Flash Macro | 29 de Janeiro

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Flash Macro: FOMC jan/20
Oficiais do Federal Reserve confirmaram expectativas do mercado ao manter inalterada a meta da taxa de juros americana no intervalo de 1,5% a 1,75% em votação unânime. Segundo o comitê, a criação de empregos tem sido consistente e as medidas de inflação tem se mantido abaixo da meta de 2% do BC americano desde a reunião de outubro. Assim, como os mandatos do Fed envolvem a busca do pleno emprego e a estabilidade dos preços, os formuladores de política monetária reforçaram que acreditam que o nível atual da taxa de juros é compatível com o cenário econômico vigente. Para as próximas reuniões, os membros do comitê sinalizaram que continuarão monitorando os efeitos que as recentes reduções da taxa de juros imprimirão sobre a economia americana, além de quaisquer mudanças relevantes no cenário macroeconômico para pautar suas decisões.

Durante a coletiva de imprensa pós-reunião, Powell corroborou com a mensagem do comunicado de que os membros do FOMC acreditam que o atual nível da taxa de juros é e deve continuar sendo apropriado para o momento atual da economia americana. Não obstante, o presidente do Fed ressaltou que ainda existem diversos riscos sobre o quadro de crescimento global, incluindo aqueles trazidos pelo surto do novo coronavírus (2019-nCoV) na China. Nesta frente, Powell defendeu que o melhor a ser feito é aguardar novos desenvolvimentos, uma vez que não está claro quais serão as implicações da doença sobre a 2ª maior economia do mundo. Por fim, quando perguntado sobre as operações de recompra de T-Bills em vigor desde outubro, que tem a função de promover liquidez no mercado de crédito de curto prazo, disse que a medida deverá se estender pelo menos até o 2º trimestre de 2020 para garantir o funcionamento dos mercados até o fim do ano.

Nossa Visão: A primeira reunião do FOMC de 2020 não trouxe grandes surpresas em relação ao que era esperado pelo mercado. Como principais novidades, ressaltamos a menção ao novo coronavírus como nova fonte de incerteza no tocante ao crescimento econômico global e a promessa da instituição de continuar com as operações de compra de T-Bills (pelo menos) até abril acompanhada de uma alta de 5 p.p. no IOER (taxa paga à instituições financeiras por manter reservas em excesso). Em relação a este último ponto, acreditamos que o Fed está buscando uma forma de frear este tipo de operação de forma gradativa, uma vez que o mercado parece ter se acostumado com esse “novo normal” e um encerramento abrupto pode acabar gerando turbulência no mercado de crédito americano. Para que isso aconteça, esperamos que sejam anunciadas as novas quantidades (cada vez menores) de recompra de títulos até pelo menos a metade do ano, pois não há garantias de que esta estratégia funcione em primeiro momento – uma tarefa que acreditamos que se provará desafiadora para o principal banco central do mundo.

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