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Cotações por TradingView

Carteira Recomendada de Ações | Top Picks | Julho/2022

1 de julho de 2022
Escrito por Rodrigo Crespi
Tempo de leitura: 20 min
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Tempo de leitura: 20 min

A Carteira Top Picks encerrou o mês de junho abaixo do seu índice de referência IBOV.

O período apresentou forte realização de ativos voltados a commodities, em virtude da maior probabilidade de uma recessão nos próximos trimestres, com realização do petróleo no período após altas robustas em maio. Acompanhamos as restrições impostas na China relacionada ao Covid, o que também pesou contra principalmente o minério de ferro e derivados. 

O papel que apresentou a menor queda na carteira foram os de Energias do Brasil. Por outro lado, os papéis da Movida  foram os que mais se depreciaram.

Para Julho

O ambiente macroeconômico global mais desfavorável, com o aperto das condições financeiras resultante do aumento ou sinalização de aumento das taxas de juros nas economias desenvolvidas fez com que o Ibovespa registrasse perdas ao longo do mês de junho. Além disso, em âmbito local, a decisão do Copom e o risco político-fiscal retornou ao radar dos investidores o também contribuiu com um aumento do dólar e abertura da curva de juros.

Como já sinalizado no comunicado anterior e amplamente previsto pelo mercado, o Copom decidiu, de maneira unânime, elevar a Selic em 0,50 ponto porcentual, para o patamar de 13,25% a.a. durante sua reunião de junho. Além disso, eles sinalizaram para um aumento incremental de igual ou menor magnitude na próxima reunião. A decisão foi próxima do que o mercado precificava, de que teríamos uma alta adicional de mais 50 bps em agosto. Dada a clara sinalização de um ajuste adicional da taxa de juros, revisamos nossa projeção de Selic terminal para 13,75% neste ano, que acreditamos ser na próxima reunião.

Com relação à política, antes de sair do cargo, o ex-presidente da Petrobras, José Mauro Coelho aprovou um reajuste de 5,2% no valor da gasolina e de 14,3% no valor do diesel, fato que gerou repercussão entre o governo e Congresso, que começaram a ameaçar a empresa de um aumento na taxação de lucro e até mesmo uma alteração na Lei das estatais. Ambas as medidas não foram para frente, principalmente depois que o governo em conjunto com o Senado apresentou propostas de aliviar a alta dos preços de combustíveis via auxílio. A chamada PEC dos combustíveis, que tem como principais medidas o aumento temporário do vale-gás, a criação de um voucher para caminhoneiros, subsidiando o diesel, o aumento do valor do Auxílio Brasil para R$ 600,0 e a zeragem da fia de espera para este auxílio foi apresentada pelo Senador Fernando Bezerra nesta quarta-feira e deve ser votada no Senado nos próximos dias ao custo de R$ 38,7 bilhões. A medida é valida até o final do ano, e será financiada por gastos extra-teto permitidos por conta do decreto de emergência que foi incluído dentro do texto da PEC. A proposta que limita o ICMS em até 18% para combustíveis, energia elétrica, gás de cozinha, transporte público e comunicações também passou no Congresso e alguns Estados, (SP incluso) já acataram a medida.

Apesar de diminuir a inflação para este ano, como a medida é vigente até o final de 2022 a expectativa é que ela deve elevar a inflação no próximo. E finalmente, sobre a inflação, o IPCA-15 registrou alta de 0,69% em junho, acelerando contra os 0,59% em maio, e acumulando alta de 12,04% em 12 meses. O resultado veio levemente acima do consenso do mercado (0,68%), e das nossas projeções (0,65%). No geral, ele mostrou alguns sinais positivos, como os núcleos e a disseminação diminuindo. Boa parte do avanço deste mês veio dos preços administrados, com destaque para planos de saúde, ao passo que, nos preços de serviços, a alta de mais de 11% nos preços de passagens aéreas também influenciou o resultado.

Comentários e Recomendações:

Assaí ON (ASAI3)

O Assaí é uma companhia focada no segmento Atacarejo, sendo o maior player puro de Cash & Carry do país e atualmente é a maior marca operada pelo Grupo Casino no mundo. Atualmente conta com187 lojas em 23 estados e market share aproximado de 30%, atendendo revendedores, transformadores, utilizadores e consumidores finais.

A empresa possui forte geração de caixa, sendo um destaque de crescimento no setor, possui estratégia e execução bem definidas para a expansão da companhia e management com vasta experiência no setor de varejo alimentar. A empresa também é destaque ESG em seu setor.

