior parte dos negócios do grupo, apenas a Raízen Renováveis e Raízen Açúcar registraram queda de resultado operacional de 26,1% e 34%, respectivamente.

Por outro lado, o Ebitda da Compass Gás e Energia foi de R$ 188 milhões, alta de 68% no comparativo anual, enquanto que a Moove informou R$ 188 milhões de resultado operacional, um avanço de 67,9%. O indicador foi impulsionado pela alta de 18,2% no volume vendido. Por fim, a Rumo obteve um crescimento de 29,8% de seu Ebitda, totalizando R$ 832,1 milhões.

Impacto: Positivo. A Cosan vem demonstrando melhora operacional e redução de despesa financeira, além de aumento de receita da maior parte do grupo, em parte por conta da alta de preço do etanol, que só deve normalizar a partir de junho. Gostamos da diversificação de resultados, que deve continuar a se beneficiar da retomada econômica e dos patamares de preços dos produtos. 

Vivara: receita líquida subiu 5,6%, para R$ 217 milhões no trimestre

A receita líquida da Vivara cresceu 5,6% no 1T21, totalizando R$ 217 milhões, ante R$ 206 milhões no 1T20. O resultado foi beneficiado pela menor alíquota na produção de relógios e pelo maior volume de internalização da produção na fábrica de Manaus (AM). Entretanto as vendas online saltaram 160% em relação ao 1T20 e atingiram 21,4% do faturamento total no trimestre, sendo que em março, quando 80% das lojas ficaram fechadas, a participação do e-commerce da Vivara representou quase 30% das vendas totais. Vale ainda ressaltar que o faturamento da empresa no período do Dia das Mães foi 16% superior ao resultado de 2019.

O Ebitda foi de R$ 25 milhões no 1T21, uma queda de 39,6% em relação ao mesmo período de 2020. Já o Ebitda ajustado totalizou R$ 10,5 milhões, queda de 65%. A margem Ebitda ajustada recuou 9,7 pontos percentuais, para 4,8%. Na última linha, o lucro líquido da empresa encolheu 79%, para R$ 3,9 milhões. Impacto: marginalmente positivo. Apesar da queda do lucro líquido por conta da pandemia, que forçou o fechamento de 80% de suas lojas físicas, a Vivara foi capaz de compensar parcialmente graças a sua omnicanalidade e um alto crescimento da participação das vendas online no faturamento total. A empresa ainda teve ganho de market share no setor. Por conta do caixa líquido, a Vivara poderia explorar potenciais aquisições no futuro.

B3: Cia deve continuar a se beneficiar desses movimentos de desinvestimentos de veículos estatais

A Caixa Econômica Federal revelou que pretende levar a empresa de saneamento BRK Ambiental e a de logística VLi à Bolsa. Ambas fazem parte no portfólio do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), gerido pelo banco público.

O desejo da Caixa para os desinvestimentos vem em seguida da estatal emplacar a listagem de sua divisão de seguros, a Caixa Seguridade, em abril. A abertura de capital da seguradora levantou R$ 5 bilhões. Os papéis tiveram valorização de 3,9% sobre os R$ 9,67 com que foram vendidos na oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na estreia, negociados a R$ 10.

As ofertas da BRK Ambiental e VLi ainda dependem de aprovação do Comitê de Investimentos do FI-FGTS. 

A BRK é uma das maiores empresas privadas de saneamento do Brasil. A empresa é resultado da compra do controle da Odebrecht Ambiental pela Brookfield, há cerca de quatro anos. O fundo de investimento da Caixa detém 30% do negócio.

Já a VLi, controlada pela Vale, e que tem como sócio o FI-FGTS com participação de 15,90%, é vista como um ativo “maduro” e que atingiu todas as expectativas de retorno, estando pronto para um IPO. É estimado um valor por volta dos R$ 2 bilhões pela oferta.

A B3 teve no trimestre, cinco ofertas iniciais de ações (IPOs) e sete ofertas subsequentes (follow-ons) que movimentaram R$ 32,8 bilhões de reais. O movimento só não foi maior devido à volatilidade no mercado que, se elevou os volumes de negócios, por outro lado levou mais de 30 empresas a desistirem de listagem na bolsa.

Impacto: marginalmente positivo. Uma possível aceleração de desinvestimento das estatais poderá beneficiar a receita da B3 por meio das ofertas públicas e aumento do número de novas companhias listadas. 

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