Guide Empresas – Leilões de energia voltam a ocorrer em 2021; Opep e membros aliados se reunem hoje para ajustar planos e elevar produção; e mais…

Tempo de leitura: 8 minutos

Braskem: Cia começa a liquidar suas pendências em Alagoas
Impacto: Positivo
JBS: Cia aprova projeto-piloto com utilização de gás natural veicular

Impacto: Positivo
Petrobras: Cia readmite a Compass no processo de desinvestimento da Gaspetro

Impacto: Positivo
Setor de Energia Elétrica: Leilões de energia voltam a ocorrer em 2021

Impacto: Marginalmente Positivo
Setor de Óleo e Gás: Membros da Opep e aliados se reúnem hoje para ajustar planos e elevar produção

Impacto: Positivo

Confira os destaques de hoje:

Braskem: Cia começa a liquidar suas pendências em Alagoas

Ao final de 2020, a Braskem deu início ao processo de quitação das grandes pendências que possui em Alagoas, que contribuem para reduzir seu valor e dificultariam o processo de venda que a controladora Odebrecht prevê lançar neste trimestre. 

As pendências são relacionadas aos danos causados por questões geológicas e socioambientais na capital, Alagoas.

O acordo realizado no dia 30 de dezembro extingue as ações civis públicas, que eram a principal variável do custo financeiro da questão. Hoje, a conta, incluindo o que já foi desembolsado, chega até R$ 12,7 bilhões.

Os gastos com a desocupação adicional de imóveis, reparação por danos coletivos e remediações sócio urbanísticas foram elevados em R$ 1,2 bilhão por conta deste acordo. O valor final ainda é passível de ajustes e pode, inclusive, ser inferior a essa estimativa, com base nos dados técnicos e acordos existentes hoje.

Algo que contribui para o acordo é, também no final do último ano, os novos contratos de longo prazo de matéria-prima que a petroquímica assegurou com sua sócia Petrobras. 

Segundo o jornal Valor Econômico, para a Braskem, a avaliação é de que os acordos trazem segurança jurídica e às operações industriais.

Impacto: Positivo. A Braskem deve seguir reunindo esforços para quitar suas grandes pendências em Alagoas, afinal, contribuem para reduzir seu valor e dificultariam o processo de venda que a controladora Odebrecht prevê lançar neste trimestre. Em paralelo, os novos contratos assegurados com a sócia Petrobras podem trazer segurança jurídica e às operações industriais.

JBS: Cia aprova projeto-piloto com utilização de gás natural veicular

A JBS anunciou o lançamento de projeto-piloto para utilização de gás natural veicular (GNV) para abastecer duas carretas.

Este é apresentado por meio de suas marcas Friboi e Seara.

A iniciativa pode acarretar na diminuição de aproximadamente 7,6 toneladas de gases de efeito estufa, segundo a companhia.

Os veículos possuem tecnologia alemã, tendo oito cilindros de gás em cada carreta.

Impacto: Positivo. A JBS e outras empresas do setor foram bastante penalizadas em 2020 devido ao fato de terem contribuído de forma indireta para a ocorrência de queimadas na Amazônia e no Cerrado. Desde então, a JBS vem reunindo esforços para desenvolver melhor os aspectos ESG internamente. A iniciativa divulgada recentemente pode reduzir a emissão de cerca de 7,6 toneladas de gases de efeito estufa. 

Petrobras: Cia readmite a Compass no processo de desinvestimento da Gaspetro

A Petrobras readmitiu a Compass, do grupo Cosan, no processo de desinvestimento da Gaspetro. A empresa havia participado do processo de compra de 51% da Gaspetro em 30 de novembro, mas teve sua proposta desqualificada.

A estatal recebeu um recurso do Cade informando que a presença da Compass no processo de venda da Gaspetro não equivale ao descumprimento do Termo de Compromisso de Cessação (TCC).

