Flash Empresas | ESG dentro do setor de Energia Elétrica

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Em meio a alta volatilidade que vem sendo observada nos mercados ao redor do globo recentemente, os investidores estão cada vez mais em busca de investimentos que sejam sólidos e resilientes independente do cenário. Com isso, os fatores ESG (sigla em inglês para ASG – Ambiental, Social e Governança Corporativa), acabam ganhando maior relevância, sendo cada vez mais utilizados no momento da decisão de investimentos como uma forma de mitigar riscos.

Além da maior procura que vem sendo observada por parte dos investidores, muitas companhias estão procurando explorar mais estes três fatores e integrá-los à sua estratégia. Um exemplo são as companhias de energia elétrica.

AES Tietê Units (TIET11)

A AES Tietê recentemente passou a se concentrar seu portfólio somente em energias renováveis. O único ativo que destoava dos planos da AES Corporation para a sua controlada no Brasil era a usina termelétrica Uruguaiana (RS), movida a gás natural, que logo no início do mês de setembro deixou de compor a carteira da empresa. O empreendimento estava paralisado desde 2009, quando o fornecimento do combustível foi interrompido devido à escassez de gás na Argentina, mas ainda assim, gerava cerca de R$ 10 milhões por ano de custos para empresa, que a mantinha pronto para operar, caso fosse necessário.

Segundo o presidente da AES Tietê, Ítalo Freitas, a companhia já está atuando em prol de oferecer somente fontes de energia renovável em muitos mercados onde atual, mas acredita que pela característica do próprio sistema, no Brasil a estratégia pode gerar uma série de oportunidades.

Cemig PN (CMIG4)

A Cemig costumava oferecer energia renovável apenas através da compra de terceiros, mas a mudança em sua estratégia já contribuiu para que a empresa tenha hoje 100% do seu portfólio composto por energias limpas, concentrado na geração através de hidrelétricas.

A companhia lançou na última segunda-feira (21/09) uma chamada pública para que possa adquirir projetos de parques eólicos. O objetivo é a aquisição de projetos já em estágio avançado de desenvolvimento para que consiga finaliza-los de forma rápida e dessa maneira aumentar sua capacidade de produção própria e manter sua liderança no setor de energias renováveis. A Cemig já detém dois parques eólicos no Ceará, com capacidade geradora de mais de 70 MW de potência.

Engie ON (EGIE3)

A Engie Brasil Energia anunciou há duas semanas que irá realizar dois leilões eletrônicos para adquirir contratos de longo prazo da produção futura de usinas de energia renovável.

Estes estão agendados para os dias 13 e 15 de outubro. Na primeira rodada, no dia 13, a Engie deve comprar energia “incentivada” (constituída com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de fontes alternativas de geração de energia através de fontes renováveis) de projetos eólicos e solares entre 2023 e 2037, garantindo direito a descontos pelo uso da rede em tarifas de 50%. A segunda, no dia 15, também mira na aquisição de energia “incentivada”, mas dessa vez sem limitação por fonte, o que permite a entrada de usinas a biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.

Neoenergia ON (NEOE3)

A empresa possui um propósito no qual se baseia em um modelo de energia elétrica mais saudável e acessível, além de conseguir gerar valor econômico, social e ambiental. Seguindo uma estratégia de ampliar a participação do seu portfólio em energia renovável, a Neoenergia concluiu na última semana um acordo para aquisição de projetos eólicos da PEC Energia, uma empresa da Engeform, localizados na Serra da Gameleira (BA). Estes projetos possuem capacidade para atingir 400 megawatts (MW) de capacidade instalada.

A companhia, concentrando-se nesta estratégia, está também, de acordo com o diretor-presidente, Mario Ruiz-Tagle, analisando a viabilidade de projetos eólicos “offshore” (no mar) no Brasil. O Grupo já está com projetos diferentes no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Ceará. O executivo afirmou que operar no segmento de eólicas offshore envolve uma série de complexidades, como ambientais e logísticas, mas ainda assi, apresenta grande potencial de crescimento no médio e longo prazo.

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