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Apito Final | Em dia volátil, Ibovespa encerra no vermelho com elevação na taxa de desemprego

Internacional
• Bolsas internacionais apreciam mais um dia de valorizações;
• Dados de confiança referentes à economia americana alimentam narrativa de recuperação em V.

Brasil
• Ibovespa alterna entre altas e baixa em fechamento de trimestre volátil;
• Taxa de desemprego registra alta para 12,9% em maio;
• BCB publica dados referentes à evolução da dívida do setor público e do governo.


FECHAMENTO:

Ibovespa: 95.055 (-0,71%)
BR$/US$: 5,45 (+1,00%)
DI Jan/27: 6,63% (-10 bps)
S&P 500: 3.100 (+1,54%
)

Fonte: Bloomberg. Obs.: a taxa de câmbio utilizada é a referência da Bloomberg

MAIORES ALTAS:

TOTS3: R$ 23,15 (+3,26%)
TIMP3: R$ 14,20 (+3,12%)
GOAU4: R$ 7,31 (+2,81%)

MAIORES BAIXAS:

IRBR3: R$ 11,00 (-11,72%)
EMBR3: R$ 8,09 (-3,92%)
ITUB4: R$ 25,45 (-3,89%
)


Cenário Externo:

Mercados… Investidores optaram por dar sequência aos movimentos de valorização verificados no pregão de ontem. A onda compradora pautou-se em mais uma leva de dados econômicos animadoras que alimentam a expectativas de investidores com relação a uma recuperação econômica mais rápida. No pano de fundo, o constante avanço de novos casos nos EUA, além de um possível acirramento de tensões entre China e Estados Unidos que seguem como riscos do cenário, foram marginalizados pelos investidores na sessão. Assim, ao final do dia, tanto o S&P500 quanto o Stoxx 600, seu par na Europa, encerraram o dia confortavelmente no verde.

Economia americana… O índice de confiança dos consumidores americanos, publicado pelo Conference Board, apontou para uma forte melhora das expectativas em junho. O indicador que mede a confiança do consumidor foi de 86,6 para 98,1 pontos (1985=100) superando em muito as projeções de mercado que apontavam para os 91,5. O componente do índice que mede o sentimento com relação à situação corrente foi de 68,4 para 86,2, ao passo que as expectativas futuras aumentaram de 96,9 para 106,0. Em suma, os resultados para o mês de junho parecem indicar que o ressurgimento de novos casos não está afetando a percepção dos consumidores com relação à retomada da economia devido ao improvável retorno de um lockdown generalizado.


BRASIL:

Mercados… Em um fim de trimestre notadamente volátil, o Índice Bovespa alternou constantemente entre ganhos e perdas, sem driver claro para ditar as decisões de investimento. Se por um lado a expectativa de reabertura dos negócios anima, o choque de realidade derivado da constante deterioração da economia real parece estar pesando sobre as expectativas. No mercado cambial, o dólar abriu em alta, chegou a buscar os R$ 5,50, mas perdeu força com o exterior e com o anúncio de leilão a vista do Bacen, que vendeu US$ 365 milhões no meio da tarde. O CDS de cinco anos, métrica de risco país, operou em queda, sem reagir à divulgação do déficit fiscal em maio parte do BCB. No mercado de juros, porém, as taxas operaram predominantemente em queda, reagindo aos dados de emprego de maio (PNAD-Contínua). A elevação da taxa de desemprego e queda na taxa de participação apontam para a elevação do nível de ociosidade na economia, levando investidores a apostarem em juros baixos por mais tempo.

Contas públicas… O Banco Central do Brasil, em nota divulgada à imprensa, apresentou os resultados referentes à dinâmica do endividamento do setor público. A DLSP (Dívida Líquida do Setor Público) alcançou o patamar de 55% do PIB em maio, puxando principalmente pelo aumento do déficit primário, do PIB nominal e dos juros nominais apropriados. Já a DBGG (Dívida Bruta do Governo Geral) registrou uma elevação de 2,1 pontos percentuais para 81,9% em maio. Tal resultado refletiu, principalmente, as emissões líquidas de dívida — isto é, a diferença entre o que foi emitido e o que foi resgatado —, o crescimento do PIB nominal e a incorporação dos juros.

Mais sobre as contas públicas… De interessante, o BCB também publicou as elasticidades da dívida com relação ao câmbio, à Selic e aos preços. De acordo com a autoridade monetária, uma depreciação de 1% na taxa de câmbio R$/US$ reduz a relação DLSP/PIB em 0,17 p.p. mas aumenta a relação DBGG/PIB em 0,11 p.p. Isto ocorre por que a primeira leva em conta as Reservas Internacionais (aprox. US$ 340 bilhões) enquanto o segunda não. Já a Selic e a inflação produzem os mesmos efeitos sobre ambas as relações. Uma redução da Selic e um aumento da inflação produzem, respectivamente, uma queda de 0,50 p.p. e um avanço de 0,15 p.p. na DLSP. Já para a DBGG, o mesmo movimento configura uma queda de 0,47 p.p. e um aumento de 0,15 p.p. Ou seja, no momento, verificamos que a Selic e a inflação, que estão em patamares historicamente baixos, jogam a favor das contas públicas.

Atividade econômica… O destaque da agenda econômica de hoje foi a divulgação da taxa de desemprego da economia brasileira para o mês de maio. A taxa foi para 12,9%, ante registro de 12,3% no mesmo período do ano anterior. O avanço ilustra a deterioração que caracteriza o mercado de trabalho, que recuou principalmente em função da saída de pessoas da força de trabalho e da redução na população ocupada. Estas, em boa parte por conta das medidas de isolamento social, foram impedidas de trabalhar ou buscar empregos. Houve, no entanto, uma elevação de 5,3% no rendimento média do trabalho na comparação interanual. Tal movimento representa, além dos movimentos deflacionários dos preços, a queda na oferta do trabalho desqualificado; movimento gerador de um aumento na média salarial daqueles que ficam ocupados. Com o relaxamento das medidas de distanciamento social, espera-se uma leve volta à busca por emprego por parte daqueles que se ausentaram de tanto. No entanto, o estado precário das empresas, que certamente reduziram sua demanda por trabalho em função das intensas quedas nos fluxos de caixa, limitará o potencial de recontratação.

IRB… A companhia teve o pior desempenho da bolsa no mesmo dia em que divulgou seus resultados referentes ao 1T20. O mercado não respondeu positivamente aos anúncios de que a política de dividendos seria revista, ao mesmo tempo em que casas de análise revisaram negativamente suas estimativas após revisões dos balanços de 2018 e 2019.

Totvs… Na ponta oposta, a companhia de tecnologia encerrou o dia entre os destaques de alta após seu presidente, Dennis Herdzkowicz, afirmar que a Totvs segue com sua estratégia de crescer através de aquisições, mesmo durante a pandemia. No ano passado, a empresa realizou uma oferta subsequente de ações, que a permitiu realizar três aquisições desde então, restando ainda quase US$ 1 bilhão para financiar mais compras.

 

Equipe Econômica

Conrado Magalhães
[email protected]

Alejandro Ortiz Cruceno
[email protected]

Victor Beyruti Guglielmi
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