Flash Macro | Índice de Atividade Econômica do BCB (IBC-Br) maio/20

Tempo de leitura: 1 minuto

 

Resultado: +1,31% m/m; -14,24% a/a

Projeção (Guide): +5,00% m/m; -10,50% a/a

Anterior (Revisado): -9,73% m/m; -15,09% a/a

 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), avaliado como uma proxy mensal para o PIB, catalogou um avanço de 1,3% com relação ao mês diretamente anterior, evidenciando o início do movimento de retomada da economia brasileira. No entanto, assim como as pesquisas setoriais, o resultado segue ilustrando o cenário altamente desafiador que o país enfrenta em termos de atividade econômica: o indicador ainda está 14,2% abaixo do nível verificado em igual mês do ano passado.

O dado resume os índices de atividade setoriais, divulgados nas últimas semanas, que trouxeram resultados mistos para a economia brasileira em maio. Enquanto as vendas no varejo (sentido amplo) e a produção industrial catalogaram altas de 19,6% e 7,0%, respectivamente, o setor de serviço contraiu 0,9% – baixa que configurou o 4º mês consecutivo de baixa para o setor. Todos os índices, no entanto, encontram-se abaixo dos níveis verificados em igual mês do ano passado, ilustrando o menor nível de demanda que pressiona os níveis de produção e os resultados das empresas do setor.

 

Nossa visão: O avanço aquém do esperado (esperávamos uma alta da ordem de 5,0% m/m) explica-se, parcialmente, em função do peso relativo dos diferentes setores na composição do índice. Naturalmente, o setor de serviços foi o mais afetado pelas medidas de distanciamento social e, por ter a maior representatividade, acabou contrabalanceando a influência positiva advinda dos setores industrial e de varejo.

Para junho, esperamos uma melhora mais robusta do indicador, reflexo do relaxamento das medidas de distanciamento social em grande parte do país. Apesar disso, já esperamos uma contração da economia brasileira em dois dígitos para o 2º trimestre do ano – resultado que certamente irá comprometer o desempenho do PIB brasileiro no ano de 2020.

Ao todo, vemos o resultado como decepcionante e, assim como os resultados trazidos pelas pesquisas setoriais, deve alterar a percepção com relação à condução da política monetária. Nesta frente, o indicador deve reforçar as apostas do mercado em torno de mais um corte da Selic na próxima reunião do Copom (4 e 5/8).

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