O Assaí apresentou CAGR de 21% entre 2016 e 2021, e possui perspectivas positivas, com abertura de 12 novas lojas orgânicas em 2022 e conversão das lojas Extra-Hiper adquiridas do GPA, com a previsão de entrega de 40 lojas para o segundo semestre deste ano.

No 1T22 foi reportado um resultado robusto e acima do esperado pelo mercado, com reversão da queda de SSS (-3,1%) observada no 4T21, reportando um crescimento de 6,7% no trimestre . A receita líquida totalizou R$ 11,4 bilhões, com um crescimento de +21,1% A/A, ficando em linha com o crescimento médio da companhia de 21% dos últimos três anos para o primeiro trimestre do ano, com um incremento de R$ 2,0 bilhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

Minerva ON (BEEF3)

A Minerva é uma das líderes na América do Sul na produção e comercialização de carne in natura e seus derivados. Possui um portfólio diversificado de marcas e produtos, com opções que vão desde carnes in natura e congelados até produtos de maior valor agregado, prontos para o consumo, como os preparados e processados. A divisão Brasil responde por todas as vendas realizadas no mercado doméstico e exportações das plantas brasileiras. Já a divisão América do Sul contempla as vendas realizadas internamente na Argentina, Chile, Colômbia, Uruguai e Paraguai e as exportações desses países para outros mercados.

A empresa possui plantas em cinco países na América do Sul e escritórios em mais 15 países. a Minerva foi capaz de entregar uma performance operacional recorde no 1T22, com uma receita líquida de R$7,2 bilhões (+24,6% a/a), e um EBITDA de R$646 milhões (+33,2% a/a), com uma margem de 8,9% (0,6 p.p. a/a). Vimos melhores performances da Argentina e Uruguai, conforme esperávamos, devido principalmente a preços de exportação mais fortes nesses mercados compensando a perda de volumes comercializados em ambos. O mesmo não pôde ser visto na Colômbia e no Paraguai, que foram impactados por suas maiores exposições ao mercado russo, e tiveram severas quedas de volumes de vendas.

BTG Pactual Unit (BPAC11)

O Banco BTG Pactual é um banco de investimento e gestor de ativos e fortunas. No momento, conta com escritórios distribuídos em três continentes, oferecendo vasto portfólio de serviços financeiros a uma base de clientes brasileiros e internacionais, incluindo companhias, investidores institucionais, governos e indivíduos de alta renda. A estratégia operacional do BTG Pactual é voltada aos seus segmentos core, sendo esses Investment Banking, Corporate Lending¸ Sales & Trading, Asset Management¸ Wealth Management e Consumer Lending and Insurance. Além dessas áreas, o banco também detém investimentos legados em companhias originárias de sua atuação em principal investments.

o BTG destaca-se por seu modelo de partnership, onde os sócios também são executivos no banco, o que incentiva a meritocracia e alinha o comprometimento da equipe com o sucesso de longo prazo da companhia. O banco apresenta uma posição relevante nos mercados em que atua, com destaque para os segmentos de Investment Banking, Asset e Wealth Management, atendendo tanto clientes brasileiros quanto clientes internacionais.

Entre os riscos destacam-se (i) o risco de crédito, tendo em vista que a receita do banco advém principalmente de empréstimos e um eventual aumento na inadimplência poderá afetar a rentabilidade do banco, (ii) forte aumento da competição, principalmente dos bancos digitais e fintechs, e que deve ser impulsionada com a chegada do Open Banking, (iii) riscos relacionados a mudanças regulatória e, (iv) riscos macroeconômicos, que podem impactar negativamente o mercado de capitais, a carteira de crédito e demais atividades do banco.

O resultado do 1T22 do BTG, o banco apresentou um crescimento de 72% a/a no lucro líquido, alcançando R$2 bilhões, com ROAE de 21,5%. Apesar da queda na receita do segmento de Investment Banking, sua principal linha de negócio, o banco permaneceu como líder no segmento.

Multiplan ON (MULT3)

A fundada como uma empresa full service, a Multiplan é uma das maiores empresas de shopping centers do Brasil, responsável pelo planejamento, desenvolvimento, propriedade e administração de seu portfólio de shopping centers. A companhia apresentou uma forte retomada em todas as suas frentes de operação em relação ao patamar antes da pandemia, com evolução na taxa de ocupação e uma taxa de inadimplência em queda, que resultou em um ótimo resultado financeiro por parte da Multiplan.

O período pandêmico ajudou a companhia a rever sua estratégia e acrescentar maior peso na vertente digital e omnicalidade, que acabam diversificando os canais de vendas e aumentando a fidelização do cliente, potencializando as vendo no longo prazo.

