Carteira Semanal de Ações | 11 de Janeiro

Tempo de leitura: 11 minutos

Nesta semana, optamos por realizar duas alterações em nossa carteira semanal.

ETF Ishares Ibovespa Unit (BOVA11)
Itaú Unibanco PN (ITUB4)

CVC ON (CVCB3)
Via Varejo ON (VVAR3)

Performance:

A Carteira Semanal encerrou a última semana em alta, acima do seu índice de referência (Ibovespa). As bolsas globais tiveram desempenhos positivos, com a primeira semana do ano com fluxo bastante forte após vitória dos senadores democratas na Georgia. O Ibovespa também obteve movimentos interessantes, apresentando forte alta e fechando acima dos 125 mil pontos. No âmbito doméstico, a disputa entre os poderes executivo, legislativo e judiciário permaneceu estável. Dessa forma, acreditamos que a confiança do investidor segue demonstrando sinais de recuperação, porém, as incertezas nas frentes política, econômica e sanitária podem continuar fazendo preço.

Na Carteira, Weg foi a ação que mais se valorizou na semana, enquanto Via Varejo foi a que mais se desvalorizou.

Trocas

Nesta semana, optamos por realizar duas alterações em nossa carteira semanal. Escolhemos retirar CVC e Via Varejo, migrando para ativos que  devem apresentar sólida performance em meio a um momento de forte fluxo de investimento estrangeiro. Dessa maneira, demos entrada em BOVA11 e Itaú Unibanco. Permanecemos positivos com o processo de retomada econômica doméstico e internacional, porém, mantendo no radar o noticiário negativo relacionado a novas variantes do vírus e possíveis atrasos com relação ao distribuição das vacinas. Seguimos avaliando que a volatilidade deverá se manter elevada nos próximos dias, com o início das vacinações de diferentes farmacêuticas podendo manter o bom humor para com os ativos de risco.

Fonte: Bloomberg; BM&FBovespa. Elaboração: Guide Investimentos. Obs.: *fechamento nas datas citadas; ** início da elaboração da Carteira (03/08/15).

ETF iShares Ibovespa Unit (BOVA11)

O BOVA11 consiste em um ETF que acompanha o Ibovespa, e busca ter um retorno igual ou superior ao do índice. O indicador reflete o desempenho das ações mais negociadas na B3, como Itaú, Vale, Ambev, Gerdau e Petrobras. Sua a composição é feita com base nos ativos que compõe o índice Ibovespa. Atualmente, o índice possui cerca de 65 ativos, e sua compra reflete na participação em todas essas ações. Dessa forma, o ETF reflete ganhos nas ações. Vale lembrar que o patrimônio da BOVA11, é de aproximadamente R$10 bilhões, é dividido igualmente em cotas.

O Ibovespa sofreu uma grande queda com a disseminação do coronavírus na economia brasileira e global. O índice passou a ficar extremamente volátil no curto prazo, diante de um cenário absolutamente incerto e negativo, com os casos de infecção por coronavírus aumentando de  forma exponencial. Ao longo do ano, companhias que se beneficiam da circulação de pessoas e automóveis acabaram ficam extremamente pressionados, alguns exemplos são os setores de transportes, turismo, varejo físico e shoppings.

No entanto, em meados de novembro, o cenário começou a mudar. Notícias sobre a aproximação do início das campanhas de vacinação ao redor do globo foram divulgadas e o mercado também contou com a vitória de Joe Biden para presidente dos Estados Unidos. Desde então, observamos uma tendência contrária na bolsa, favorecendo estes setores que estavam até então muito descontados.

Diante disso, destacamos alguns fatores que devem contribuir para a apreciação do índice nos próximos meses: (I) início da vacinação em São Paulo no dia 25/01; (ii) taxas de juros nas mínimas históricas no Brasil e no mundo, reforçando a necessidade de alocação de capital em ativos de risco em busca de maior retorno; (iii) forte crescimento de pessoas físicas entrando na bolsa, fato esse observado mesmo no auge da crise;  e (iv) fluxo estrangeiro segue positivo para as principais companhias brasileiras, em meio ao cenário mais favorável para países emergentes, com a vitória Democrata nas eleições dos EUA.

Itaú Unibanco PN (ITUB4)

A crise do COVID-19 provocou um aumento na inadimplência dos principais bancos brasileiros principalmente no 1S20. De fato, os segmentos de pessoas físicas e micro e pequenas empresas deve gerar perdas significativas. Contudo avaliamos que o balanço dos principais bancos  brasileiro permanece robusto, com baixa alavancagem e grande pulverização do risco de crédito. Além disso, as medidas de injeção de liquidez por parte do Banco Central brasileiro devem garantir o bom funcionamento do sistema financeiro nesse momento de maior aversão a risco.

O Itaú segue em constante crescimento, e melhorando cada vez mais sua atratividade para dividendos. Olhando para frente, alguns triggers que sustentam nossa recomendação: (i) setor financeiro sendo negociado a patamares de preços descontados frente ao seu ROE histórico; (ii) dividend yield elevado (6% projetado para 12 meses); (iii) alto volume de provisões do Itáu deverá ocorrer apenas no 1S20, com expectativa de recuperação de parte das provisões em 2021; (iv) venda de participação na XP deve proporcionar pagamento de dividendos extraordinários. Dentre os bancos privados, Itaú segue como o mais resiliente, em função da grande diversificação de seus negócios e execução consistente do management.

