Flash Macro | FOMC extraordiário – 15/03/2020

Tempo de leitura: 2 minutos

O Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed) anunciou a adoção de medidas agressivas de maneira inesperada para combater os impactos do coronavírus na maior economia do mundo neste domingo (15). Além de reduzir o limite superior da taxa de juros para 0,25% a.a. em mais uma reunião extraordinária do FOMC, o BC americano anunciou, também, um QE (medida em que o BC compra títulos de dívida) adicional de US$ 700 bilhões. Destes US$ 700, US$ 500 serão direcionados à compra de Treasuries do governo e US$ 200 em títulos de dívida das agências lastreadas em hipotecas. Adicionalmente, a partir do dia 26, a razão das reservas obrigatórias de milhares de bancos será reduzida para 0% na busca de afrouxar as condições financeiras ao máximo antes que a pressão imposta pela desaceleração econômica e pela nova dinâmica de preços do petróleo realize estragos irreversíveis no mercado de crédito. Mais: todas as medidas que foram anunciadas pelo Fed na tarde de ontem vieram acompanhadas de um pedido da instituição para que os bancos centrais do mundo ajam de maneira coordenada para amortecer os impactos da doença na economia mundial.

Em comunicado pós-reunião, os membros do comitê de política monetária dos EUA reforçaram estar preparados para utilizar todas as ferramentas disponíveis à instituição para garantir o acesso ao crédito aos consumidores e às empresas, além de promover a estabilidade dos preços no longo prazo. Para tal, o Comitê prometeu continuar acompanhando as condições do mercado de crédito em prontidão para adotar as medidas cabíveis.

Nossa Visão: Apesar de considerarmos necessárias as intervenções e positiva a antecipação das mesmas, o que seguiu a divulgação da série de medidas foi o pânico, com as principais bolsas globais voltando a operar com forte viés de queda. O que se pode tirar disso até o momento é que o mercado já pode estar considerando o movimento “pouco” perto do tamanho do problema econômico que pode resultar dos riscos derivados da conjuntura atual, ou até estar ponderando a possibilidade de que a forte ação do Fed sinalize que o BC americano saiba de coisas que o investidor ainda não sabe.

De qualquer maneira, voltamos a reforçar que, historicamente, este tipo de situação só tende a melhorar a partir da tomada de ação por partes dos formuladores de política econômica. A ação agressiva do Federal Reserve, acompanhado de posturas similares dos principais bancos centrais mundiais (banco centrais do Japão, Europa e Reino Unido estão tomando medidas similares) e dos governos através de impulsos fiscais para o amortecimento da economia e contenção do vírus deve ser tida como bom sinal neste sentido.

Por fim, voltamos a reforçar que o momento é de manutenção de cautela na alocação de investimentos, com expectativa de mais uma semana de alta volatilidade e de prováveis novas quedas para os principais índices de mercado.

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