Multiplan iniciou a temporada de resultados para shoppings do 1T22 estabelecendo altas expectativas para o setor, que também não deve decepcionar. O destaque do trimestre foi o impressionante same-store-rent de 54%, representando um crescimento real de 0,6%, além de recordes nos números financeiros. O trimestre reforça nossa visão construtiva para o papel, havendo fortes sinais de que a recuperação operacional organicamente, através de principalmente de vendas e fluxo. Além disso, números prévios de abril apontam para continuidade na dinâmica de recuperação dos aluguéis. Dito isso, vemos Multiplan como um dos top picks setoriais, provando possuir um alto poder de barganha frente a seus lojistas e grande resiliência do portfólio durante a pandemia.

Do lado operacional, o destaque foi, como comentado antes, para a forte performance de same-store-rents de 54%, apresentando crescimento real, além de same-store-sales apresentar um crescimento de 12% em comparação ao mesmo período de 2019. Adicionalmente, os números prévios de abril indicam que a dinâmica deve continuar favorável para vendas apesar do fluxo ainda continuar 4% abaixo de níveis pré-pandêmicos – podendo indicar também que, ainda existe upside adicional para algumas métricas.

Petrobras PN (PETR4)

A Petrobras é uma das maiores produtoras de petróleo e gás do mundo. Em 2020 os campos operados pela companhia produziram 94,15% do petróleo e gás natural do Brasil, conforme dados da ANP.

A companhia é líder na exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas, tendo produção concentrada nas bacias de Campos e Santos. A companhia também atua nos mercados de refino, também sendo responsável pela maior parte da capacidade de refino no Brasil, sobretudo na região Sudeste. O lucro da Petrobras no 1º trimestre de 2022, foi de R$ 44,5 bilhões, o maior já registrado por uma empresa de capital aberto brasileira para o período, e segue reduzindo a sua alavancagem financeira. A companhia segue apresentando bons volumes de produção e redução no seu lifting cost (custo de extração) com maior participação das operações do pré-sal no portfólio.

Esperamos a entrada em operação de novos poços a médio prazo, contribuindo para o aumento na produção. No curto prazo, alguns triggers: (i) continuidade da venda de ativos não estratégicos; (2) avanço do projeto de desinvestimento das refinarias; (3) perspectiva de novos anúncios de dividendos. Em março a estatal anunciou uma nova descoberta de petróleo no pré-sal, em um bloco com a BP Energy do Brasil, encontrada na parte sul da Bacia de Campos, no bloco Alto de Cabo Frio Central, a 230 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro. Em maio observamos mais uma troca de comando da direção da empresa, com a substituição de José Mauro Ferreira Coelho  por Caio Mario Paes de Andrade, dada a alta dos preços de combustíveis e lucro elevado no 1T22, que acabou chamando a atenção de políticos. Apesar do dano causado a governança, vemos alguns dispositivos  como a Lei da Estatais e o estatuto da companhia, sendo colocados a prova, e que em teoria impediriam mudanças drásticas na política de preços da Petrobras no curto prazo.

SLC Agrícola ON (SLCE3)​

A SLC é uma das maiores empresas de produção agrícola no Brasil com mais de 40 anos de história, sendo uma referência mundial do setor, com um modelo de negócios baseado na eficiência operacional e na alta escala de produção. A empresa introduziu no setor agrícola brasileiro técnicas de gestão modernas, oriundas do setor industrial.

A empresa optou por um modelo de negócio híbrido, que pode ser subdividido em três abordagens básicas: (i) operação agrícola em terras próprias; (ii) operação agrícola em terras arrendadas; e (iii) aquisição de terras brutas para transformação e venda. A companhia tem um portfólio de propriedades diversificadas e com localização estratégica, são 22 unidades produtivas em sete estados brasileiros, com predominância nas regiões CentroOeste e Nordeste, com cerca de 660 mil hectares plantados na última safra e capacidade de armazenamento de mais de 612 mil toneladas de grãos e 115 mil toneladas de algodão.

Entre as vantagens, vemos a tecnologia utilizada em sua colheita e plantio, domínio da técnica do plantio direto, sistema de plantio sem revolvimento do solo que reduz a níveis insignificantes as perdas de solo, água e nutrientes e proporciona redução no custo de produção, devido à menor utilização de máquinas na lavoura.

No 1T22, foi reportado um sólido resultado, graças ao aumento dos preços e volumes faturados em todas as culturas, com receita líquida de R$2,4 bilhões no 1T22. O EBITDA Ajustado atingiu R$1,3 bilhão (+176,5% a/a e 21,9% acima de nossas estimativas), um recorde para o primeiro trimestre, com margem de 52,3%  Por outro lado, a companhia apresentou alguns ajustes em sua projeção de produtividade para a safra 21/22, refletindo os problemas climáticos na Bahia e Mato Grosso.

