Carteira Semanal de Ações | 22 de Março

Tempo de leitura: 10 minutos

Nesta semana, optamos por realizar duas alterações pontuais em nossa Carteira Semanal.

Itaú Unibanco PN (ITUB4)
JBS ON (JBSS3)


Braskem PNA (BRKM5)
Marfrig ON (MRFG3)

Performance:

A Carteira Semanal encerrou a última semana em queda, abaixo do seu índice de referência (Ibovespa). As bolsas globais tiveram desempenhos mistos, com manutenção do discurso dovish do FED e avanço no ritmo de vacinação dos Estados Unidos. O Ibovespa obteve performance positiva, recuperando parte das perdas das semanas anteriores, com avanço na aquisição de vacinas e elevação da Selic acima do esperado pelo mercado. Dessa forma, acreditamos que a confiança do investidor segue demonstrando sinais de recuperação, porém, as incertezas nas frentes política, econômica e sanitária devem continuar fazendo preço.

Na Carteira, Braskem foi a ação que mais se valorizou na semana, enquanto Mercado Libre foi a que mais se desvalorizou.

Trocas

Nesta semana, optamos por realizar duas alterações pontuais em nossa Carteira Semanal. Embora permanecemos positivos para com Braskem e Marfrig, acreditamos que faz sentido realizarmos os lucros nas posições para darmos entrada em nomes que podem obter performances mais sólidas no curto prazo. Dessa maneira, optamos por incluir Itaú Unibanco, observando que deve ser um nome a se beneficiar do ciclo de alta das commodities, e JBS na esteira das expectativas quanto a um forte resultado na quarta-feira. Quanto aos outros ativos, mantemos nossa visão de que são empresas que deverão obter performances acima do Ibovespa. Seguimos avaliando que a volatilidade deverá se manter elevada nos próximos dias, com o avanço das vacinações no Brasil podendo elevar o bom humor para com os ativos de risco, mas com as fortes medidas de restrições preocupando a retomada da atividade doméstica.

Fonte: Bloomberg; BM&FBovespa. Elaboração: Guide Investimentos. Obs.: *fechamento nas datas citadas; ** início da elaboração da Carteira (03/08/15).

Aliansce Sonae ON (ALSO3)

A Aliansce Sonae é hoje a maior administradora de shopping centers do Brasil, com participação em 27 shopping centers, totalizando 802,5 mil m² de ABL própria e 1.143,0 mil m² de ABL total, distribuídos em cinco regiões do País. Seu posicionamento de mercado segue a cultura de focar na combinação da alta performance para lojistas e investidores e relevância para os consumidores.

Durante o 4T20, com novas flexibilizações relacionadas ao funcionamento das operações, os shoppings do portfólio operaram em média por 96% do horário regular pré-pandemia, e o fluxo de veículos atingiu aproximadamente 80% do observado no 4T19, contribuindo para a melhora dos resultados operacionais. Outro indicador que sinalizou um movimento de recuperação foram as vendas totais da cia, que atingiram 86,3% do patamar de vendas do 4T19. Os indicadores de SSS e de SAS foram ambos de -11,6% no 4T20. Ainda, a Aliansce Sonae atingiu o patamar de 95,8% de taxa de ocupação ao final de 2020. A postura de parceria e suporte aos lojistas desde o início da pandemia, aliada à força comercial, a posição de liderança dos shoppings, e o sucesso da conexão de lojistas às plataformas digitais da Companhia contribuíram para que a taxa ocupação dos shoppings se mantivesse em níveis altos, considerando a crise enfrentada pela indústria.

Gostamos do ativo e acreditamos que o relevante mix de lojas, desenvolvida operação digital e resiliência provada ao longo do ano passado, devem impulsionar um movimento de retomada ao longo dos próximos meses.

Itaú Unibanco PN (ITUB4)

A crise do COVID-19 provocou um aumento na inadimplência dos principais bancos brasileiros principalmente no 1S20. De fato, os segmentos de pessoas físicas e micro e pequenas empresas deve gerar perdas significativas. Contudo avaliamos que o balanço dos principais bancos  brasileiro permanece robusto, com baixa alavancagem e grande pulverização do risco de crédito. Além disso, as medidas de injeção de liquidez por parte do Banco Central brasileiro devem garantir o bom funcionamento do sistema financeiro nesse momento de maior aversão a risco.

O Itaú segue em constante crescimento, e melhorando cada vez mais sua atratividade para dividendos. Olhando para frente, alguns triggers que sustentam nossa recomendação: (i) setor financeiro sendo negociado a patamares de preços descontados frente ao seu ROE histórico; (ii) dividend yield elevado (4,3% projetado para 12 meses); (iii) alto volume de provisões do Itáu deverá ocorrer apenas no 1S20, com expectativa de recuperação de parte das provisões em 2021; (iv) venda de participação na XP deve proporcionar pagamento de dividendos extraordinários; (v) criação da Newco pode destravar valor aos acionistas. Dentre os bancos privados, Itaú segue como o mais resiliente, em função da grande diversificação de seus negócios e execução consistente do management.

