Carteira Semanal de Ações | 06 de Setembro

Tempo de leitura: 11 minutos

Nesta semana, optamos por realizar duas trocas na Carteira Semanal. Após o fim da temporada de resultados, Nesta semana, optamos por realizar três trocas na Carteira Semanal. No exterior, dados do payroll americano abaixo do esperado, aumentam as expectativas de que os estímulos à economia devem continuar, principalmente diante do avanço da variante Delta da covid-19. No Brasil, o investidor deverá manter um grau elevado de cautela na medida em que há receio em torno das manifestações do 7 de Setembro, após uma semana que reforçou as preocupações com inflação ao mesmo tempo em que trouxe dados de atividade mais fracos do que o esperado. Dessa forma, optamos por retirar a DASA, a Vivara e a 3R Petroleum, para dar entrada em Magazine Luiza, Petrobras e no ETF Small Caps, aumentando o componente de beta da carteira a medida que o índice permanece próximo a uma região de suporte no curtíssimo prazo.

Magazine Luiza ON (MGLU3)
Petrobras PN (PETR4)
ETF Small Caps Index (SMAL11)


DASA ON (DASA3)
3R Petroleum ON (RRRP3)

Vivara ON (VIVA3)

Performance:

A Carteira Semanal teve performance negativa, porém ficou acima de seu índice de referência Ibovespa. No cenário internacional destaques para o minério de ferro, que continuou em queda com restrições ambientais na China, e o relatório de emprego dos EUA payroll bem abaixo do esperado. Por aqui, no mês passado o cenário hidrológico brasileiro piorou significativamente, com os níveis dos reservatórios caindo abaixo do esperado.

Na Carteira, o BDR da Amazon foi o papel que mais se valorizou na semana, enquanto a 3R foi o que mais se depreciou.

Trocas

Amazon BDR (AMZO34)

A Amazon segue evoluindo na sua proposta de produtos e serviços, atuando na sua operação de tradicional e sendo maior e-commerce dos EUA, mas também ampliando o leque de soluções através de aparelhos eletrônicos como Alexa, Echo e FireTV, serviços de entrega e logística, plataforma na núvem (AWS) e por fim o segmento de entretenimento com Amazon Prime, Audible, Twitch, dentre outros.

A companhia tem em seu core o foco em preços baixos e satisfação constante ao cliente, cultura que norteado a companhia desde os seus primórdios. Destacamos também a visão e cultura implementada pelo seu fundador e principal acionista Jeff Bezos como importante alavanca de crescimento e diferencial competitivo em comparação com as outras Big Techs.

A Amazon segue como uma das mais diversificadas Big Techs americanas e com diversas vias de crescimento pela frente, principalmente nos segmentos AWS e de entretenimento. Avaliamos que a companhia deve continuar a expandir seus investimentos nessas duas frentes, ampliando o seu diferencial competitivo.

Após o anuncio do resultado do 2T21 ter vindo abaixo do esperado pelo mercado, os papéis chegaram a cair por volta de 10%, e acreditamos que o timing seja oportuno para a compra do ativo, que apesar de possível volatilidade no curto prazo, a empresa possui sólidos fundamentos e perspectiva de crescimento dos seus lucros para o segundo semestre.

Magazine Luiza ON (MGLU3

A empresa ainda deve crescer acima da média do setor de consumo. Destacamos a estratégia da Magalu que permanece na transformação de uma empresa de varejo tradicional com uma área digital para uma empresa digital com pontos físicos e capital humano, baseada nos pilares: (i) inclusão digital, (ii) cadeia de logística alinhada a multicanalidade, (iii) digitalização das lojas, (iv) plataforma digital de vendas e (v) cultura digital.

Com relação a concorrência: a rede logística e de distribuição no Brasil é uma forte barreira de entrada. O grande provedor de logística que temos hoje é os Correios, o que torna mais difícil para as empresas estrangeiras implementarem seus modelos de negócios e estratégias em que atuam lá fora. A malha logística no Brasil é bem peculiar, e Magazine Luiza tem know how técnico para aproveitar a deficiência de seus concorrentes.

Em julho, o grupo realizou a aquisição da KaBuM!, a maior de sua história, um dos e-commerces pioneiros na comercialização de produtos de tecnologia e games no País, e que conta com mais de 2 milhões de clientes ativos. A empresa reportou nos últimos 12 meses um lucro líquido de R$ 312 milhões com margem de 10%, o que representa um nível operacional mais sólido que da própria Magazine Luiza.

Além disso, o grupo realizou um follow-on no final do mês de julho, com um aumento de capital de R$ 3,9 bilhões, que serão destinados à expansão da logística, incluindo automação e novos centros de distribuição e cross dockings, investimentos em tecnologia, P&D e aquisições oportunas.

Vale ainda destacar o crescimento acelerado do e-commerce, reflexo: (i) do aumento das vendas pelo smartphone (ii) projetos de multicanalidade e captura dos benefícios do Retira na Loja, (iii) maior taxa de conversão e (iv) permanência do nível de serviço avaliado pelo Reclame Aqui.

