Guide Empresas – Raia Drogasil planeja mudar o foco de sua operação; BR Distribuidora quer elevar alavancagem para sustentar futuras aquisições; e mais…

Tempo de leitura: 7 minutos


BR Distribuidora: Empresa planeja elevar alavancagem para sustentar futuras aquisições

Impacto: Positivo
Gol: Cia defende união da Smiles 

Impacto: Marginalmente Positivo
Oi: Leilão de fibra reascende debate regulatório 

Impacto: Marginalmente Negativo
RaiaDrogasil: Cia planeja mudar seu foco e anuncia aquisição de startup Healthbit

Impacto: Positivo
Vale: Cia indica 12 nomes para eleição do conselho
Impacto: Positivo

Confira os destaques de hoje:

BR Distribuidora: Empresa planeja elevar alavancagem para sustentar futuras aquisições

A BR Distribuidora tem se mostrado atenta ao movimento de transição energética para uma economia de baixo carbono. Diante disto, a companhia planeja se posicionar ativamente no mercado em busca de oportunidades de aquisições em novos negócios para assim, reduzir a dependência da rede de postos de combustíveis.

A empresa concluiu em fevereiro a compra da Targus, que consiste em uma comercializadora de energia elétrica, mas mantém “várias frentes paralelas” de negociações no setor de energia, segundo o diretor financeiro, André Natal.

Ainda, para financiar os novos negócios, a empresa sinalizou que pretende se alavancar.

A empresa encerrou o período de 2020 com alavancagem (dívida líquida/ Ebitda) de 1,2 vez e vê espaço para assumir mais dívidas para sustentar o reposicionamento estratégico. A distribuidora decidiu aumentar o teto da meta de alavancagem para até 2,5 vezes, ante a faixa de 1 vez a 1,5 com a qual a companhia vinha operando desde 2019.

Impacto: Positivo. A fim de reduzir a concentração de sua operação e dependência de postos de combustível, a BR agora pretende se posicionar de forma estratégica em novos segmentos, o que pode impulsionar o crescimento de sua receita independente do cenário.

Gol: Cia defende união da Smiles

Ontem, a Gol realizou uma teleconferência com analistas e investidores, na qual defendeu sua proposta de incorporação da Smiles, que será colocada em votação em assembleia dos acionistas da empresa de fidelidade no dia 15.

A proposta é hoje contestada pelos acionistas minoritários da Smiles e pelo menos um deles, a Esh Capital, entrou com pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pedindo suspensão da assembleia de segunda-feira.

A Smiles virou empresa independente em 2013 e desde 2018 a companhia aérea tenta trazê-la de volta ao grupo.

Segundo Richard Lark, vice-presidente da aérea, o contrato que existe atualemente entre ambas as companhias não teria espaço para evoluir, já que não incentiva a melhoria das operações. Lark afirma que daqui para frente é necessário realizar mudanças para que gere sinergias e as empresas obtenham sucesso.

Impacto: Marginalmente Positivo. O presidente da Gol afirmou em teleconferência que a maneira como o contrato é organizado hoje, não permite com que as empresas se desenvolvam. A proposta, no entanto, é contestada por minoritários da Smiles.

Oi: Leilão de fibra reascende debate regulatório 

A InfraCo, empresa de infraestrutura óptica da Oi, irá realizar leilão de parte do seu capital previsto para os próximos meses, e com isso, abre nova frente no debate sobre os chamados “bens reversíveis”, que consistem naqueles que são indispensáveis à prestação do serviço. 

Por ser uma concessionária de telefonia fixa, a Oi teria de devolver à União os bens reversíveis relacionados a esse serviço ao fim do contrato atual, que termina em 2025, e seria indenizada pelos investimentos que fez.

Uma alternativa para reduzir potenciais incertezas seria a Oi migrar do regime de concessão para o de autorização. O argumento principal da tele é de que a InfraCo não tem qualquer relação com os bens reversíveis.

Impacto: Marginalmente Negativo. O debate traz à tona uma série de incertezas, que poderiam ser reduzidas caso a Oi migrasse do regime de concessão para o de autorização. A empresa afirma que a InfraCo não possui relação com os bens reversíveis.

RaiaDrogasil: Cia planeja mudar seu foco e anuncia aquisição de startup Healthbit

A Raia Drogasil está mudando o foco principal de sua operação, optando por se voltar para três novas vertentes principais. 

Parte da mudança planejada terá apoio de seu braço de aquisição de novos negócios, a RD Ventures, veículo de investimento da companhia. Na última terça-feira, o anúncio de uma aquisição, da Healthbit, startup que presta serviços em saúde, já faz parte desta nova estratégia de crescimento.

As três vertentes centrais são o marketplace, com venda de produtos de lojistas; a construção de uma plataforma de serviços de saúde, para clientes e outras companhias; e a montagem de um novo modelo de farmácia física, projeto que internamente vem sendo chamado pela empresa de “Nova Farmácia”.

A nova orientação da empresa possui como ponto em comum a digitalização da Raia Drogasil e o foco em serviços. A pandemia acelerou estes projetos. Até o ano de 2019, a empresa já vinha implementando alguns destes, mas de forma menos acelerada.

Impacto: Positivo. A RaiaDrogasil pretende crescer mais do que apenas sua operação de varejo usual, com outros negócios integrados. Segundo a companhia, se trata de um plano de longo prazo, que pode impactar suas margens. Trata-se de uma transformação da drogaria tradicional da empresa em um ponto de prestação de serviços de saúde em loja, integrado com venda e serviços do site.

Vale: Cia indica 12 nomes para eleição do conselho

A Vale indicou na noite de ontem 12 diferentes nomes para a eleição do conselho de administração da companhia, que acontecerá na assembleia geral ordinária (AGO) marca da para 30 de abril. A lista foi aprovada pelo conselho da mineradora.

Destes 12 nomes, oito serão, caso eleitos, conselheiros independentes, inclusive o candidato indicado para presidir o colegiado, José Luciano Penido, que atualmente já é conselheiro da companhia. 

Também serão independentes, caso eleitos, Clinton Dines, Elaine Dorward-King, Maria Fernanda Teixeira, Murilo Passos, Ollie Oliveira, Roger Downey e Sandra Guerra.

Cinco dos atuais conselheiros não foram indicados para recondução: Isabella Saboya, Marcelo Gasparino, Marcel Juviniano Barros, Oscar de Camargo Filho e Toshiya Asahi.

Impacto: Positivo. Cinco atuais conselheiros não foram indicados para a recondução. Com os nomes indicados, a assembleia pode ser concluída de forma breve. Os novos conselheiros serão importantes para traçar os passos futuros da companhia.

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