Carteira Semanal de Ações | 13 de Setembro

Tempo de leitura: 10 minutos

Nesta semana, optamos por realizar três trocas na Carteira Semanal. No exterior, estaremos atentos ao CPI (IPCA americano), além de dados em relação ao varejo e produção industrial na China. No Brasil, manteremos no radar os desdobramentos das discussões em torno da Reforma Tributária, além da possível votação da proposta de parcelamento dos precatórios. Dessa forma, optamos por retirar a Amazon, a Magazine Luiza e a Vale, para dar entrada em Gerdau, em virtude do maior potencial que o aço tem demonstrado ante o minério de ferro, o Bradesco, e a Méliuz, aumentando o componente Beta da nossa carteira.

Bradesco PN (BBDC4)
Gerdau PN (GGBR4)
Méliuz ON (CASH3)


Amazon BDR (AMZO34)
Magazine Luiza ON (MGLU3)

Vale ON (VALE3)

Performance:

A Carteira Semanal teve performance negativa, ficando abaixo de seu índice de referência Ibovespa. No cenário internacional destaques para o minério de ferro, que continuou em queda com restrições ambientais na China e inflação ao produtor nos EUA, que veio acima do esperado pelo mercado. Por aqui, a semana foi marcada pelas manifestações de 7 de setembro e a paralisação dos caminhoneiros, que acabou sendo amenizada após o presidente Jair Bolsonaro emitir nota oficial chamada ‘’Declaração a Nação’’.

Na Carteira, o BDR da Amazon foi o papel que mais se valorizou na semana, enquanto a Magazine Luiza foi o que mais se depreciou.

Trocas

Bradesco PN (BBDC4)

O Bradesco é o segundo maior banco privado do país, sendo um banco que oferece linhas de crédito a clientes desde pessoa física a grandes empresas. Ele consolidou-se como um importante player no País através de diversas incorporações e compras, com destaque para a aquisição do HSBC Brasil em 2010, expandindo as atividades das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

No 2T21, reportou um resultado fraco, abaixo das expectativas do mercado, atingindo um lucro líquido de R$ 6,3 bilhões, justificada pela performance negativa do segmento de seguros, por conta do aumento da sinistralidade pela pandemia da Covid-19. A revisão do guidance do resultado de seguros deverá provocar uma realização das ações hoje, pois aponta para um resultado mais fraco no segundo semestre. Entretanto a carteira de crédito do Bradesco seguiu a tendência dos demais bancos, com crescimento mais forte da carteira de pessoas físicas e a receita de prestação de serviços registrou uma recuperação no desempenho, posicionando-se próxima ao meio do guidance,

O cenário de maior competição, principalmente com as fintechs, também devem contribuir para essa redução. Além disso, vemos o Open Banking como um risco para os bancos incumbentes, o que inclui o Bradesco. Por outro lado, vemos movimentos importantes de redução de custos, como fechamento de agencias e otimização das operações. Seguimos confiantes no crescimento da carteira de crédito, como forma de compensação pelas menores margens para o setor, além da progressiva alta na taxa de juros, o que deve beneficiar os spreads do banco para os próximos trimestres.

Gerdau PN (GGBR4)

A Gerdau encerrou recentemente a sua estratégia de venda de ativos não estratégicos, melhorando a rentabilidade da empresa, e passando a focar em suas operações nas Américas, com controle incisivo dos custos e despesas observados nos últimos trimestres, e operações sólidas na América do Norte, que devem continuar a impulsionar os resultados da operação na região. Gostamos de sua alavancagem operacional, com operações nos Estados Unidos e Brasil, onde a diversificação geográfica ajuda a mitigar riscos.

O setor como um todo vem sendo beneficiado pelo cenário atual, no qual: (i) o dólar deve seguir em patamares elevados, o que beneficia empresas exportadoras; (ii) a alta nos preços do aço e espaço para novos reajustes, também devido ao câmbio desvalorizado; (iii) aumento da demanda por aço com a recuperação acelerada dos setores automotivo e de construção civil, sendo o último impulsionado pelas baixas taxas de juros nas operações de financiamento imobiliário.

Sustentamos nossa recomendação no papel, que mesmo após forte desempenho, avaliamos que existe espaço para melhora em função do cenário de baixa oferta de minério de ferro e crescente expansão da demanda.

Méliuz ON (CASH3

A Méliuz foi a primeira companhia a oferecer o conceito de cashback, que vem se tornando cada vez mais frequente entre bancos. Por ter sido pioneira, a empresa detém grande expertise no assunto, o que a permite oferecer seu serviço no mercado de maneira bastante atrativa (através da estratégia ganha-ganha).

