Carteira Semanal de Ações | 01 de Fevereiro

Tempo de leitura: 11 minutos

Nesta semana, optamos por realizar apenas duas alterações em nossa carteira semanal.

Méliuz ON (CASH3)

Magazine Luiza ON (MGLU3)

Performance:

A Carteira Semanal encerrou a última semana em queda, abaixo do seu índice de referência (Ibovespa). As bolsas globais tiveram desempenhos mais comedidos, com PMIs demonstrando desaceleração em diferentes regiões em decorrência de isolamentos efetuados em dezembro e investidores elevando compras especulativas nos Estados Unidos. O Ibovespa também obteve performance negativa, com preocupação quanto as condições fiscais do país e acompanhando o mau humor internacional. Dessa forma, acreditamos que a confiança do investidor segue demonstrando sinais de recuperação, porém, as incertezas nas frentes política, econômica e sanitária devem continuar fazendo preço.

Na Carteira, Petrobras foi a ação que menos se desvalorizou na semana, enquanto Apple foi a que mais se desvalorizou.

Trocas

Nesta semana, optamos por realizar apenas uma alteração em nossa carteira semanal. Escolhemos migrar a posição de Magazine Luiza para Méliuz. Acreditamos que neste momento incerto e de alta volatilidade, a companhia se configura como uma ótima opção, baseado em seu bom desempenho operacional com alto crescimento no volume geral de vendas nos últimos anos e entrada em serviços financeiros. Permanecemos positivos com o processo de retomada econômica doméstica e internacional, porém, mantendo no radar o noticiário negativo relacionado a novas variantes do vírus e implementação de lockdowns em diferentes localidades do globo. Seguimos avaliando que a volatilidade deverá se manter elevada nos próximos dias, com o avanço das vacinações no Brasil podendo manter o bom humor para com os ativos de risco e eleições para presidência do Senado e Câmara dos Deputados.

Fonte: Bloomberg; BM&FBovespa. Elaboração: Guide Investimentos. Obs.: *fechamento nas datas citadas; ** início da elaboração da Carteira (03/08/15).

Apple (AAPL34)

A gigante varejista do segmento de produtos eletrônicos, softwares e computadores vem surpreendendo o mercado ao longo dos anos com sua incrível capacidade de inovação de seu portfólio e ganho de mercado. Dentre os seus produtos de maior destaque, os computadores Mac e os smartphones Iphone, mas a companhia também fabrica o Ipod, Ipad, Apple Watch, Apple TV e Icloud, além de comercializar uma extensa variedade de serviços, acessórios para os seus produtos, conteúdos e aplicativos.

A Apple atualiza os softwares de seus produtos com frequência e lança todo ano um novo modelo com uma série de novas facilidades e inovações, visando tornar o dia a dia de seus consumidores cada vez mais simples. Foi o que ocorreu recentemente, quando a companhia optou por tomar a ousada medida de sustentabilidade, passando a vender o carregador do seu smartphone a parte. A Apple conta com grande fidelidade por parte de seus clientes, que, em grande parte, tentam acompanhar a maioria de seus lançamentos. Ainda, a empresa adota uma estratégia na qual a experiencia do cliente melhora à medida que adquire mais produtos Apple.

Seus resultados referentes ao 3T20 superaram as expectativas do mercado, com uma receita de US$ 65 bilhões. Ainda, contou com ligeira queda na venda de produtos (de US$51,5 bilhões no 3T19 para US$50,1 bilhões no 3T20), que foi compensada pelo aumento da receita de serviços (de US$12,5 bilhões para US$14,5 bilhões).

ETF iShares Ibovespa Unit (BOVA11)

O BOVA11 consiste em um ETF que acompanha o Ibovespa, e busca ter um retorno igual ou superior ao do índice. O indicador reflete o desempenho das ações mais negociadas na B3, como Itaú, Vale, Ambev, Gerdau e Petrobras. Sua a composição é feita com base nos ativos que compõe o índice Ibovespa. Atualmente, o índice possui cerca de 65 ativos, e sua compra reflete na participação em todas essas ações. Dessa forma, o ETF reflete ganhos nas ações. Vale lembrar que o patrimônio da BOVA11, é de aproximadamente R$10 bilhões, é dividido igualmente em cotas.

O Ibovespa sofreu uma grande queda com a disseminação do coronavírus na economia brasileira e global. O índice passou a ficar extremamente volátil no curto prazo, diante de um cenário absolutamente incerto e negativo, com os casos de infecção por coronavírus aumentando de  forma exponencial. Ao longo do ano, companhias que se beneficiam da circulação de pessoas e automóveis acabaram ficam extremamente pressionados, alguns exemplos são os setores de transportes, turismo, varejo físico e shoppings.

No entanto, em meados de novembro, o cenário começou a mudar. Notícias sobre a aproximação do início das campanhas de vacinação ao redor do globo foram divulgadas e o mercado também contou com a vitória de Joe Biden para presidente dos Estados Unidos. Desde então, observamos uma tendência contrária na bolsa, favorecendo estes setores que estavam até então muito descontados.