Ainda, a Petrobras se desfez de sua participação societária e indireta nas empresas pertencentes ao Grupo Sete Brasil. Dessa forma, a subsidiária Petrobras Netherlands transferiu sua parcela de 15% em sociedades de propósito específico (SPEs) holandesas do grupo por um valor de simbólico de 7 euros.

Impacto: Positivo. Readmitir a Compass no processo de desinvestimento da Gaspetro contribui para o aumento do número de propostas e também possibilita à controlada da Cosan a oportunidade de adquirir parcela da empresa, expandindo seus horizontes de atuação.

Setor de Energia Elétrica: Leilões de energia voltam a ocorrer em 2021

Para 2021, o governo federal pretende retomar os leilões para contratação de energia elétrica, após certames cancelados ao longo de 2020 devido a chegada da pandemia, que levou a uma forte queda do consumo de energia nos primeiros meses e trouxe incertezas sobre o crescimento do mercado.

A volta dos leilões é algo que deve movimentar o setor, no entanto, a expectativa é de que a demanda das distribuidoras seja fraca. Isso porque, além de várias já estarem com sobras de energia nos contratos, seu público alvo vem sofrendo diminuição, tanto pelo crescimento do ambiente de contratação livre (ACL) quanto pela expansão acelerada da geração distribuída via energia solar.

Segundo cronograma lançado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), até 2023 serão realizados até oito leilões de energia “nova”, ou seja, gerada por usinas que ainda serão construídas.

Apenas para 2021, estão previstos quatro destes. Em junho, são esperadas licitações “A-3” e “A-4”, isto é, contratando usinas para entrar em operação comercial em três e quatro anos, respectivamente. Já em setembro, os leilões seriam do tipo “A-5” e “A-6” (início de fornecimento em cinco e seis anos, respectivamente).

Impacto: Marginalmente Positivo. O leilão contribui para a expansão do sistema de geração, diversificando a matriz energética brasileira. No entanto, a procura por estes vem sendo menor ao mesmo tempo em que os mesmos garantem muita oferta e pouco projeto. A menor demanda pode ser justificada pelo fato que várias das distribuidoras já estarem com sobras de energia nos contratos, além de seu público alvo vir sofrendo diminuição, tanto pelo crescimento do ambiente de contratação livre (ACL) quanto pela expansão acelerada da geração distribuída via energia solar.

Setor de Óleo e Gás: Membros da Opep e aliados se reúnem hoje para ajustar planos e elevar produção 

Nesta segunda-feira, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, liderados pela Rússia, se reunem para decidir as políticas de produção para o mês de fevereiro.

O secretário-geral da Opep, Mohammad Barkindo, disse ontem que estão prontos para ajustar os planos e elevar gradualmente a produção da commodity em dois milhões de barris por dia nos próximos meses, dependendo das condições do mercado.

Durante o mês dezembro, a Opep+ decidiu acrescentar 500 mil barris por dia a partir de janeiro como parte de um aumento de produção na ordem de 2 milhões de barris por dia. Alguns membros ainda questionam a necessidade de uma nova elevação a partir de fevereiro devido ao aumento das infecções por coronavírus.

Em 2020, as medidas de isolamento social impostas após a chegada da pandemia contribuíram para uma grande diminuição da demanda por combustíveis. Estas condições levaram a Opep+ a diminuir a produção da commodity em patamares recordes. Primeiro, cortou a produção para 9,7 milhões de barris por dia. Em seguida, o volume caiu para 7,7 milhões e, finalmente, para 7,2 milhões a partir de janeiro.

A expectativa do grupo para esse ano é de que a demanda global de petróleo suba para 95,9 milhões de barris por dia, alta de 5,9 milhões, uma vez que a economia global deve crescer 4,4%.

Impacto: Positivo. Após redução da produção de petróleo a patamares recordes após a chegada da pandemia, que impactou na queda da demanda por combustíveis, a Opep+ já visa forte recuperação para 2021, com aumento da procura global em 95,9 milhões de barris por dia, alta de 5,9 milhões, uma vez que a economia global deve crescer 4,4%. A reunião de hoje já pode contar com ajustes na produção.

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