Flash Macro | Vendas no Varejo (PMC) abril/20

Tempo de leitura: 2 minutos

 

Conceito Restrito:

Resultado: -16,8% m/m; -16,8% a/a

Projeção (Guide): -11,8% m/m; -12,0% a/a

Anterior (Revisado): -2,1% m/m; -1,2% a/a/

Conceito Ampliado:

Resultado: -17,5% m/m; -27,1% a/a

Projeção (Guide): -21,6% m/m; -29,8% a/a

Anterior (Revisado): -13,7% m/m; -6,4% a/a

 

Na série com ajuste sazonal, as vendas no varejo recuaram 17,5% em relação ao mês anterior no conceito ampliado, que inclui Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção. Comparando com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de -27,1%. No sentido restrito, a variação foi de -16,8% na comparação mensal e interanual. Assim como as nossas projeções, as expectativas de mercado superestimaram o resultado no conceito ampliado (-20,4% m/m e 30,2% a/a) e subestimaram (-12,1 m/m e -14,1% a/a) o resultado no conceito restrito.

O dado de abril configurou o 2º mês consecutivo de queda das vendas no setor, com variação negativa em todas as principais atividades e nas 27 Unidades da Federação. A categoria de materiais de construção foi a que menos recuou na base mensal (-1,9%), ao passo que tecidos, vestuários e calçados apresentaram a maior queda (-60,9%). Todas as outras categorias registraram quedas superiores a 10.0%: veículos e motos, parte e peças (-36,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (-43,4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-29,5%); móveis e eletro domésticos (-20,1%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-17,0%); combustíveis e lubrificantes (-15,1%) e hiper e supermercados (-11,8%). 

Nossa Visão: O resultado devastador para o setor varejista em abril ilustra a intensificação do fechamento do comércio em algumas das principais cidades do país que ocorreu ao longo do mês. Como este movimento perdurou durante boa parte do mês de maio, só esperamos uma recuperação a partir de junho. Ao todo, o dado corrobora com uma postura agressiva por parte do Banco Central (Bacen), que deve reduzir a Selic a uma nova mínima histórica nesta 4ªf (17/06). Por isso, continuamos apostando que o Copom corte a taxa Selic em 0,75 p.p. amanhã, levando o juro de referência para 2,25% a.a.

Mais: vale um comentário com relação aos resultados das categorias de combustíveis e lubrificantes e dos hiper e supermercados. A queda do primeiro, que tem sido acompanhada por uma intensa redução dos preços na última leitura do IPCA, ilustra um forte choque de demanda no setor, levando tanto a produção quanto os preços a caírem. O resultado dos hiper e super mercados, porém, conta uma história mais interessante. A queda de consumo (-11,8%) nos super e hiper mercados conjugado à elevação nos preços dos alimentos (a partir das leituras do IPCA), parece indicar que o setor passa por um choque negativo de oferta – a produção caiu e os preços se elevaram. Estes movimentos eram esperados, uma vez que as medidas de isolamento social interromperam o fluxo de consumidores e das cadeias de produção.

 

 

Relacionados

Rio Bravo: Olhar Atento | O impasse do orçamento 2021

O impasse do orçamento 2021 encerrou. O resultado, apesar de não ser o ideal, ajusta os principais problemas da proposta aprovada [...]

Rio Bravo - 23/04/2021

Flash Empresas | Usiminas abre a temporada de resultados do 1T21

A Usiminas reportou seus resultados referentes ao 1T21. Dentre os destaques: O Volume de Vendas de Aço atingiu 1.254 mil toneladas no [...]

Luis Sales - 23/04/2021

Guide Empresas - Eztec decepciona em termos de lançamentos, ViaVarejo anuncia mudança na marca Pontofrio

Eztec: Cia reporta dados operacionais decepcionantes do 1T21Impacto: Marginalmente NegativoVia Varejo: Cia anuncia mudança de marca no PontoFrioImpacto: Marginalmente PositivoEspaçolaser: Cia [...]

Luis Sales - 23/04/2021
Logo o guia financeiro

Entrar

Como deseja continuar?

Abra sua conta

Preencha os campos abaixo
ou use uma das opções