Diante disso, destacamos alguns fatores que devem contribuir para a apreciação do índice nos próximos meses: (I) início da vacinação em São Paulo no dia 25/01; (ii) taxas de juros nas mínimas históricas no Brasil e no mundo, reforçando a necessidade de alocação de capital em ativos de risco em busca de maior retorno; (iii) forte crescimento de pessoas físicas entrando na bolsa, fato esse observado mesmo no auge da crise;  e (iv) fluxo estrangeiro segue positivo para as principais companhias brasileiras, em meio ao cenário mais favorável para países emergentes, com a vitória Democrata nas eleições dos EUA.

Méliuz ON (CASH3)

A Méliuz foi a primeira companhia a oferecer o conceito de cashback, que vem se tornando cada vez mais frequente entre bancos. Por ter sido pioneira, a empresa detém grande expertise no assunto, o que a permite oferecer seu serviço no mercado de maneira bastante atrativa (através da estratégia ganha-ganha).

Fundada em 2011, seu business consiste em conectar as maiores varejistas brasileiras a seu programa de cashback em seu marketplace. A empresa conta, atualmente, com uma base bastante fidelizada e robusta, totalizando 10 milhões de clientes, dentre os quais 1,7 milhões são ativos.

Ainda, a empresa opera desde 2019 com serviços financeiros, oferecendo cartões de crédito Méliuz através de uma parceria com o Banco Pan, que atua como responsável pela emissão e aprovação de crédito para os clientes, poupando a Méliuz do risco.

A companhia trabalha através do modelo de asset-light, no qual a empresa possui poucos funcionários e nenhum estoque ou ativo imobilizado. Desse modo, seus parceiros são responsáveis tanto pela venda de seus produtos quanto pela prestação de serviços.

Por fim, destacamos o alto crescimento que a Méliuz vem apresentando ao longo dos últimos anos, com o volume geral de vendas (GMV) tendo sido multiplicado por 10x aos longo dos últimos cinco anos, concomitante ao aumento da receita bruta em 77% durante o mesmo período. Combinado a estes números, ressaltamos o forte crescimento adotado pelo e-commerce nos últimos meses, que deve seguir nos patamares atuais.

Petrobras PN (PETR4)

No curto prazo, alguns triggers que sustentam nossa recomendação: (1) continuidade da venda de ativos onshore; (2) avanço do projeto de desinvestimento das refinarias;. A Petrobras vem reposicionando seu portfólio em ativos de maior rentabilidade, com foco na desalavancagem financeira da estatal. No curto prazo as ações da Petrobras devem permanecer com alta volatilidade acompanhando o cenário de reabertura comercial, além da possibilidade de liberação de uma vacina, o que desencadearia uma recuperação mais forte do petróleo.

Vale destacar o Plano Estratégico e Plano de Negócios e Gestão 2021 – 2025, que tem como foco: (a) redução da alavancagem financeira; (b) maiores investimentos futuros (em exploração e produção – E&P- em especial) e significativo corte de custos operacionais; e (c) foco na gestão estratégica empresarial. Assim, a empresa deve continuar a se beneficiar: (i) do processo de vendas de ativos; (ii) da melhora operacional, com ganhos de eficiência e produtividade; e (iii) da contínua desalavancagem financeira. Fatores que nos deixam mais otimistas com o rumo da estatal. Entre os riscos: (i) queda mais acentuada do preço do barril de petróleo; e (ii) paralização do processo de venda de ativos são fatores que podem pressionar o papel.

Vale ON (VALE3)

Temos uma visão construtiva para a Vale. Ressaltamos o foco do management no controle de custos, além da contínua redução de capex e endividamento. Além disso, os preços de minério continuam em patamares elevados (fruto da menor oferta no mercado), enquanto a empresa negocia a múltiplos descontados.

No curto prazo, os papéis da mineradora devem continuar voláteis, reflexo do fluxo de notícias negativas em torno da empresa dados os danos de imagem à companhia e provisões para pagamento de multas e indenizações. Algo que poderá aumentar o passivo de contingentes da VALE3, além de atrasar também as concessões e licenças ambientais nas operações do Brasil.

Acreditamos que, (i) a forte valorização recente do minério no mercado internacional e (ii) a maior demanda da China por minério de maior qualidade; além (iii) das melhorias operacionais, reflexo da forte redução de custo caixa, deverão compensar os riscos de governança e ambientais da companhia. Avaliamos a entrada em Vale nesse momento a patamares interessantes, negociada a 3.9x EV/Ebitda, contra uma média de 6.1x do setor.

Metodologia

A Carteira Semanal da Guide Investimentos é composta por cinco ações, com peso de 20% da carteira para cada ativo, selecionadas para o período de uma semana. Enviamos o relatório da carteira ao longo do primeiro dia útil da semana (às segundas-feiras), para os clientes conseguirem montar as posições no fechamento dessa sessão. Importante: as cotações de fechamento dos papéis selecionados é que são utilizadas para a apuração dos resultados da Carteira. Sendo assim, o relatório é válido do fechamento do primeiro dia útil da semana de referência até o fechamento do primeiro dia útil da próxima semana. Vale mencionar que não levamos em consideração na performance o custo operacional (como corretagem e emolumentos).

A seleção das ações é baseada em um critério mais dinâmico, um pouco diferente das nossas demais carteiras recomendadas (que tem uma característica mais estática de posicionamento). Procuramos buscar mais oportunidades de mercado, inclusive as de curtíssimo prazo, observando tendências, movimentos técnicos, momentum dos ativos, eventos e fluxos, além dos fundamentos das empresas.

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