Petrobras PN (PETR4)

No curto prazo, alguns triggers que sustentam nossa recomendação: (1) continuidade da venda de ativos onshore; (2) avanço do projeto de desinvestimento das refinarias;. A Petrobras vem reposicionando seu portfólio em ativos de maior rentabilidade, com foco na desalavancagem financeira da estatal. No curto prazo as ações da Petrobras devem permanecer com alta volatilidade acompanhando o cenário de reabertura comercial, além da possibilidade de liberação de uma vacina, o que desencadearia uma recuperação mais forte do petróleo.

Vale destacar o Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão 2021 – 2025, que tem como foco: (a) redução da alavancagem financeira; (b) maiores investimentos futuros (em exploração e produção – E&P- em especial) e significativo corte de custos operacionais; e (c) foco na gestão estratégica empresarial. Assim, a empresa deve continuar a se beneficiar: (i) do processo de vendas de ativos; (ii) da melhora operacional, com ganhos de eficiência e produtividade; e (iii) da contínua desalavancagem financeira. Fatores que nos deixam mais otimistas com o rumo da estatal. Entre os riscos: (i) queda mais acentuada do preço do barril de petróleo; e (ii) paralização do processo de venda de ativos são fatores que podem pressionar o papel.

Vale ON (VALE3)

Temos uma visão construtiva para a Vale. Ressaltamos o foco do management no controle de custos, além da contínua redução de capex e endividamento. Além disso, os preços de minério continuam em patamares elevados (fruto da menor oferta no mercado), enquanto a empresa negocia a múltiplos descontados.

No curto prazo, os papéis da mineradora devem continuar voláteis, reflexo do fluxo de notícias negativas em torno da empresa dados os danos de imagem à companhia e provisões para pagamento de multas e indenizações. Algo que poderá aumentar o passivo de contingentes da VALE3, além de atrasar também as concessões e licenças ambientais nas operações do Brasil.

Acreditamos que, (i) a forte valorização recente do minério no mercado internacional e (ii) a maior demanda da China por minério de maior qualidade; além (iii) das melhorias operacionais, reflexo da forte redução de custo caixa, deverão compensar os riscos de governança e ambientais da companhia. Avaliamos a entrada em Vale nesse momento a patamares interessantes, negociada a 3.9x EV/Ebitda, contra uma média de 6.1x do setor.

Weg ON (WEGE3)

Sustentamos nossa recomendação em Weg, que possui como principais destaques: (i) a expansão contínua no cenário externo, através de acordos locais ou M&A; (ii) ganho contínuo de market share; (iii) retomada da economia brasileira; (iv) posicionamento de liderança como fornecedor no segmento de GTD (Geração, Transmissão e Distribuição de Energia).

A empresa tem mostrado boa performance dentro do setor industrial nos últimos anos. Sua receita tem sido beneficiada pela depreciação do real, que segue crescendo como reflexo do cenário externo frente ao coronavírus, pela recuperação da demanda industrial e pelo crescimento do mercado. Além disso, a companhia veem se beneficiando de uma expansão na sua margem Ebitda, em função dos ganhos de eficiência em função da adoção de práticas da Indústria 4.0. A companhia não reduziu seu ritmo de investimentos durante a recente crise, gerando nesse momento uma vantagem competitiva em relação aos players locais.

A empresa tem um mix de produtos diversificado, e vem ganhando bastante reconhecimento da marca e possui um grande potencial no segmento de GTD. Além disso a companhia ainda vê potencial nos segmentos de petróleo e gás, mineração, saneamento.

Quando se trata de inovação e sustentabilidade, a Weg se destaca por seu modelo de negócio, que cresce através de soluções de fontes renováveis de energia, práticas de eficiência energética e produtos e soluções com menor impacto ambiental, como a linha de motores elétricos e inversores de frequência para tração elétrica que a cia desenvolve. A empresa também é um dos principais players do mercado brasileiro de energia eólica e atua no fornecimento de soluções completas para geração hidrelétrica.

Metodologia

A Carteira Semanal da Guide Investimentos é composta por cinco ações, com peso de 20% da carteira para cada ativo, selecionadas para o período de uma semana. Enviamos o relatório da carteira ao longo do primeiro dia útil da semana (às segundas-feiras), para os clientes conseguirem montar as posições no fechamento dessa sessão. Importante: as cotações de fechamento dos papéis selecionados é que são utilizadas para a apuração dos resultados da Carteira. Sendo assim, o relatório é válido do fechamento do primeiro dia útil da semana de referência até o fechamento do primeiro dia útil da próxima semana. Vale mencionar que não levamos em consideração na performance o custo operacional (como corretagem e emolumentos).

A seleção das ações é baseada em um critério mais dinâmico, um pouco diferente das nossas demais carteiras recomendadas (que tem uma característica mais estática de posicionamento). Procuramos buscar mais oportunidades de mercado, inclusive as de curtíssimo prazo, observando tendências, movimentos técnicos, momentum dos ativos, eventos e fluxos, além dos fundamentos das empresas.

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“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores,  para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo.  Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações.Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Instrução da CVM N° 598/2018, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.”

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