No seu último balanço publicado, referente ao 4T20, o banco apresentou recuperação, com lucro líquido aumentando 7,1% vs. 3T20, mas ainda inferior em 26,1% na comparação ano/ano, devido às condições macroeconômicas adversas. Seu ROE ficou em 16,1% no trimestre vs. 15,7% no 3T20. Na comparação anual, o indicador ficou em 14,5% vs. 23,7% em 2019. Ainda, teve crescimento de 20% da carteira de crédito, impulsionado especialmente pelas pessoas físicas. Com relação às despesas com PDD, o banco encerrou o ano de 2020 com provisões superiores às de 2019 em 31,2%, no entanto, quando comparamos a evolução do 3T20 par o 4T20, vemos uma queda, o que sugere à uma gradual retomada dos números pré-crise.

JBS ON (JBSS3)

A companhia deve continuar sendo a principal do setor a se beneficiar da gripe suína africana na Ásia, com posição de destaque tanto no Brasil quanto nos EUA. Apesar dos impactos do coronavírus nas economias globais, a China deve continuar importando bons volumes dos dois países nos próximos meses para suprir a falta de proteínas internamente. Acreditamos que parte desse movimento já está no preço, mas ainda vemos espaço para altas mais moderadas, principalmente em função da geração de caixa  robusta da companhia, que segue contribuindo para a redução do endividamento.

A alta diversificação em proteína e geografia poderá ser um suporte para que a companhia possa movimentar suas operações globalmente sem que sinta um impacto mais forte em termos de produção decorrente da disseminação do coronavírus.

A companhia deverá performar acima de seus pares, em função um viés mais defensivo em termos de portfólio de plantas e operações.

Mercado Livre (MELI34)

A companhia argentina segue apresentando crescimento nos principais mercados em que atua – Argentina, Brasil e México – mesmo com a desvalorização expressiva das moedas desses países no último ano, fruto principalmente da sua eficiência operacional nas entregas (maioria das entregas em 1 dia), forte atuação na frente financeira com o Mercado Pago, relacionamento de longo prazo com os sellers e momento favorável para o crescimento no e-commerce. A empresa segue investindo fortemente em logística, com a aquisição recente de cinco aeronaves para a realização de entregas. Podemos esperar ainda uma participação do Mercado Livre na competição pelos ativos dos Correios.

Mercado Livre segue muito bem posicionado nos seus principais mercados. Com isso, acreditamos que a companhia possui uma execução consistente que superam os principais concorrentes, principalmente no marketplace, ganhando participação durante essa pandemia.

Vale ON (VALE3)

Temos uma visão construtiva para a Vale. Ressaltamos o foco do management no controle de custos, além da contínua redução de capex e endividamento. Além disso, os preços de minério continuam em patamares elevados (fruto da menor oferta no mercado), enquanto a empresa negocia a múltiplos descontados.

No curto prazo, os papéis da mineradora devem continuar voláteis, reflexo do fluxo de notícias negativas em torno da empresa dados os danos de imagem à companhia e provisões para pagamento de multas e indenizações. Algo que poderá aumentar o passivo de contingentes da VALE3, além de atrasar também as concessões e licenças ambientais nas operações do Brasil.

Acreditamos que, (i) a forte valorização recente do minério no mercado internacional e (ii) a maior demanda da China por minério de maior qualidade; além (iii) das melhorias operacionais, reflexo da forte redução de custo caixa, deverão compensar os riscos de governança e ambientais da companhia. Avaliamos a entrada em Vale nesse momento a patamares interessantes, negociada a 3.9x EV/Ebitda, contra uma média de 6.1x do setor.

Metodologia

A Carteira Semanal da Guide Investimentos é composta por cinco ações, com peso de 20% da carteira para cada ativo, selecionadas para o período de uma semana. Enviamos o relatório da carteira ao longo do primeiro dia útil da semana (às segundas-feiras), para os clientes conseguirem montar as posições no fechamento dessa sessão. Importante: as cotações de fechamento dos papéis selecionados é que são utilizadas para a apuração dos resultados da Carteira. Sendo assim, o relatório é válido do fechamento do primeiro dia útil da semana de referência até o fechamento do primeiro dia útil da próxima semana. Vale mencionar que não levamos em consideração na performance o custo operacional (como corretagem e emolumentos).

A seleção das ações é baseada em um critério mais dinâmico, um pouco diferente das nossas demais carteiras recomendadas (que tem uma característica mais estática de posicionamento). Procuramos buscar mais oportunidades de mercado, inclusive as de curtíssimo prazo, observando tendências, movimentos técnicos, momentum dos ativos, eventos e fluxos, além dos fundamentos das empresas.

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