Tim ON (TIMS3)

A companhia têm conseguido manter sob controle seus gastos com custos e despesas, o que tem se traduzido em uma expressiva melhora nas margens operacionais da empresa. Além disso, a companhia tem apresentado um crescimento sustentável da receita, focando no mix de produtos com maior valor agregado.

O plano estratégico da companhia é fortalecer os serviços core móvel, da ultra banda larga, desenvolvimento de novas frentes geradoras de valor para a companhia e investimentos voltados ao aumento de eficiência e controle sobre o opex. Gostamos da tese de investimento de Tim baseado em sua aceleração de sua transformação digital, que contribuiu para uma margem operacional mais robusta, seu portfólio completo de serviços para pessoas físicas e corporações, e maior cobertura 4G do país. 

No 1T22, a empresa viu forte crescimento operacional, alinhado com as estimativas do mercado. A empresa teve crescimento de 9% a.a. na receita líquida, impulsionado por (i) crescimento de 8,2% a.a. nas receitas de pós-pagos, reflexo do aumento de 3% a.a. no ARPU, resultando em R$46,80 ao mês por cliente pré-pago, fechando o trimestre com mais de 19 milhões de usuários, (ii) +3,2% a.a. na receita do pré-pago, mesmo com queda de 1,4% a.a. na sua base de clientes, alcançando R$13,20 ao mês por usuário e (iii) crescimento de 29% a.a. na receita de produtos, pelo sucesso das ofertas do iPhone 12 em março.

Totvs ON (TOTS3)

A TOTVS é a companhia líder no segmento de softwares de gestão empresarial no país. A companhia tem como propósito “simplificar o mundo dos negócios”, desenvolvendo, comercializando e implementando ferramentas e plataformas tecnológicas com soluções especializadas para o core business de seus clientes. Com uma base instalada de mais de 30 mil clientes, a TOTVS atua principalmente no Brasil, além de presença internacional em mais de 41 países.

A companhia apresenta como principais riscos (i) dificuldades no processo de integração de empresas adquiridas; (ii) manutenção de uma oferta de soluções atrativas em um mercado em constante transformação; (iii) um aumento do churn (taxa de cancelamento) pode impactar as receitas da empresa

Em seu último resultado publicado, a companhia apresentou um EBITDA de R$223 milhões, em linha com os R$234 estimados pelo consenso e crescendo sua receita recorrente. No lado  negativo, a empresa viu mais um queda no seu segmento de Techfin (R$47 milhões de receita líquida vs. R$64,5 no 1T21) e Business Performance.

Vale ON (VALE3)

A Vale é uma das maiores empresas mineradoras do mundo. Produz e comercializa minério de ferro, níquel, pelotas, minério de manganês, ferroligas, carvão cobre e outros metais. A companhia está envolvida em projetos de exploração mineral greenfield em seis países e opera um sistema de logística no Brasil e no mundo integrados a suas operações de mineração, permitindo assim entrega de seus produtos em diversos países. A companhia também investe nos setores de siderurgia e energia diretamente ou através de suas joint ventures. A companhia, além de ser uma das maiores mineradoras do mundo, apresenta uma diversificação de operações de minério de ferro no Brasil em três sistemas (Norte, Sudeste e Sul) que possuem capacidade de transporte e remessa própria.

Em nossa visão, a Vale é uma das principais beneficiadas pelo aumento do preço do minério internacional e da alta do dólar em relação ao real, visto que é uma das principais empresas exportadoras do país e está entre as empresas mineradoras mais relevantes do mundo. Além disso, seus produtos possuem um desconto em relação ao minério internacional e na hipótese de paridade entre esses valores, a empresa conseguiria capitalizar ganhos relativamente maiores que seus concorrentes estrangeiros. A companhia apresentou seus resultados do 1T22 com EBITDA de US$ 6,4 bilhões em linha com as estimativas do mercado. Os resultados foram impactados pela sazonalidade característica do período de chuvas do início do ano e pela forte recuperação de preços do minério de ferro frente ao 4T21. O EBITDA de minerais ferrosos atingiu US$ 5,8 bilhões, 9% inferior ao 4T21 devido a volumes 36% menores, que foram parcialmente compensados por preços 22% superiores. A margem EBITDA do segmento atingiu 66%, apresentando uma forte evolução sobre o 4T21 de 7 p.p., mesmo com maiores custos C1, +17% t/t.

