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Apito Final | Risco de segunda onda de infecções segue pontuando cautela nos investidores

Internacional
• Com constante avanço de novos casos e risco de uma segunda onda, bolsas encerram o pregão de sexta-feira em queda;
• Índice de preços acompanhado pelo Fed aponta para volta da inflação.

Brasil
• Passageiro do exterior, índice Bovespa encerra o dia no vermelho;
• Dólar volta a operar acima dos R$ 5,40 com aversão ao risco externa e preocupação com quadro fiscal doméstico;
• Mercado de crédito registra avanços interessantes


FECHAMENTO:

Ibovespa:93.834 (-2,24%)
BR$/US$: 5,46 (+1,97%)
DI Jan/27: 6,81% (+6 bps)
S&P 500: 3.009 (-2,42%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

MAIORES ALTAS:

IRBR3: R$ 11,86 (+5,42%)
WEGE3: R$ 50,00 (+1,58%)
KLBN11: R$ 20,51 (+0,74%)

MAIORES BAIXAS:

CCRO3: R$ 14,80 (-5,73%)
AZUL4: R$ 20,00 (-5,66%)
BPAC11: R$ 72,67 (-5,50%)


Cenário Externo:

Mercados… Ativos de risco ao redor do globo encerraram a semana em tom baixista. Nos EUA, bolsas operaram com viés de queda na medida em que foi registrado um novo recorde no número de infectados e ocupação de leitos nos estados do chamado Sun Belt. Tais preocupações repercutiram fortemente sobre o mercado americano, uma vez que a confirmação da força da 2ª onda de contágio da covid-19 forcou o estado de Texas e a Carolina do Norte, ontem e anteontem, respectivamente, a travar o processo de reabertura econômica. Na Europa, índices caminharam na mesma direção, mesmo que com menor intensidade.

Economia americana… Em um dia fraco de indicadores econômicos, o destaque ficou com a leitura de maio do PCE (Personal Consumption Expenditure), dado econômico que traça a evolução dos preços assim como a dinâmica de gastos dos consumidores norte-americanos. O resultado de maio ilustrou o ressurgimento de pressões inflacionários. O índice avançou 0,1% no períoro, ante queda de -0,2% e -0,5% em marco e abril, respectivamente. A volta de inflação de preços reflete, além do processo de reabertura econômica, os impactos expansionistas das medidas de estímulos fiscal e monetário implementados pelo Fed e pelo governo americano. A renda disponível dos americanos, por sua vez, teve queda acentuada de 4,8% ante alta de 10,8% em abril, refletindo o efeito passageiro das medidas fiscais implementadas no mês para sustentar o consumo.


BRASIL:

Mercados… Ativos financeiros brasileiros interromperam a alta de mais de 1,5% verificado no pregão de ontem e operaram em forte queda, em linha com a piora de sentimento verificada no exterior. Adicionalmente, comentário feitos pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que estudará mudanças no Teto de Gastos, além das afirmações referentes à extensão do auxílio emergencial, promoveram receio em torno da fragilidade fiscal do país. O aumento da preocupação do fiscal, ilustrada pela alta do risco país (CDS de 5 anos) na sessão, levou o real a ter um dos piores desempenhos entre moedas emergentes na sessão. A divisa americana voltou a operar em torno dos R$ 5,40, movimento que foi acompanhado de perto pelos juros futuros.

Mercado de Crédito… O mercado de crédito brasileiro apresentou desenvolvimentos interessantes em maio. De acordo com estatísticas trazidas pelo BCB, o crédito ampliado ao setor não financeiro aumentou 0,9%, alcançando o patamar de R$ 10,9 trilhões. No que se refere à expansão do crédito no setor financeiro, houve avanço de 0,3% no saldo de operações de crédito, com crescimento de 0,7% para PJs e estabilidades para PFs. O crédito livre para PJs cresceu 0,7% (com destaque para o capital de giro) e, na contramão, o crédito livre para PFs recuou 0,5% no mês. O avanço generalizado do crédito na economia naturalmente repercute o processo de alavancagem pela qual uma gama de empresas tem de passar para sustentar suas operações durante a pandemia. O aumento no fluxo de crédito para financiar capital de giro, isto é, os recursos necessários para arcar com as operações do dia a dia, apontam para isto. Por últimos, o ICC (Índice de Custo do Crédito), que mensura o custo médio de todo crédito do Sistema Financeiro Nacional, recuou para 19,2% (-0,5 p.p.) movimento que acompanhou a redução da taxa básica de juros (Selic).

IRB… A companhia liderou as altas no pregão de hoje após divulgar ao mercado a conclusão de sua investigação interna na manhã dessa sexta-feira. A investigação em questão identificou os responsáveis pela informação inverídica de que a Berkshire Hathaway integrava a base acionária da empresa. Adicionalmente, a nova diretoria detectou a existência de irregularidades no pagamento de supostos bônus ao ex-Diretor e outros colaboradores, em montante de aproximadamente R$60 milhões. Ainda, foi identificado que, entre fevereiro e março, realizaram operações de recompra de ações que ultrapassaram as quantidades autorizadas pelo Conselho de Administração em 2.850.000 ações.

Notredame Intermédica… Na mesma ponta, a empresa se consolidou entre os destaques de alta após anunciar a celebração do acordo de intenção de compra e venda de ações e outras avenças para a aquisição do Grupo Santa Mônica. A aquisição ficou em R$233 milhões, incluindo os imóveis dos dois hospitais. A Notre Dame pagará R$100 milhões à vista e R$133 milhões em seis parcelas iguais e anuais.

 

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
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