Fundada em 2011, seu business consiste em conectar as maiores varejistas brasileiras a seu programa de cashback em seu marketplace. A empresa conta, atualmente, com uma base bastante fidelizada e robusta, totalizando 10 milhões de clientes, dentre os quais 1,7 milhões são ativos.

Ainda, a empresa opera desde 2019 com serviços financeiros, oferecendo cartões de crédito Méliuz através de uma parceria com o Banco Pan, que atua como responsável pela emissão e aprovação de crédito para os clientes, poupando a Méliuz do risco.

A companhia trabalha através do modelo de asset-light, no qual a empresa possui poucos funcionários e nenhum estoque ou ativo imobilizado. Desse modo, seus parceiros são responsáveis tanto pela venda de seus produtos quanto pela prestação de serviços.

Por fim, destacamos o alto crescimento que a Méliuz vem apresentando ao longo dos últimos anos, com o volume geral de vendas (GMV) tendo sido multiplicado por 10x aos longo dos últimos cinco anos, concomitante ao aumento da receita bruta em 77% durante o mesmo período. Em julho, a empresa realizou um follow-on, captando R$ 427 milhões, que serão usados na ampliação do marketplace, serviços financeiros e oportunas operações de M&A.

Petrobras PN (PETR4)

A Petrobras segue apresentando bons resultados em meio a retomada dos preços do petróleo e o dólar em patamares mais elevados. Apesar dos riscos de uma possível intervenção na política de preços da companhia, em meio a escala do preço do combustível, avaliamos que a governança da companhia evoluiu muito ao longo dos últimos anos e tem conseguido blindar possíveis intervenções, mesmo com a recente troca no comando.

A companhia segue apresentando bons volumes de produção e redução no seu lifting cost (custo de extração) com maior participação das operações do pré-sal no portfólio. Esperamos a entrada em operação de novos poços a médio prazo, contribuindo para o aumento na produção. No curto prazo, alguns triggers: (i) continuidade da venda de ativos não estratégicos; (2) avanço do projeto de desinvestimento das refinarias; (3) perspectiva de novos anúncios de dividendos.

A Petrobras vem reposicionando seu portfólio em ativos de maior rentabilidade, com foco na desalavancagem financeira da estatal, que deve atingir o patamar abaixo de US$ 60 bilhões em dívida bruta ao final do ano, destravando a nova política de dividendos. Entre os riscos: (i) queda mais acentuada do preço do barril de petróleo; (ii) paralisação do processo de venda de ativos são fatores que podem pressionar o papel; (iii) eventual intervenção na política de preços da companhia.

ETF Small Caps Index (SMAL11)

SMAL11 é o ETF que espelha o índice das small caps, que busca refletir a performance, antes das taxas e despesas, do Índice Small Cap (SMLL). Foi criado em 2008 e consiste principalmente nas ações que compõem a carteira teórica do Índice. É administrado pelo Banco BNP Paribas. O gestor é a BlackRock do Brasil. Desta maneira, há a aplicação em um ativo que reúne várias empresas brasileiras de menor capitalização.

A diversificação com a pulverização do investimento é a maior vantagem do investimento em um ETF como SMAL11. Afinal, esta modalidade possibilita a exposição a quase 100 empresas listadas na B3. Como a gestão nesses fundos é passiva, a taxa de administração é menor que em fundos de ações tradicionais (conhecidos como FIA). Atualmente ela é de 0,50% a.a.

O índice possui grande exposição a nomes ligados a atividade doméstica, com destaque para os setores: Energia, Consumo, Financeiro e Construção Civil.

Metodologia

A Carteira Semanal da Guide Investimentos é composta por cinco ações, com peso de 20% da carteira para cada ativo, selecionadas para o período de uma semana. Enviamos o relatório da carteira ao longo do primeiro dia útil da semana (às segundas-feiras), para os clientes conseguirem montar as posições no fechamento dessa sessão. Importante: as cotações de fechamento dos papéis selecionados é que são utilizadas para a apuração dos resultados da Carteira. Sendo assim, o relatório é válido do fechamento do primeiro dia útil da semana de referência até o fechamento do primeiro dia útil da próxima semana. Vale mencionar que não levamos em consideração na performance o custo operacional (como corretagem e emolumentos).

A seleção das ações é baseada em um critério mais dinâmico, um pouco diferente das nossas demais carteiras recomendadas (que tem uma característica mais estática de posicionamento). Procuramos buscar mais oportunidades de mercado, inclusive as de curtíssimo prazo, observando tendências, movimentos técnicos, momentum dos ativos, eventos e fluxos, além dos fundamentos das empresas.

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