Petrobras PN (PETR4)

A Petrobras segue apresentando bons resultados em meio a retomada dos preços do petróleo e o dólar em patamares mais elevados. Apesar dos riscos de uma possível intervenção na política de preços da companhia, em meio a escala do preço do combustível, avaliamos que a governança da companhia evoluiu muito ao longo dos últimos anos e tem conseguido blindar possíveis intervenções, mesmo com a recente troca no comando.

A companhia segue apresentando bons volumes de produção e redução no seu lifting cost (custo de extração) com maior participação das operações do pré-sal no portfólio. Esperamos a entrada em operação de novos poços a médio prazo, contribuindo para o aumento na produção. No curto prazo, alguns triggers: (i) continuidade da venda de ativos não estratégicos; (2) avanço do projeto de desinvestimento das refinarias; (3) perspectiva de novos anúncios de dividendos.

A Petrobras vem reposicionando seu portfólio em ativos de maior rentabilidade, com foco na desalavancagem financeira da estatal, que deve atingir o patamar abaixo de US$ 60 bilhões em dívida bruta ao final do ano, destravando a nova política de dividendos. Entre os riscos: (i) queda mais acentuada do preço do barril de petróleo; (ii) paralisação do processo de venda de ativos são fatores que podem pressionar o papel; (iii) eventual intervenção na política de preços da companhia.

ETF Small Caps Index (SMAL11)

SMAL11 é o ETF que espelha o índice das small caps, que busca refletir a performance, antes das taxas e despesas, do Índice Small Cap (SMLL). Foi criado em 2008 e consiste principalmente nas ações que compõem a carteira teórica do Índice. É administrado pelo Banco BNP Paribas. O gestor é a BlackRock do Brasil. Desta maneira, há a aplicação em um ativo que reúne várias empresas brasileiras de menor capitalização.

A diversificação com a pulverização do investimento é a maior vantagem do investimento em um ETF como SMAL11. Afinal, esta modalidade possibilita a exposição a quase 100 empresas listadas na B3. Como a gestão nesses fundos é passiva, a taxa de administração é menor que em fundos de ações tradicionais (conhecidos como FIA). Atualmente ela é de 0,50% a.a.

O índice possui grande exposição a nomes ligados a atividade doméstica, com destaque para os setores: Energia, Consumo, Financeiro e Construção Civil.

Vale ON (VALE3)

Temos uma visão construtiva para a Vale. Ressaltamos o foco do management no controle de custos, além da contínua redução de capex e endividamento. Além disso, os preços de minério continuam em patamares elevados (fruto da menor oferta no mercado), enquanto a empresa negocia a múltiplos descontados.

Alguns triggers são: (i) forte valorização do minério no mercado internacional e (ii) a maior demanda da China por minério de maior qualidade; além (iii) das melhorias operacionais, reflexo da forte redução de custo caixa, deverão compensar tais efeitos negativos e queda de produção; (iv) diversificação geográfica no Brasil bem verticalizada, contando com capacidade de transporte e remessa própria.

A Vale reportou em sua prévia um bom resultado para sua produção de minério de ferro, que totalizou 75,7 Mt (+11,3% t/t e 12,0% a/a), mantendo o guidance de 315-330MTon, o que deve garantir um segundo semestre forte para a companhia. Já no resultado do trimestre, destacamos os maiores volumes de minerais ferrosos, com a melhora sazonal normal do período, além de preços de venda realizados 7,9% superiores aos do 1T21. Além disso, As operações de metais básicos, em especial o cobre compensaram parte das paradas em Sudbury, no Canadá, com maiores volumes de vendas em Salobo, além dos embarques adiados do 1T21 para o 2T21.

Na primeira semana de agosto, a Vale comunicou que um novo acordo coletivo de trabalho de cinco anos com a United Steelworkers (USW) Local 6500 foi aprovado na noite passada, encerrando uma greve que paralisava as operações de níquel, cobre e cobalto em Sudbury (Canadá) desde o início de junho

Avaliamos a entrada em Vale nesse momento a patamares interessantes, negociada com desconta em relação aos pares australianos.

Metodologia

A Carteira Semanal da Guide Investimentos é composta por cinco ações, com peso de 20% da carteira para cada ativo, selecionadas para o período de uma semana. Enviamos o relatório da carteira ao longo do primeiro dia útil da semana (às segundas-feiras), para os clientes conseguirem montar as posições no fechamento dessa sessão. Importante: as cotações de fechamento dos papéis selecionados é que são utilizadas para a apuração dos resultados da Carteira. Sendo assim, o relatório é válido do fechamento do primeiro dia útil da semana de referência até o fechamento do primeiro dia útil da próxima semana. Vale mencionar que não levamos em consideração na performance o custo operacional (como corretagem e emolumentos).

A seleção das ações é baseada em um critério mais dinâmico, um pouco diferente das nossas demais carteiras recomendadas (que tem uma característica mais estática de posicionamento). Procuramos buscar mais oportunidades de mercado, inclusive as de curtíssimo prazo, observando tendências, movimentos técnicos, momentum dos ativos, eventos e fluxos, além dos fundamentos das empresas.

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