Como principais risco seriam: (i) desaceleração da demanda mundial de minério, principalmente com arrefecimento de planos de desenvolvimento, como dos EUA; (ii) variação da taxa de câmbio dólar/real; (iii) riscos ambientais, como rompimento de barragens e poluição ambiental; e (iv) risco de paralização causada por chuvas.

Weg ON (WEGE3)

Sustentamos nossa recomendação em Weg, dado seu perfil mais defensivo, e que ainda possui como principais destaques: (i) a expansão contínua no cenário externo, através de acordos locais ou M&A; (ii) ganho contínuo de market share; (iii) retomada da economia brasileira; (iv) posicionamento de liderança como fornecedor no segmento de GTD (Geração, Transmissão e Distribuição de Energia).

A empresa tem mostrado boa performance dentro do setor industrial nos últimos anos. Sua receita tem sido beneficiada pela depreciação do real, que segue crescendo como reflexo do cenário externo frente ao coronavírus, pela recuperação da demanda industrial e pelo crescimento do mercado. Além disso, a companhia veem se beneficiando de uma expansão na sua margem Ebitda, em função dos ganhos de eficiência em função da adoção de práticas da Indústria 4.0. A companhia não reduziu seu ritmo de investimentos durante a recente crise, gerando nesse momento uma vantagem competitiva em relação aos players locais.

A WEG no 1T22 reportou receita (R$ 6,8 bilhões, alta de 34,5% a/a) e margem EBITDA acima do consenso, com o desempenho positivo de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD) no mercado interno e de Equipamentos Eletroeletrônicos Industriais (EEI) no mercado externo compensando a retração da demanda por Motores Comerciais e Appliance no Brasil.

Atualmente o papel, apesar de ainda não ser considerado barato quando comparado com pares, em relação ao seu múltiplo histórico dos últimos 5 anos, vemos um patamar atrativo para WEG. A sua menor ciclicidade, exposição a uma variedade de segmentos e resiliência. Entretanto ressaltamos o risco de uma mais prolongada recessão global, como principal fator de atenção para o papel.

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“Este relatório foi elaborado pela Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores,  para uso exclusivo e intransferível de seu destinatário. Este relatório não pode ser reproduzido ou distribuído a qualquer pessoa sem a expressa autorização da Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores. Este relatório é baseado em informações disponíveis ao público. As informações aqui contidas não representam garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre a qualidade das mesmas e não devem ser consideradas como tal. Este relatório não representa uma oferta de compra ou venda ou solicitação de compra ou venda de qualquer ativo.  Investir em ações envolve riscos. Este relatório não contêm todas as informações relevantes sobre a Companhias citadas. Sendo assim, o relatório não consiste e não deve ser visto como, uma representação ou garantia quanto à integridade, precisão e credibilidade da informação nele contida. Os destinatários devem, portanto, desenvolver suas próprias análises e estratégias de investimentos. Os investimentos em ações ou em estratégias de derivativos de ações guardam volatilidade intrinsecamente alta, podendo acarretar fortes prejuízos e devem ser utilizados apenas por investidores experientes e cientes de seus riscos. Os ativos e instrumentos financeiros referidos neste relatório podem não ser adequados a todos os investidores. Este relatório não leva em consideração os objetivos de investimento, a situação financeira ou as necessidades específicas de cada investidor. Investimentos em ações representam riscos elevados e sua rentabilidade passada não assegura rentabilidade futura. Informações sobre quaisquer sociedades, valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros objeto desta análise podem ser obtidas mediante solicitações. A informação contida neste documento está sujeita a alterações sem aviso prévio, não havendo nenhuma garantia quanto à exatidão de tal informação. A Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores ou seus analistas não aceitam qualquer responsabilidade por qualquer perda decorrente do uso deste documento ou de seu conteúdo. Ao aceitar este documento, concorda-se com as presentes limitações. Os analistas responsáveis pela elaboração deste relatório declaram, nos termos do artigo 21 da Resolução CVM nº 20, que: (I) Quaisquer recomendações contidas neste relatório refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e foram elaboradas de forma independente, inclusive em relação à Guide Investimentos S.A. Corretora de Valores.”

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Formado pela ESPM-SP, com pós-graduação na FGV-SP e mestrado (MSc) em Management pela Nova School of Business and Economics (Nova SBE) e Erasmus na EM Lyon. Antes de ingressar na Guide, trabalhou por quase dois anos no BNP Paribas na Europa, na área de Global Markets na equipe de Equity Derivatives. ''A minha missão é estar sempre atualizado, antecipando tendências de mercado, através de análises, e oferecer de forma simples e objetiva ao investidor, estratégias de alocação com sólidos fundamentos.'' CNPI – 2934

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