Apito Final | Reabertura das economias segue animando decisões de investimento

Tempo de leitura: 5 minutos

Internacional
• Reabertura gradual das economias mantém investidores otimistas;
• Ata do Fed mais dovish adiciona ao teor positivo dos mercados.

Brasil
• Ibovespa acompanha exterior e aprecia valorização moderada;
• CDS opera em alta com notícia de que auxílio de R$ 600 pode ser estendido. 


FECHAMENTO:

Ibovespa: 81.319 (+0,71%)
R$/US$: 5,69 (-1,03%)
DI Jan/27: 7,63% (+2 bps)
S&P500: 2.971 (+1,67%)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

MAIORES ALTAS:

AZUL4: R$ 15,33 (+12,31%)
GOLL3: R$ 12,68 (+8,84%)
IRBR3: R$ 7,61 (+7,94%)

MAIORES BAIXAS:

BTOW3: R$ 88,53 (-3,94%)
SUZB3: R$ 40,25 (-3,62%)
LAME4: R$ 26,84 (-3,49%)


CENÁRIO EXTERNO:

Mercados… Ativos de risco ao redor do globo contrariaram a tendência de ontem e operaram em alta na esteira de um ambiente externo mais ameno. A expectativa em torno da reabertura gradual das economias segue condicionando positivamente as decisões de investimento, enquanto as elevações nos preços do petróleo no mercado internacional alavancaram empresas do setor. Não obstante, um tecido de incertezas desde à possibilidade de uma segunda infecções até o gradualismo da retomada econômica segue impedindo fortes valorizações. Ao longo do dia, investidores também avaliaram a ata do Fed, BC americano, que versou sobre a última decisão de política monetária e as perspectivas para a maior economia do mundo.

Ata do Fed… O Fed, BC americano, publicou hoje sua ata referente à decisão de política monetária finda no dia 29 de abril. Nela, além de reiterar que continuará com a taxa de juro na banda entre 0,00% e 0,25% a.a. até que a economia americana volte a mostrar sinais de tração, o comitê reforçou novamente que mais suporte fiscal será necessário. A justificativa por trás de tais anúncios pauta-se em função da hipótese de que uma segunda onda de infecções, e consequente reinstalação dos lockdowns em alguns estados dos EUA, é uma preocupação latente. Adicionalmente, membros do comitê avaliaram que consumidores não retomarão rapidamente o dispêndio, justificando os estímulos fiscais adicionais. De notável, membros do FOMC também fizeram menção ao elevado endividamento público e privado que pode, a médio prazo, dificultar o crescimento econômico e gerar uma série de problemas de solvência para as empresas. O cenário base dos governadores da autoridade monetária é que uma recuperação completa não é esperada até o final deste ano.


BRASIL:

Mercados…

O mercado local também se beneficiou da dinâmica externa positiva e tanto o Ibovespa quanto o real apreciaram valorizações moderadas ao longo da sessão. O teor positivo do ambiente internacional marginalizou as preocupações em torno do número de infectados e mortes aqui no Brasil, além do cenário político ainda muito conturbado e repleto de incertezas. O país já conta com mais de 275 mil casos da Covid-19 e 18 mil mortes relacionadas à doença. O CDS de cinco anos, métrica de risco país, voltou a operar em alta após anúncio, por parte da equipe econômica do governo, de que o auxílio de R$ 600 que tem a alcunha e coronavoucher poderia ser gradualmente reduzido ao longo do tempo ao invés de ser interrompido em três meses, como inicialmente previsto. Tal movimento travou valorizações de maior magnitude do real frente ao dólar no mercado cambial. Além disso, por criar um cenário de deterioração mais acentuado do que inicialmente previsto pelas expectativas, tal decisão da equipe econômica do governo surtiu o efeito sobre a curva de juros, resultando na abertura dos vértices de forma generalizada ao passo que investidores passaram a atribuir maiores prêmios ao cada vez mais elevado risco fiscal.

Companhias Aéreas… Em dia favorável para ativos de risco, as ações da Azul e Gol tiveram os melhores desempenhos do Ibovespa. As ações também foram impulsionadas pela queda do dólar e anúncios de retomada de voos a partir de junho.

Suzano… Na outra ponta, a companhia foi destaque de queda no pregão de hoje. Alguns fatores que influenciam em sua performance foram a valorização do real frente ao dólar, já que grande parte da receita da companhia é referenciada em dólar e também sua estratégia de proteção com derivativos que acarretou em perda de R$9 bilhões para a empresa.

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
[email protected]

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